<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4048392998491244915</id><updated>2012-02-16T08:43:11.362+01:00</updated><title type='text'>Numismática</title><subtitle type='html'>Numismática, Filatelia, Arqueologia e Arte</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Numismatica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00777710822743300087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMB6SbT-k4I/AAAAAAAAAkY/_jVCRCEFThY/S220/blog.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>43</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4048392998491244915.post-2510967476041395584</id><published>2011-09-07T16:29:00.000+02:00</published><updated>2011-09-07T16:29:41.372+02:00</updated><title type='text'>Deuses, mitos, esportes e moedas.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Olímpia&lt;/b&gt;, juntamente com Atenas e Esparta, são as cidades mais famosas da antiga Grécia. Mas se Atenas e Esparta são famosas por haverem combatido até se destruírem mutuamente durante a guerra do Peloponeso, Olímpia resplandece como símbolo de irmandade e de paz duradoura. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para a numismática, Olímpia assume uma importância ainda maior pelo grande número de belíssimas moedas cunhadas, enquanto Atenas produziu exemplares de pouca expressão artística e configuração "monótona", além da severa Esparta que, por não querer ceder aos caprichos da corrupção do dinheiro, não cunhou moedas nesse período, fabricando-as em época tardia. As barras, espetos e pedaços de ferro usados pelos espartanos, nesse período, a título de dinheiro, não podem ser considerados exemplares de uma cunhagem de moedas.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-PmcDzya5RdQ/Tmd9QxiDHeI/AAAAAAAAAuk/UDF-Ppu4z74/s1600/MONTE+OLIMPO+2.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="221" src="http://4.bp.blogspot.com/-PmcDzya5RdQ/Tmd9QxiDHeI/AAAAAAAAAuk/UDF-Ppu4z74/s400/MONTE+OLIMPO+2.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As emissões de Olímpia são extremamente ligadas aos jogos olímpicos; assim como hoje, celebrados a cada 4 anos. Tanto Seltman quanto Kraay, estão de acordo em afirmar que a cunhagem das moedas era, via de regra, executada durante os jogos, época em que aumentava, de forma consistente, a chegada de peregrinos. Os que chegavam à Olímpia, fosse para participar dos jogos ou puramente como espectadores, deviam "cambiar" suas moedas com aquelas de produção da Casa da Moeda local, pagando o ágio devido ao câmbio estabelecido por ocasião dos jogos, o que resultava em um excelente ganho para os cofres públicos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Seltman&lt;/b&gt;, seguindo o raciocínio de &lt;b&gt;Babelon&lt;/b&gt;, afirma que as primeiras cunhagens tiveram início ao final do VI século a.C., haja vista as primeiras emissões ostentarem no seu anverso uma águia em pleno vôo, o mesmo estilo ligado aquele presente nos estateres de &lt;i&gt;Cálquida de Elbeia&lt;/i&gt;, cunhados antes de 506 a.C. Todavia, B. V. Head, e em tempos mais recentes outros autores, incluindo o próprio Kraay, deslocaram o início das cunhagens para a primeira metade do V século a.C., sobretudo porque nos mais numerosos acervos de moedas do período arcaico não encontramos os exemplares de Olímpia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Casa da Moeda ao início era, muito provavelmente, situada no templo de Zeus, tendo sido, mais tarde, transferida ao lado do templo de Era. As emissões autônomas de Olímpia, ao que tudo indica, cessaram por volta do III século a.C, enquanto os jogos prosseguiram até 394 d.C, ano em que o imperador Teodósio os proibiu, alegando tratar-se de prática pagã.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As moedas de Olímpia, à diferença de muitas outras cunhadas nas Casas da Moeda da Grécia antiga, possuem uma grande variedade de cunhos, sendo sempre de grande valor artístico. Provavelmente, trabalharam nestas Casas os melhores incisores, autorizados a expressar sua arte com liberdade de ação, mobilidade e criação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pertence a esta primeira emissão de Olímpia, cunhadas em 468 a.C. os estater da figura a seguir, que no anverso mostra uma águia em vôo, voltada à direita, com as asas bem visíveis. Como frequentemente podemos observar nas cunhagens gregas, o aspecto naturalista da incisão é privilegiado com um grande relevo. É visível a intenção do incisor em distinguir os três níveis de plumas das asas, iniciando por aquele mais sutil, aqui representado por pontos, passando àquele médio, para terminar na mais longa em formato linear.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-JJhkW0RLAqs/Tmd5fFkpS4I/AAAAAAAAAuI/FCzo-pDeQNE/s1600/forum+1.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="148" src="http://3.bp.blogspot.com/-JJhkW0RLAqs/Tmd5fFkpS4I/AAAAAAAAAuI/FCzo-pDeQNE/s320/forum+1.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No reverso, a representação ornamental de um raio (relâmpago) alado, em expressivo relevo, separando as letras&lt;b&gt; F&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;A&lt;/b&gt;, iniciais de FALEION, ou seja, moeda dos Élides (Élida, na costa ocidental do Peloponeso).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Tanto a águia quanto o raio fazem referência a Zeus&lt;/b&gt;, pai de todos os deuses. A águia é o seu animal sagrado e o raio a arma que Zeus usa contra seus inimigos. Apesar do estilo ser ainda arcaico, a estampa é de notável impacto plástico. A águia aqui, é a mesma do estater de Cálquida de Elbeia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A segunda moeda, ilustrada a seguir, é um estater de 460 a.C. (ex-coleção R. Kappeli). No anverso uma águia semelhante à precedente, mas em vôo voltada à esquerda, com as asas em posição de "alçando vôo", com três níveis de plumagem, trazendo no bico uma serpente. No reverso, vê-se uma belíssima imagem de Nike que corre. O estilo é ainda arcaico, mas já se pode notar, tanto na forma, quanto nos movimentos, os traços marcantes da arte grega do período clássico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-YP66kCsps5I/Tmd6yzjHPkI/AAAAAAAAAuM/sNJZ6TRdXjg/s1600/forum+2.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="167" src="http://4.bp.blogspot.com/-YP66kCsps5I/Tmd6yzjHPkI/AAAAAAAAAuM/sNJZ6TRdXjg/s320/forum+2.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nike é representada com duas grandes asas abertas, também divididas em escalas de plumagem. Na mão direita, erguida avante, carrega uma coroa, enquanto com a esquerda mantém suas vestes para que não se entrelacem enquanto corre. Tudo dentro de um contexto que exalta os jogos olímpicos, onde o prêmio maior era justamente uma coroa. Aquela destinada aos jogos era de ramos de oliveira, enquanto a outra de louros era usada nos jogos pan-helênicos (Píticos) de Delfos. Nos jogos Nemeus (também pan-helênicos) o prêmio era uma coroa de hiposelinum (planta erbácea da família ombrelífera) e naqueles jogos Ístmicos, em homenagem a Poseidon, a coroa era feita de ramos de pinho selvagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma outra extraordinária Nike é representada no reverso do raro estater seguinte, de 432 a.C. A jovem alada, que na situação precedente reprsentava força e vigor físico, agora se posiciona sentada, pensativa, apoiando a cabeça ligeiramente ao braço pousado sobre a perna direita cruzada sobre a esquerda. Também se apresenta com duas grandes asas, e na mão direita dois ramos de oliveira. Agora Nike se apresenta de forma a nos conduzir à fase de mudança na arte grega. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O vigor arcaico é aqui substituído por doce expressão melancólica característica do período clássico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/--vcS0mCOEeQ/Tmd7N1MHEsI/AAAAAAAAAuQ/WUS-NpTiH7A/s1600/forum+3.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="168" src="http://3.bp.blogspot.com/--vcS0mCOEeQ/Tmd7N1MHEsI/AAAAAAAAAuQ/WUS-NpTiH7A/s320/forum+3.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Walker&lt;/b&gt; vê nesse estilo de representação de Nike um presságio da guerra do Peloponeso, iniciada naquela época e que irá conduzir os gregos a auto-destruição. Mas provavelmente está pensativa em relação à vitória que sorri a apenas um, derrotando todos os outros. A beleza desta cunhagem demonstra a influência da escola do genial escultor Fídias que teria trabalhado naquela época em Olímpia, esculpindo a grande estátua de Zeus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma belíssima cabeça, severa e austera, mas muito jovem, com barba e cabelos curtos e "cintura" de uma coroa de oliveira é a primeira imagem de Zeus sobre as moedas de Olímpia (figura a seguir).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/--JERSeOQXtA/Tmd7d8Bl-NI/AAAAAAAAAuU/dMUY4n_YUBg/s1600/forum+4.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="145" src="http://1.bp.blogspot.com/--JERSeOQXtA/Tmd7d8Bl-NI/AAAAAAAAAuU/dMUY4n_YUBg/s320/forum+4.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A moeda, cunhada em 416 a.C., em modesto estado de conservação, porém de grande raridade, é assinada por um artista desconhecido, do qual só temos ciência das iniciais de seu nome (DA). O estilo agora é clássico e representa os traços do Zeus de Fídias. A sua simplicidade é em evidente contraste com a imagem que irá representar, futuramente, o retrato oficial de Zeus, no IV século a.C., estampado no estater a seguir. Nele, a cabeça de Zeus é circundada por uma grande massa de fios de cabelos, entre os quais quase não se nota a coroa de louros, e uma barba fluente. O olhar é mais severo e punitivo, sublinhado pela curvatura das sobrancelhas, tudo muito de acordo e dentro do atual contexto do que entendemos como a imagem de Zeus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No everso da primeira moeda (Zeus jovem), temos a reprsentação ornamental do raio, alado circundado pro uma coroa de oliveira, enquanto na segunda moeda temos a águia parada, voltada à direita.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-P6OXfuNscs0/Tmd7p4FxKRI/AAAAAAAAAuY/JBDuRa0uNDA/s1600/forum+5.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="154" src="http://3.bp.blogspot.com/-P6OXfuNscs0/Tmd7p4FxKRI/AAAAAAAAAuY/JBDuRa0uNDA/s320/forum+5.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outra belíssima cunhagem do período refigura a cabeça de Era, mulher de Zeus, representada na figura a seguir, em um estater cunhado em 412 a.C.. A protetora de todas as esposas é aqui representada com traços finos e suaves, mas com a expressão de decisão e de "enervantes" calma e sabedoria. Acima, na cabeça, carrega uma coroa de pequenas pérolas e flores de liz, desde aquela época símbolo da realeza. Aqui, o estilo é decididamente clássico. No reverso, a representação ornamental de um raio, agor sem as asas, em uma coroa de oliveira. o exemplar em questão foi cunhado na Casa da Moeda de Era. A existências de duas Casas da Moeda em Olímpia é comprovada pelo fato que as duas séries de moedas cunhadas não possuem nenhum cunho em comum, coisa que sucede com frequência no âmbito de uma mesma Casa de cunhagem (Kraay, página 105).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-C9QxibrTvho/Tmd76tsC3mI/AAAAAAAAAuc/ILkkVV_mRQs/s1600/forum+6.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="165" src="http://4.bp.blogspot.com/-C9QxibrTvho/Tmd76tsC3mI/AAAAAAAAAuc/ILkkVV_mRQs/s320/forum+6.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma das mais belas representações de animais em moedas gregas diz respeito àquelas que podemos admirar nas cunhagens de estateres de 408 a.C., atribuídos ao mesmo artista DA da cunhagem de Zeus jovem. A águia com o bico forte em primeiro plano (figur a seguir), mantém o olhar fixo no horizonte, emanando sensação de calma, potência e vigor, "terrível", mesmo que estática.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-k3zgddZX13w/Tmd8SSR5LyI/AAAAAAAAAug/icmn8DyAYIU/s1600/forum+7.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="130" src="http://2.bp.blogspot.com/-k3zgddZX13w/Tmd8SSR5LyI/AAAAAAAAAug/icmn8DyAYIU/s320/forum+7.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sob a cabeça da águia se nota uma folha de álamo e no reverso o habitual raio ornado e alado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um outro estater muito interessante daquele período, foi cunhado em 396 a.C. (figura a seguir). No reverso a figura de uma águia que mata uma serpente presa entre suas garras. A cena, de evocação muito naturalista, mostra a curvatura do dorso da águia e de sua cabeça que se adaptam perfeitamente ao corpo circular da moeda, de belo efeito plástico. A curiosidade fica por conta de que a moeda aqui representa um escudo sober o auql foi incisa a cena descrita, fazendo com que sobrevenham dois visíveis relevos que exaltam a magnificência do exemplar aqui tratado. No reverso é inciso o raio alado, separando as iniciais F e A, com a primeira em relevo e a segunda, curiosamente inclusa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-uRwHxF26iSk/Tmd-7rRF9vI/AAAAAAAAAuo/LDyalVtz7Wk/s1600/forum+10.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="167" src="http://2.bp.blogspot.com/-uRwHxF26iSk/Tmd-7rRF9vI/AAAAAAAAAuo/LDyalVtz7Wk/s320/forum+10.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para encerrar o texto, gostaria de fechar com um belíssimo retrato, digno herdeiro das cunhagens de Siracusa com a efígie de Arethusa. A ninfa di Olímpia é representda com os traços finos, ligeiramente velados de expressão melancólica com os cabelos recolhidos e entrelaçados em alto, portando dois brincos pendentes. Esta moeda (figura a seguir) de rara beleza foi uma das mais desejadas pelos colecionadores dos séculos XIX e primeiros anos do século XX. No reverso, uma águia pousada, asas fechadas, voltada à direita, em magnífica expressão de força, soberania e vigor, circundada por coroa de ramos de oliveira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-6XuxD8tq0XU/Tmd_JNj3rnI/AAAAAAAAAus/KSjsdLbZl1c/s1600/61818.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="205" src="http://4.bp.blogspot.com/-6XuxD8tq0XU/Tmd_JNj3rnI/AAAAAAAAAus/KSjsdLbZl1c/s400/61818.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;Glossário&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-yQwUstrLgzg/Tmd_WzikcoI/AAAAAAAAAuw/WBNoLPi3DLs/s1600/nike-de-samotracia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="220" src="http://4.bp.blogspot.com/-yQwUstrLgzg/Tmd_WzikcoI/AAAAAAAAAuw/WBNoLPi3DLs/s400/nike-de-samotracia.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*Niké de Samotrácia (Νίκη em grego – deusa da vitória): A imponente estátua esculpida em mármore de Paro foi encontrada na Samotrácia, uma ilha no Mar Egeu, em 1863, sem braços e cabeça (uma das mãos só foi encontrada em 1950). A estátua representa a deusa alada, jovem filha de Zeus, que traz o anúncio de vitórias militares, enquanto posa na proa de um navio de guerra. Um fragmento de inscrição sob a base revelou que o monumento foi dedicado aos habitantes de Rodes. A estátua de 2,45m encontra-se hoje no Museu do Louvre. À esquerda, a privilegiada posição dada à estátua da deusa no Louvre, mostrando o fascínio que essa cultura ainda desperta nas pessoas nos dias atuais. À direita, um detalhe ampliado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-7Rt5XTEGxRo/Tmd_fr00_5I/AAAAAAAAAu0/jE8E1Y45iQw/s1600/niki_tis_samothrakis2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-7Rt5XTEGxRo/Tmd_fr00_5I/AAAAAAAAAu0/jE8E1Y45iQw/s400/niki_tis_samothrakis2.jpg" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Na foto acima&lt;/b&gt; vê-se, nitidamente, o detalhe da proa de uma embarcação, onde Nike posava anunciando as vitórias em batalhas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4048392998491244915-2510967476041395584?l=numismaticabentes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/feeds/2510967476041395584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2011/09/deuses-mitos-esportes-e-moedas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/2510967476041395584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/2510967476041395584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2011/09/deuses-mitos-esportes-e-moedas.html' title='Deuses, mitos, esportes e moedas.'/><author><name>Numismatica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00777710822743300087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMB6SbT-k4I/AAAAAAAAAkY/_jVCRCEFThY/S220/blog.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-PmcDzya5RdQ/Tmd9QxiDHeI/AAAAAAAAAuk/UDF-Ppu4z74/s72-c/MONTE+OLIMPO+2.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4048392998491244915.post-1380527582517508059</id><published>2011-08-04T20:38:00.014+02:00</published><updated>2011-08-04T22:30:12.510+02:00</updated><title type='text'>Bernini</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_3Vblmzjy2fo/TLrarxMyWOI/AAAAAAAAAJU/NM_uLNFKGk0/s1600/ratto_di_proserpina_bernini_dettaglio.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528971938026903778" src="http://2.bp.blogspot.com/_3Vblmzjy2fo/TLrarxMyWOI/AAAAAAAAAJU/NM_uLNFKGk0/s320/ratto_di_proserpina_bernini_dettaglio.JPG" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: left; height: 320px; margin: 0 10px 10px 0; width: 249px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O estudo da arte clássica foi a base da formação artística de Gian Lorenzo Bernini. Algumas restaurações indicam o seu gosto e intenções claras, numa interpretação original do helenismo em criações como "O Hermafrodita", exposta no Museu do Louvre, onde uma cama em mármore dá o efeito realista a uma obra antiga.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Bernini provava um profundo respeito pela integridade e pela leitura filológica das obras de arte que tratava, como evidenciado na restauração do &lt;i&gt;Ares Ludovisi&lt;/i&gt; que realizou em 1627. A obra, uma representação de Aquiles de pé, descansando os braços, foi restaurada por Bernini como um mártir, adicionando todas as peças em falta, detalhes reconhecidos pela escolha diferente de mármore e o tratamento realizado em diferentes fases de processamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De temperamento forte, apesar dos modos de cavalheiro, envolveu-se em um dramático episódio, num triângulo amoroso &amp;nbsp;envolvendo sua amante e seu irmão. Depois de ter sido desprezado pela corte papal retornou triunfante, deixando para a posteridade uma das mais perfeitas e comovenetes obras de arte escultórea. Santa Teresa é um marco da genialidade de um dos maiores artistas do barroco italiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="384" height="320" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-1fa6260ca07c4441" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v4.nonxt8.googlevideo.com/videoplayback?id%3D1fa6260ca07c4441%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1332437831%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D7E6CB513CA9F9FE3DAFBB6393B85C43F67E35A2A.3236FB6511078CEC15A3FB22E155A1FC1A26B216%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D1fa6260ca07c4441%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DAxR3IjWZtRrq8yYVuwGsbl5ZPlg&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="384" height="320" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v4.nonxt8.googlevideo.com/videoplayback?id%3D1fa6260ca07c4441%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1332437831%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D7E6CB513CA9F9FE3DAFBB6393B85C43F67E35A2A.3236FB6511078CEC15A3FB22E155A1FC1A26B216%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D1fa6260ca07c4441%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DAxR3IjWZtRrq8yYVuwGsbl5ZPlg&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="384" height="320" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-f9d39af9b806d806" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v12.nonxt1.googlevideo.com/videoplayback?id%3Df9d39af9b806d806%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1332437831%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D4643ACC441F479F4E42EB8DF55DB95A46DD3997C.12FFAB2BF786E4D056883D03A63A8E4FD69F7C5C%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Df9d39af9b806d806%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DiDmw2fl9ntqFy6TlwrXBVYXwjjc&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="384" height="320" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v12.nonxt1.googlevideo.com/videoplayback?id%3Df9d39af9b806d806%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1332437831%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D4643ACC441F479F4E42EB8DF55DB95A46DD3997C.12FFAB2BF786E4D056883D03A63A8E4FD69F7C5C%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Df9d39af9b806d806%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DiDmw2fl9ntqFy6TlwrXBVYXwjjc&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; 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É um meio intermediário de escâmbio (permuta), dessa forma facilitando a troca comercial.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sua função é, única e exclusivamente, aquela de representar o valor de um bem, deixando a quem a recebe em pagamento, a decisão de receber moeda ou mercadoria equivalente.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tratar a moeda como mercadoria tem sido um dos erros dos governantes a partir do século XX, &amp;nbsp;com a mudança do entendimento do conceito de riqueza. Perdendo sua função principal, e sendo extremamente desejada, a moeda passou a ser vítima de constante especulação, fazendo com que por vezes lhe seja atribuído valor maior ou menor do que realmente representa, gerando inflação, recessão e outros problemas derivados do seu mau emprego.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;DAS MOEDAS DE CONTAGEM ÀS PRIMEIRAS MOEDAS METÁLICAS&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A moeda representa o rompimento do vínculo com o processo de trocas que a antecedeu. A primitiva forma de vida social se baseava num sistema simples de permutas, onde a mercadoria trocada deveria ser pesada a cada vez que se verificasse a intenção de uma negociação comercial.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, bastava que aumentassem as espécies de mercadorias trocadas para surgirem as dificuldades de gerir este processo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com o tempo se fez extremamente necessária a introdução de um elemento capaz de representar todas as mercadorias, de tal forma que pudesse agilizar as trocas. Se uma determinada mercadoria fosse do interesse de alguém, bastaria pagar por ela, sem a necessidade de troca. Basta imaginar dois comerciantes, com duas mercadorias distintas A e B. O proprietário da mercadoria A deseja a mercadoria B, mas o proprietário desta não tem interesse na mercadoria A, e sim numa terceira mercadoria C, vendida em outra cidade. É fácil entender como a moeda facilita o processo. Basta que o dono da mercadoria A pague, com moeda, pela mercadoria B; este por sua vez, com a moeda recebida, satisfaz seu desejo em adquirir a mercadoria C, pagando por ela com a mesma moeda recebida.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim, a dificuldade criada pela falta de interesse em um determinado gênero, deixava de ser um problema. Antes da introdução da moeda, no momento em que seu proprietário necessitava efetuar a troca por víveres, por exemplo, se ninguém se interessasse por sua mercadoria, um problema sério se apresentava. &amp;nbsp;A &amp;nbsp;criação de um elemento de interesse comum (a moeda), criou a possibilidade real de uma troca, bastando para tal estar de posse desse elemento intermediário. O comerciante poderia, por exemplo, negociar seu produto em outra região, trocando-o pelo novo elemento introduzido, o que lhe daria a possibilidade de obter víveres quando e onde pretendesse.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A moeda, como hoje a conhecemos, é o resultado de uma longa evolução. Como vimos, no início das tratativas comerciais não existia, praticando-se o escâmbio ou escambo, a simples troca de mercadoria por mercadoria.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns gêneros de produtos, pela sua utilidade, passaram a ser mais procurados e aceitos do que outros, passando a assumir a função de moeda, circulando como elemento intermediário na troca por outros produtos e servindo para dar-lhes o devido o valor. Eram as chamadas moedas-mercadoria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O gado e o sal eram bem aceitos como instrumento de troca e acabaram por deixar registros em nosso vocabulário. Até hoje, empregamos palavras como pecúnia (dinheiro) e pecúlio (dinheiro acumulado), derivadas da palavra latina pecus (gado).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-2Cj1qflD9DM/Tjrg1M57p7I/AAAAAAAAAts/P1wRO6bdyTs/s1600/2_ce_0097.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="157" src="http://1.bp.blogspot.com/-2Cj1qflD9DM/Tjrg1M57p7I/AAAAAAAAAts/P1wRO6bdyTs/s320/2_ce_0097.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Figura&lt;/b&gt;: Áureo, Otaviano Augusto, casa da moeda incerta. Anv: CAESAR, busto laureado voltado à esquerda. &amp;nbsp;Rev: AUGUSTUS, boi (pecus) caminhando, voltado â esquerda. 3 peças conhecidas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A palavra capital (patrimônio) vem do latim capita (cabeça). A palavra salário (remuneração, normalmente em dinheiro, devida pelo empregador pelo serviço do empregado) tem como origem a utilização do sal, que na antiga Roma servia como pagamento de serviços prestados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-_FD9MKRKIbw/TjrhDgfn_MI/AAAAAAAAAtw/7kVblBC4-tA/s1600/2_ce_0084.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="161" src="http://2.bp.blogspot.com/-_FD9MKRKIbw/TjrhDgfn_MI/AAAAAAAAAtw/7kVblBC4-tA/s320/2_ce_0084.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Figura&lt;/b&gt;: Reis da Macedônia. Filipe II (359-336 aC). Magnífico Stater de ouro (8,56 g), com belíssima pátina e excepcional estado de conservação. Casa da Moeda de Kolophon (Sicilia e Magna Grecia). Batida sob o reinado de Filipe III, por volta de 323-319 a.C. Anv/Busto laureado de Apollo, voltado à direita com as características de Alexandre, o Grande. Rev/Biga com condutor, em posição de combate, com lança na mão direita. Tripé, embaixo, à direita. Thompson, “Posthumous Philip II Staters of Asia Minor”. &lt;i&gt;Acervo particular.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com o passar do tempo, tais mercadorias tornaram-se um inconveniente às transações comerciais, não só em virtude da oscilação de seu valor, mas principalmente pelo fato de não serem fracionáveis e também por serem facilmente perecíveis, não permitindo o acúmulo de riquezas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando o homem descobriu o metal, logo passou a utilizá-lo para fabricar seus utensílios e armas, anteriormente feitos de pedra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por apresentar vantagens como a possibilidade de entesouramento, divisibilidade, raridade, facilidade de transporte e beleza, o metal impôs-se como principal padrão de valor, sendo trocado sob as mais diversas formas; a princípio, em seu estado natural, depois sob a forma de barras e, ainda, sob a forma de objetos, como anéis, braceletes, etc. Os utensílios de metal passaram a ser mercadorias muito apreciadas. Sua produção exigia, além do domínio das técnicas de fundição, o conhecimento dos locais onde poderia ser encontrado. Essa produção, naturalmente, não estava ao alcance de todos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A valorização cada vez maior dos utensílios levou à sua utilização como moeda e ao aparecimento de réplicas de objetos metálicos, em pequenas dimensões, a circularem como dinheiro, como as moedas faca e chave, encontradas no Oriente, e do talento, moeda de cobre ou bronze, com o formato das vestes feitas de pele de animal, encontradas na Grécia e em Chipre.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foram os sumérios (habitantes da Mesopotâmia que em tempos remotos haviam inventado a escrita) que, através de seus sacerdotes, se encarregaram de escolher o metal como o meio mais conveniente a servir de intermediário nos processos de troca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os metais escolhidos foram o ouro (sagrado disco solar) e a prata (consagrada à lua). A relação entre os dois metais foi estabelecida na razão de 1 para 13⅓, correspondendo, ao que parece, à relação astronômica entre o ano solar e os meses lunares.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sendo os pioneiros no desenvolvimento da série infinita dos números, os sumérios usaram como base de sua avaliação o número 12 (sistema duodecimal), possibilitando a subdivisão em 3 e 4, aparentemente menos cômodo que 10 (decimal), que corresponde aos dedos das mãos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além disso, a escopo de materializar o conceito abstrato de número, foi adotada como base a libra de prata que, em seguida foi chamada com o nome latinizado de&lt;b&gt; mina&lt;/b&gt;. O seu múltiplo foi o &lt;b&gt;talento&lt;/b&gt;, equivalente a 60 libras de prata. A &lt;i&gt;mina&lt;/i&gt; foi dividida em &lt;b&gt;60 ciclos&lt;/b&gt; onde cada um correspondia a &lt;b&gt;180 gramas de trigo&lt;/b&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os metais preciosos, a exemplo do que hoje diz respeito aos bancos, ficavam sob custódia dos templos, onde os sacerdotes determinavam as importantes e delicadas operações que regulavam as trocas de mercadorias e aluguéis, recuperando inclusive a parte reservada às autoridades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, tal conceito de dinheiro tinha um caráter abstrato e aos talentos, às minas e aos ciclos não correspondiam as relativas moedas e portanto era lógica a sensação de “falta de recursos próprios” que experimentavam os negociantes e a população em geral por não possuírem, materialmente, o valor do seu produto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os Fenícios efetuavam trocas com os índios da África ocidental, recorrendo a um sistema mais tangível e imediato: Colocavam na areia da praia aquilo que pretendiam oferecer e retiravam-se para os seus navios. Os indígenas observavam aquilo que lhes era oferecido e colocavam junto à cada tipo de mercadoria, a quantidade de ouro em pó que acreditavam ser adequado à troca e se retiravam.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se os Fenícios estivessem de acordo, pegavam o ouro e a troca era concluída, caso contrário a operação vinha repetida até quando fosse atingido um resultado de comum acordo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira solução a essa natural aspiração encontrou sua aplicação na Babilônia onde se faz referimento a pesos fixos de prata, substituídos depois por pesos de cobre e em seguida de bronze. Mas é na Grécia que encontramos a primeira moeda, mesmo que esta ainda se concretizasse na estranha forma de “espetos de ferro” (denominados obelos), longos mais de um metro e que eram dados inicialmente aos juízes, como forma de compensação pelos seus serviços prestados. O mesmo compenso dizia respeito aos simples cidadãos quando estes “espetos” lhes eram concedidos por ocasiões de festas e cerimônias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi com a finalidade de exercer a função de meio de troca comercial que, no século VII &amp;nbsp;a.C. nasce, na Lídia, a moeda como a conhecemos hoje, em sua forma metálica. Entre 629 e 600 a.C. aparecem os primeiros discos metálicos de várias dimensões, sobre os quais o Rei havia ordenado que se colocasse o próprio sigilo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esses discos eram de electron (uma liga natural de ouro e prata) que em pouco tempo foram substituídos por discos de ouro puro, o metal nobre por excelência que desde a antiga Babilônia, era considerado como de um bem, dando-lhe valo pleno. Aconteceu no VI século a.C. sob o reinado de Creso (561 – 546 a.C.), famoso por sua imensa riqueza. Esse fenômeno foi, certamente, o resultado de um processo que durou séculos e, seguramente, não se tratou de uma invenção casual.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com o advento da moeda como instrumento intermediador da troca, foram criadas as primeiras bases da moderna sociedade industrial, permitindo ao homem liberar-se do milenar comércio da simples troca e construir a economia como a conhecemos hoje. Porém, o ouro e a prata sempre foram entendidos como a riqueza real, aquela tangível, e que hoje serve (ou pelo menos, deveria servir) de lastro ao dinheiro de papel em circulação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A esta transformação dos processos de troca, correspondeu também a uma profunda transformação na vida social das civilizações. Após uma fase inicial praticamente agrícola, se sucedeu uma vida comercial sempre mais intensa, fazendo com que as pessoas se transferissem dos campos para os aglomerados populacionais que se constituiam nas bases das futuras cidades.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se a civilização dos tempos de Homero evidenciava a importância de um homem de acordo com sua propriedade agrícola e através do número de bois que possuia, num futuro próximo o rebanho iria ceder seu posto de supremacia àquele meio que permitia a obtenção de tudo aquilo que se desejasse, a moeda, que permitiu aos comerciantes a troca de bens em regiões distantes entre si onde, de uma forma cômoda, podiam transportar o instrumento que passou a substituir aqueles utilizados nos processos de simples troca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O REAL VALOR DO DINHEIRO&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como vimos anteriormente, a moeda é um instrumento de intermediação de troca que estabelece o valor dos objetos trocados, representando a sua equivalência. É um meio intermediário de escâmbio (permuta), dessa forma facilitando a troca comercial, cm a função de representar o valor de um bem.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vimos também, que tratar a moeda como mercadoria tem sido um dos erros dos governantes a partir do século XX, &amp;nbsp;mudando consideravelmente os conceitos de posse e riqueza. Perdendo sua função principal, e sendo extremamente desejada, a moeda tem sido vítima de constante especulação, sendo tratada como mercadoria, ao invés de um instrumento que facilite a troca, fazendo com que por vezes lhe seja atribuído valor maior ou menor do que realmente representa, gerando inflação, recessão e outros problemas derivados do seu mau emprego. A compra e venda de “dinheiro” faz com que a moeda assuma o posto de mercadoria. Estando sujeita às leis de mercado que regem a comercialização de produtos, a moeda perde o elo de ligação ao seu real sustento ou seja, o ouro estocado nas reservas do país que a emite.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O emprego do ouro e da prata, e das moedas confeccionadas com esses metais, consentiu e determinou, durante séculos, as tratativas comerciais, agindo como reguladores e intermediários nas trocas já que, sendo metais preciosos, eram aceitos em todo mundo. A base de medida, de avaliação do poder de compra desses metais nobres era dado por uma determinada medida de trigo, mercadoria ainda hoje mantida sob severo controle do estado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com o passar do tempo, devido à ampliação dos mercados e o consequente aumento nas tratativas comerciais, o ouro e a prata não eram mais suficientes a satisfazer a exigência de cunhagem de moeda destinada à circulação. Dessa forma, gradativamente se passou ao uso de metais e materiais menos nobres, tais como o cobre, o bronze, o níquel e até o alumínio, chegando finalmente à moeda de papel, a cédula.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O processo de passagem da moeda tangível (ouro e prata), prova consistente e direta da posse e da riqueza, àquela meramente representativa de um valor estabelecido pelo estado, se deu gradativamente e sob a tutela deste último que mantém a verdadeira riqueza nos subsolos dos seus bancos e instituições financeiras.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A bem da verdade, o dinheiro em circulação deve valer o correspondente áquilo que o estado mantém lastreado em ouro, prata e, eventualmente, à sua produção anual de trigo, sendo o ouro o seu principal lastro. O ouro ainda é a garantia real de que o estado pode dispor a fim de conquistar ou manter sua credibilidade no mundo financeiro. Quando, por exemplo, uma nação contrai um empréstimo com outra, a garantia do pagamento é feita em ouro. Assim, enquanto o débito não é saldado, uma determinada quantidade de barras de ouro depositadas nos cofres do banco central do país devedor, recebem a etiqueta referente ao país credor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ouro é, ainda hoje, a garantia, o crédito que determina a confiança em uma instituição ou em uma nação. Por mais que alguns governos insistam em lastrear sua moeda em outros bens, o único aceito em todo mundo é aquele que corresponde à sua reserva em ouro. Quando uma determinada moeda, de um determinado país, experimenta uma queda muito grande, ou quando os investidores perdem a confiança nessa moeda, entre outros fatores isso se deve ao entendimento de que aquele governo está emitindo uma quantidade de papel-moeda que não corresponde à sua real riqueza, ao seu lastro, ou seja, às suas reservas de ouro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São estas reservas auríferas que tem garantido até hoje a força da moeda americana. Os EUA possuem uma das maiores reservas de ouro do planeta o que dá pleno sustento e confiança à sua moeda, o dollar. Uma crise semelhante a atual, experimentada pelos EUA, seria muito mais grave em um país que não possuísse uma tal reserva de ouro, suficiente para garantir a estabilidade e confiança em sua moeda. É como o oxigêneo a mais, a água no deserto que outros não podem dispor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com o tempo, o valor da moeda deixou de estar diretamente associado ao metal com o qual era confecccionada (valor intrínseco), passando a valer por aquele extrínseco, ou seja o valor convencionado e estampado pelo estado sobre a moeda (agora confeccionada com materiais diversos e de pouco valor) ou cédula. Todavia, até poucas décadas atrás, era possível dirigir-se a um banco e receber, em ouro, o equivalente ao valor estampado em uma determinada cédula.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No caso das cédulas brasileiras, tal garantia vinha estampada sobre a própria cédula onde se lia “[b]no Tesouro Nacional, se pagará ao portador desta, a quantia de (valor)[/b]” (ver figura a seguir), uma variação do que antes era garantido nos textos escritos nos recibos de depósito do ouro em pó ...”pague-se ao portador deste recibo o equivalente em tantos gramas de ouro”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-JLODyuyuLgQ/Tjrh2CwdjpI/AAAAAAAAAt0/CmPq0mrAHQQ/s1600/500+reis.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="185" src="http://1.bp.blogspot.com/-JLODyuyuLgQ/Tjrh2CwdjpI/AAAAAAAAAt0/CmPq0mrAHQQ/s400/500+reis.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje esta conversão foi abandonada; o último país, a contragosto e em função da sua Carta Magna, a abandonar a garantia lastreada pelo ouro de uma cédula, foram os EUA em 1971, já que em todo restante do mundo financeiro a associação do valor extrínseco (aquele estampado na cédula) ao ouro, havia sido extinta. &amp;nbsp;De uma forma geral, os governos não temem que o dinheiro posto em circulação deixe o país. O problema grave surgiria pela possibilidade de evasão do seu metal precioso, o ouro. Foi o que aconteceu, por exemplo, nos EUA, no dia 4 de março de 1933, quando o presidente “Franklin Delano Roosevelt” proibiu o uso do ouro (sob forma de moeda ou certificado) em pagamentos, na tentativa de por fim a grave hemorragia de metal amarelo que arriscava comprometer a credibilidade do sistema bancário americano. Numa única semana, entre o fim de fevereiro e início de março de 1933, companhias e privados tinham retirado dos bancos, para estocá-los ou transferi-los ao exterior, mais de 200 milhões de dólares em ouro, perfazendo um total - na cotação atual do ouro - correspondente a uma cifra que supera os 6 bilhões de dólares. Isso porque era dada ao cidadão a possibilidade de converter seu “papel-moeda” em ouro, o que deixou de existir há algumas décadas. Hoje não existe mais a possibilidad de dirigir-se ao Tesouro Nacional e reivindicar o qu eantes era um direito constitucional; aquele de trocar por ouro, o equivalent ao valor impresso em “papel-moeda”.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O presidente Roosevelt anunciou a sua decisão (em vigor a partir do dia sucessivo) domingo, 5 de março, decretando ao mesmo tempo o fechamento de todos os bancos por quatro dias, enquanto o Secretário do Tesouro William H. Woodin telegrafava às Casas da Moeda de Denver, Filadelfia e San Francisco, ordenando que fossem suspensos quaisquer pagamentos em ouro.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Congresso, convocado urgentemente no dia 9 de março, aprovava no mesmo dia a decisão do presidente. A diretiva de Roosevelt proibia também o acúmulo de ouro amoedado por parte dos privados e, mesmo que não especificasse qual fosse o limite quantitativo que fizesse com que um acúmulo chegasse a ser considerado um crime, sancionava a posse não autorizada de ouro em moedas ou certificados, com uma multa de até 10.000 dólares e uma pena de detenção de até 10 anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A provisão não impunha explicitamente aos cidadãos americanos de restituir o ouro amoedado que estivesse em sua posse, ao Federal Reserve Bank, mas que este fosse o seu principal objetivo, não restava qualquer dúvida; tanto que o público, respondendo ao apelo do presidente, do Congresso e das autoridades monetárias, em uma única semana, fez afluir aos bancos mais de 300 mihões de dólares em ouro. Porém, a adesão inicial bem cedo perdeu parte do seu vigor e no dia 5 de abril, um mês depois da divulgação da provisão, o ouro “restituído” ao Tesouro chegava a um total de apenas 633 milhões de dólares. Segundo a estimativa do governo, ao apelo presidencial faltavam, pelo menos, mais um outro bilhão de dólares.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-EgNWMaY01BM/TjriJiMFw8I/AAAAAAAAAt4/qp5JnKlILqg/s1600/eagle.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="157" src="http://4.bp.blogspot.com/-EgNWMaY01BM/TjriJiMFw8I/AAAAAAAAAt4/qp5JnKlILqg/s320/eagle.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Figura&lt;/b&gt;: O US Saint Gaudens Double Eagle de 1933, a última moeda americana de ouro que deveria ser posta em circulação, mas que sequer chegou às ruas, impedida que foi por ato do presidente Roosevelt. O exemplar da foto foi vendido no leilão de Stack's e Sotheby's em 30/07/2002. O martelo do leiloeiro da venda sob ofertas organizada pela Stack’s e Sotheby’s em Nova York no dia 30 de julho de 2002 para vender uma única moeda – aparentemente a mais rara, e com certeza a mais disputada – parou no valor recorde de &lt;b&gt;6,6 milhões de dólares&lt;/b&gt;, uma soma nunca alcançada precedentemente, e que sobe a 7,59 milhões, se levarmos em conta também a comissão do leiloeiro. A seguir, o vídeo do leilão da moeda da foto acima:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://3.gvt0.com/vi/zWX-4enknkc/0.jpg"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/zWX-4enknkc&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/zWX-4enknkc&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para acelerar o retorno do metal aos cofres do Federal Reserve, no dia 5 de abril Roosevelt emanou uma nova diretiva que depois de ter fixado o teto cumulativo em 100 dólares, impôs explicitamente aos privados a obrigação de restituir ao Tesouro Americano o ouro de que mantinham posse; uma exceção era consentida somente para as moedas de ouro “raras e incomuns” procuradas pelos colecionadores.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As pressões pelo retorno do ouro aos cofres do Federal Reserve continuaram até que o Gold Reserve Act, aprovado pelo Congresso e assinado por Roosevelt no dia 30 de janeiro de 1934 estabelecesse definitivamente que todo o ouro amoedado (revalutado de 20,67 a 35 dólares a onça) pertencia ao governo dos EUA, que o transformaria em lingotes de peso e título estabelecidos pelo Secretário do Tesouro (refundindo portanto as moedas em circulação) destinando o produto final a ser estocado no novo depósito em construcão em Fort Knox.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;MAS AFINAL DE CONTAS, QUANTO (OU O QUE) VALE HOJE O SEU DINHEIRO ?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim, com o passar do tempo, o ouro deixou de sustentar o valor da moeda. Hoje, o que garante (sustenta) o seu valor é o Estado. Em outras palavras: De um bem tangível, dado em garantia daquilo que se estampava sobre um “pedaço” de papel (a exemplo dos antigos certificados o depósito de ouro em pó), passou-se à garantia intangível, ou seja, àquela dada pelo Estado, derivada das suas presumíveis credibilidade e responsabilidade no que diz respeito ao valor estampado na cédula, e se este corresponde à sua reserva em ouro.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em termos mais simples, se pode dizer que uma cédula de 10 reais, vale 10 reais porque qualquer pessoa que a aceite em pagamento deverá se sentir segura, deverá ter a certeza de que outras pessoas irão reconhecer, por vontade própria e, principalmente, por serem obrigadas por lei, que aquela determinada cédula vale 10 reais. Porém, é essencial que essa relação financeira, em nenhum momento, seja descreditada ou que seja motivo de desconfiança de que o estado não seja capaz de garantir o poder de compra do dinheiro que coloca em circulação. É importante que o valor da moeda seja preservado a fim de impedir um colapso do mercado mundial, o que traria gravíssimas consequências para a economia. Assim, é o Estado o regulador da emissão de dinheiro, controlando quanto deve ser posto em circulação e que, principalmente, tal emissão seja compatível com suas reservas em ouro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O dinheiro, hoje, vale o estabelecido pelos governos o que, por sua vez, se dá pelo conhecimento que cada um destes governos tem da quantidade de ouro estocado nos “tesouros nacionais” dos outros.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se antes o cidadão possuía em mãos a própria riqueza, hoje possui apenas a representação dela e esta depende da responsabilidade com que seus governos administram a nação, sendo passível de oscilações e quedas, já que são abstratas. Se antes a moeda era a própria riqueza, hoje apenas representa um momento, podendo mudar, ou mesmo perder seu valor, de acordo com os procedimentos e posturas adotadas por um governo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A seguir, o aspecto da última moeda, circulante, de ouro, cunhada no Brasil. Em 1922 foram fabricadas as últimas. Foi a partir desta data que o seu, o nosso dinheiro deixou de valer o quanto pesa passando a um símbolo, algo abstrato garantido pelo Estado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ByVv69ZPNVg/TjrjJJt9e0I/AAAAAAAAAt8/o8FUtISAwpE/s1600/lot_1309.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="152" src="http://1.bp.blogspot.com/-ByVv69ZPNVg/TjrjJJt9e0I/AAAAAAAAAt8/o8FUtISAwpE/s320/lot_1309.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Mas afinal, onde se encontra a verdadeira riqueza de uma nação? &lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Encontra-se trancada a sete chaves, nos subsolos. Se o que existe lá é suficiente para garantir o que está no seu bolso, só o tempo dirá.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4048392998491244915-881650059258137433?l=numismaticabentes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/feeds/881650059258137433/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2011/08/quanto-vale-o-seu-dinheiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/881650059258137433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/881650059258137433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2011/08/quanto-vale-o-seu-dinheiro.html' title='Quanto vale o seu dinheiro?'/><author><name>Numismatica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00777710822743300087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMB6SbT-k4I/AAAAAAAAAkY/_jVCRCEFThY/S220/blog.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-2Cj1qflD9DM/Tjrg1M57p7I/AAAAAAAAAts/P1wRO6bdyTs/s72-c/2_ce_0097.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4048392998491244915.post-323605535884252808</id><published>2011-08-01T21:25:00.003+02:00</published><updated>2011-08-01T21:32:58.846+02:00</updated><title type='text'>A Reserva de Ouro Italiana</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;Neste período de globalização total,”new-economy”, e “trading on-line”, houve uma revolução mundial no setor de investimentos financeiros, de notável importância.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;Na Itália (país onde concentramos os nossos negócios), desde fevereiro de 2000, seguidamente à lei nr.7/2000, foi abolido o monopólio estatal sobre as negociações com o metal nobre, possibilitando finalmente a pequenos e médios investidores privados de adquirir moedas e lingotes de ouro fino, com isenção de pagamentos de impostos. Até este momento, investir no bem de refúgio por excelência era considerado por muitos investidores uma miragem, símbolo de riqueza e luxo. Hoje, felizmente, não è mais assim e qualquer pessoa que tenha a possibilidade de poder entrar na posse do metal nobre (bem que mantém seu valor intacto no curso de séculos), poderá fazê-lo mesmo com pouco investimento, adquirindo moedas de ouro e lingotes de peso reduzido.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;A Lei italiana nr. 7/2000, possibilita o comércio do ouro de investimento à sociedades que preencham determinados requisitos. A Numismática Bentes possui todos estes requisitos para operar junto a investidores que queiram garantir seus investimentos, dedicando parte do seu portfoglio ao único bem que tem-se mostrado seguro e confiável em toda a história da humanidade. O ouro !&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;Invista em ouro e fique tranquillo ! Nós da Numismática Bentes estamos prontos a atendê-lo, qualquer que seja a sua necessidade de investimento em moedas e lingotes de ouro, prata e platina.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="352" height="292" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-3c74b94785ac92ef" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v17.nonxt1.googlevideo.com/videoplayback?id%3D3c74b94785ac92ef%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1332437831%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D934D46FE8F22072755E1D0FBBD061AD2923B2FE.622E8E333AD0348C6BCBE53AE0E05E32A54831A5%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D3c74b94785ac92ef%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DJGmaRrjBYuBpNlHiZlJ-kbLjPaM&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="352" height="292" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v17.nonxt1.googlevideo.com/videoplayback?id%3D3c74b94785ac92ef%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1332437831%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D934D46FE8F22072755E1D0FBBD061AD2923B2FE.622E8E333AD0348C6BCBE53AE0E05E32A54831A5%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D3c74b94785ac92ef%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DJGmaRrjBYuBpNlHiZlJ-kbLjPaM&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4048392998491244915-323605535884252808?l=numismaticabentes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/feeds/323605535884252808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2011/08/reserva-de-ouro-italiana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/323605535884252808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/323605535884252808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2011/08/reserva-de-ouro-italiana.html' title='A Reserva de Ouro Italiana'/><author><name>Numismatica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00777710822743300087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMB6SbT-k4I/AAAAAAAAAkY/_jVCRCEFThY/S220/blog.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4048392998491244915.post-149441163921640162</id><published>2011-07-30T19:14:00.001+02:00</published><updated>2011-08-01T09:00:10.144+02:00</updated><title type='text'>Avaliações - Leis de mercado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como já foi esclarecido por nós, aqui neste blog, o grau de raridade - e, consequentemente, o valor atribuído a uma determinada moeda - depende de determinadas variáveis que devem ser observadas com atenção.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para que uma moeda seja considerada rara e, eventualmente, para que tal influencie sobremaneira no seu valor de mercado, não basta que sua cunhagem tenha sido baixa ou que existam poucos exemplares oferecidos aos colecionadores e investidores. O que conta realmente é o conjunto de variáveis em que um determinado exemplar se insere. Assim, uma moeda considerada comum pode atingir valores notáveis, caso seu estado de conservação, por exemplo, seja único; como aconteceu recentemente com um exemplar do 2.000 réis de prata (estrelas soltas - foto a seguir) PROOF - uma moeda relativamente comum - vendida em um leilão nos EUA por uma cifra que superou os US$ 9.000,00 (nove mil dólares). Moeda comum, em incomum estado de conservação, o que foi suficiente para que lhe fosse atribuído um valor de mercado alto.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por que ? Porque o estado de cunhagem em que se encontra (PROOF) faz com que esse exemplar seja ÚNICO.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-3oMrkmf2Pwg/TjQ6ZgpJ3qI/AAAAAAAAAtI/Hw8jVbk6QKs/s1600/2000reis.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="152" src="http://2.bp.blogspot.com/-3oMrkmf2Pwg/TjQ6ZgpJ3qI/AAAAAAAAAtI/Hw8jVbk6QKs/s320/2000reis.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A lei da oferta e da procura, certamente é um dos fatores que mais influenciam os preços das mercadorias em geral, principalmente quando estamos tratando com bens preciosos. Mas não só isso! Porém é fato que uma oferta grande tem relação inversa com o preço. Em outras palavras, quanto mais oferta, menos procura e, consequentemente, um ajuste de preço "para baixo" é necessário para que o mercado possa fluir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com relação aos dobrões de D. João V, por exemplo, até há algum tempo estas moedas não apareciam com frequência no mercado. O comprador que pretendesse adquiri-las, deveria consultar várias casas numismáticas e aguardar por um bom tempo até que um único exemplar lhe fosse apresentado. De uns três anos para cá, essa situação mudou consideravelmente, com centenas de exemplares sendo oferecidos em leilões internacionais, fazendo com que a cotação dos dobrões (20.000 réis de D. João V) experimentasse uma notável queda em relação aos preços praticados em anos anteriores.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até mesmo o exemplar de data 1724 (foto a seguir), antes considerado raríssimo, somente no ano de 2010, compareceu em 5 leilões distintos, entre os EUA, Suiça e Portugal, tendo sido oferecidos mais de 8 exemplares dessa moeda que, se antes era considerada da mais alta raridade, hoje faz fadiga em conseguir um R3, sendo melhor classificada em R2, no contexto de uma avaliação que vai de CC (muito comum) a R5 (da mais alta raridade).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-d81nuo0Szew/TjQ7NA-5txI/AAAAAAAAAtM/T5JBAMzfE8Q/s1600/dobrao+%25281%2529.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="190" src="http://1.bp.blogspot.com/-d81nuo0Szew/TjQ7NA-5txI/AAAAAAAAAtM/T5JBAMzfE8Q/s400/dobrao+%25281%2529.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O leitor deve estar atento a esta lógica de mercado que não é diferente daquela praticada comercialmente com qualquer produto, principalmente quando diz respeito aos bens preciosos. Certamente, os exemplares FDC terão sempre seu posto assegurado, com um valor distanciado de suas “irmãs” em estado de conservação inferior. Mesmo assim, convém salientar que, se há alguns anos, um exemplar do dobrão de 1724 qFDC (quase flor de cunho) poderia tranquilamente atingir a cifra dos US$ 45.000,000 ou mesmo US$ 50.000,00 em um leilão de prestígio internacional, hoje mal consegue atingir a cifra dos US$ 30.000,000 (€ 14.000,00), fazendo algum esforço para ultrapassar essa barreira. Notável também o fato de que, no passado, o dólar estava muito mais bem cotado, portando o preço do exemplar à paridade com sua cotação em euros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um outro claro exemplo, refere-se ao 960 réis 1832 R, FDC que vem experimentando uma queda vertiginosa em sua avaliação, justamente devido à grande quantidade dessas moedas que tem aparecido ultimamente no mercado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-zFmWECqfUj4/TjQ7n75izEI/AAAAAAAAAtQ/QqBX5rvg28U/s1600/960+reis.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="190" src="http://3.bp.blogspot.com/-zFmWECqfUj4/TjQ7n75izEI/AAAAAAAAAtQ/QqBX5rvg28U/s400/960+reis.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Figura&lt;/b&gt;: 960 réis 1832 R, em estado de conservação FDCE (flor de cunho excepcional). A descoberta de um lote de mais de 32 destas moedas e a consequente frequência com que tem aparecido no mercado, oferecida por comerciantes e em leilões internacionais, contribuiu para que o preço dessa moeda caísse dos 10.000 dólares praticados inicialmente para 4.500 dólares (pouco mais de 3.000 euros), mesmo com a baixa cotação da moeda americana.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4048392998491244915-149441163921640162?l=numismaticabentes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/feeds/149441163921640162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2011/07/avaliacoes-leis-de-mercado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/149441163921640162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/149441163921640162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2011/07/avaliacoes-leis-de-mercado.html' title='Avaliações - Leis de mercado'/><author><name>Numismatica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00777710822743300087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMB6SbT-k4I/AAAAAAAAAkY/_jVCRCEFThY/S220/blog.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-3oMrkmf2Pwg/TjQ6ZgpJ3qI/AAAAAAAAAtI/Hw8jVbk6QKs/s72-c/2000reis.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4048392998491244915.post-3996248910789420146</id><published>2011-07-16T18:48:00.008+02:00</published><updated>2011-07-17T19:34:31.801+02:00</updated><title type='text'>O Escudo Português</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A heráldica é uma ciência. É também a arte de descrever os brasões de armas ou escudos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um brasão (também designado por brasão de armas ou cota de armas), na tradição européia, é um desenho especificamente criado - usando peças, esmaltes e metais - com a finalidade de identificar indivíduos, famílias, clãs, cidades, regiões e nações.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os brasões não eram fornecidos ao acaso para as pessoas. Tiveram as suas origens em atos de coragem e bravura efetuados por grandes cavaleiros. Era uma maneira de os homenagear e às suas famílias. Com o passar do tempo, por ser considerado um ícone de status, passou a ser conferido às famílias nobres no intuito de identificar o grau social delas. Dessa forma, somente os heróis ou a nobreza possuíam tal ícone e o poderiam transmitir a seus descendentes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As origens da heráldica remontam aos tempos em que era imperativo distinguir os participantes das batalhas e dos torneios, assim como descrever os serviços por eles prestados e que eram pintados nos seus escudos. No entanto, é importante notar que um brasão de armas é definido não visualmente, mas antes pela sua descrição escrita, a qual é dada numa linguagem própria – a linguagem heráldica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao ato de desenhar um brasão dá-se o nome de brasonar que segue uma série de regras mais ou menos restritas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;OS FORMATOS DOS ESCUDOS&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existem diversos deles, variando de reino para reino, de nação para nação. No nosso caso particular, nas representações que aparecem nas moedas brasileiras, interessam 3 tipos (amendoado, português primitivo e português clássico), com particular atenção ao terceiro deles, o português clássico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-j84B5Nj74o4/TiGEYzNY9MI/AAAAAAAAArM/imoaocgcyFI/s1600/tipos+de+escudo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-j84B5Nj74o4/TiGEYzNY9MI/AAAAAAAAArM/imoaocgcyFI/s400/tipos+de+escudo.jpg" width="345" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;METAIS E ESMALTES&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As cores do brasão designam-se genericamente esmaltes e a sua representação obedece a determinadas regras e convenções. Dividem-se tradicionalmente em Metais (Ouro e Prata), Cores (Vermelho, Azul, Verde, Negro e Púrpura) e Peles (Arminhos e Veiros).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns autores referem ainda um esmalte específico, a Carnação, cor natural da pele humana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ouro e a prata podem ser representados como metais, com os reflexos próprios, ou pelas cores amarela e branca, respectivamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Compete ao artista que ilumina o brasão decidir sobre o tom específico de cada esmalte e as sombras e outros efeitos a aplicar ao desenho, dentro das regras do desenho heráldico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como regra essencial, não se devem sobrepor metais a metais nem cores a cores (por exemplo, não é de boa heráldica um brasão com uma cruz de prata sobre campo de ouro, ou com uma cruz de vermelho sobre campo de azul). Justifica-se tradicionalmente esta regra com uma explicação técnica: quando se pintava um escudo, não se empregavam tintas sobre tintas, para não correr o risco de misturas ou esborratamentos. Outra explicação refere a necessidade de distinguir com rapidez os combatentes numa batalha ou torneio, o que impunha a utilização de cores fortes e contrastadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As peles podem ser sobrepostas tanto a metais como a cores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;OURO E PRATA&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-w62pX-1xDsQ/TiGI9dC789I/AAAAAAAAArQ/ahAw84fFX2U/s1600/metais.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="236" src="http://4.bp.blogspot.com/-w62pX-1xDsQ/TiGI9dC789I/AAAAAAAAArQ/ahAw84fFX2U/s320/metais.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ouro: As 3 representações acima. Representado por sua cor natural ou amarelo. Quando em armoriais, é representado pro um campo branco preenchido com um salpico de pontos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Prata: As 3 respresentações abaixo: Representada por sua cor natural, ou branco. Em armoriais, representa-se com o campo em branco.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;OS ESMALTES&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-doYIy5ndA-w/TiGKX709ZyI/AAAAAAAAArU/Xt8k5qnCRJ4/s1600/ESMALTES.PNG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-doYIy5ndA-w/TiGKX709ZyI/AAAAAAAAArU/Xt8k5qnCRJ4/s1600/ESMALTES.PNG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A identificação perfeita de um brasão só é possível através da utilização das cores. Este fato desde sempre colocou problemas delicados quando se pretende representar um brasão em lacre ou obreia, para selar documentos, ou em pedra, em túmulos ou fachadas de edifícios. Ainda hoje, muitos dos problemas de identificação de alguns brasões representados neste tipo de suportes deriva do desconhecimento dos seus esmaltes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A seguir, alguns exemplos, com as respectivas representações nas figuras à esquerda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt;VERMELHO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;: Também designado por sangue, sanguinho, GULES ou rubi, é representado por um campo vermelho pleno. Em armorial, vem representado por um campo de traços verticais&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;AZUL&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;: Celeste, BLAU ou safira. Representado por um campo azul pleno. Em armoriais, representa-se por um campo de traços horizontais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #274e13;"&gt;VERDE&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;: SINOPLE ou esmeralda. Representado por um campo de traços oblíquos inclinados à esquerda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;NEGRO&lt;/b&gt;: Preto ou SABLE. Representado por um campo de negro pleno. Quando em Armoriais, representa-se por um campo quadriculado&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: purple;"&gt;&lt;b&gt;PÚRPURA&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;: JACINTO ou ametista. Representado por um campo de lilás pleno. Quando em Armorial, representa-se por um campo de linhas oblíquas à direita.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com o passar dos séculos foram incluídos outros esmaltes, tais como o Orange, o Vinho, o Escarlate e o Marron.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-isZlUYexKSM/TiHHHdpjdOI/AAAAAAAAAtA/AUHNmclE5Tw/s1600/armorial+do+escudo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="160" src="http://1.bp.blogspot.com/-isZlUYexKSM/TiHHHdpjdOI/AAAAAAAAAtA/AUHNmclE5Tw/s320/armorial+do+escudo.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Diante do que foi dito, ao leitor é fácil compreender as relações entre traços e as cores na heráldica. Na figura acima temos o escudo português em sua forma clássica e naquela armorial com os traços representando as cores. Nota-se assim, o vermelho substituído por traços verticais e o azul dos escudetes com traços horizontais. Não sendo possível "imprimir" nas moedas, as cores das armas, estas eram substituídas pela sua versão armorial, com traços, como bem se pode observar na figura de anverso de um 960 réis, abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-upk-kf2NhQM/TiHIzYTc9ZI/AAAAAAAAAtE/QIw0ntd58r0/s1600/patacao.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-upk-kf2NhQM/TiHIzYTc9ZI/AAAAAAAAAtE/QIw0ntd58r0/s320/patacao.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A DIVISÃO DO ESCUDO&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O escudo é tradicionalmente dividido em nove partes ou zonas, com vista à descrição da localização das peças no seu campo.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-TujPgAKxItQ/TiGmmQnbYXI/AAAAAAAAArw/YSmmpG5Y6NQ/s1600/1.+bordo+e+partes+2.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-TujPgAKxItQ/TiGmmQnbYXI/AAAAAAAAArw/YSmmpG5Y6NQ/s1600/1.+bordo+e+partes+2.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Importante&lt;/b&gt;: A direita e a esquerda do escudo são definidas em relação ao cavaleiro que se encontra por trás do escudo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-QT4lyJK7Qs4/TiGpIxhRWpI/AAAAAAAAAr4/cujaGbHhFxo/s1600/2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-QT4lyJK7Qs4/TiGpIxhRWpI/AAAAAAAAAr4/cujaGbHhFxo/s1600/2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;A zona superior, principal e mais nobre do escudo é o chefe.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-44EdiYXz_NA/TiGrNAN-iQI/AAAAAAAAAr8/WRYd_8AisX8/s1600/2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-44EdiYXz_NA/TiGrNAN-iQI/AAAAAAAAAr8/WRYd_8AisX8/s1600/2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Por extensão, todo o terço superior do escudo é, por vezes, designado por chefe, embora em rigor o chefe seja apenas a zona central do topo do escudo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-vP5Nki2ge-A/TiGsV60wSiI/AAAAAAAAAsA/Qir5PTYw5P8/s1600/chefe+extensao.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-vP5Nki2ge-A/TiGsV60wSiI/AAAAAAAAAsA/Qir5PTYw5P8/s1600/chefe+extensao.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As zonas laterais do escudo são os flancos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-J2caYwIi_No/TiGtQFBzcTI/AAAAAAAAAsE/BUWQshOa22o/s1600/flancos+direito+e+esquerdo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-J2caYwIi_No/TiGtQFBzcTI/AAAAAAAAAsE/BUWQshOa22o/s1600/flancos+direito+e+esquerdo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;O centro do escudo é o coração ou abismo. Em rigor, ao descrever uma peça colocada no centro do escudo, deve referir-se que está colocada no coração se a peça for do mesmo tamanho que as restantes, e brasonar-se que a peça está em abismo se for mais pequena que as outras.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-mOzQlp9j1z4/TiGuCmvExDI/AAAAAAAAAsI/3fLUV1rytTY/s1600/cora%25C3%25A7ao.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-mOzQlp9j1z4/TiGuCmvExDI/AAAAAAAAAsI/3fLUV1rytTY/s1600/cora%25C3%25A7ao.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A zona inferior do escudo, oposta ao chefe, é a ponta ou contrachefe.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-LgO5b1cJpug/TiGvrc6SSzI/AAAAAAAAAsM/q03hOKbphu0/s1600/cantao.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-LgO5b1cJpug/TiGvrc6SSzI/AAAAAAAAAsM/q03hOKbphu0/s1600/cantao.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Da mesma forma que sucede com o chefe, designa-se por vezes por ponta todo o terço inferior do escudo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-02v1pH7tl3o/TiGwdV-37CI/AAAAAAAAAsQ/WlLWMeqlbUU/s1600/ponta.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-02v1pH7tl3o/TiGwdV-37CI/AAAAAAAAAsQ/WlLWMeqlbUU/s1600/ponta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Finalmente, existem dois pontos especiais que merecem uma designação própria: o ponto de honra, entre o chefe e o coração, raramente usado, e o umbigo do escudo, entre o coração e a ponta, de uso ainda mais raro.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-d1qbnWq8E0I/TiGyj_UbhlI/AAAAAAAAAsU/m7hb_em7uRQ/s1600/honra.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-d1qbnWq8E0I/TiGyj_UbhlI/AAAAAAAAAsU/m7hb_em7uRQ/s1600/honra.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;PEÇAS INTERNAS - HONRARIAS&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As regras (convenções) de sinais das peças internas confundem-se, com frequência, com a convenção das partições do escudo, mesmoporque algumas formas das peças são geometricamente iguais às de algumas partições.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A diferença básica entre elas é que na convenção das partições as formas geométricas são usadas apenas para identificar e localizar (ao interior do escudo) as cores, o sdetalhes, as diversas figuras, etc, quando que na convenção das peças internas, as formas geométricas são usadas para simbolizar uma honraria obtida pelo detentor do escudo.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-pc02nX6Y5F8/TiG3CjIQliI/AAAAAAAAAsc/WOpRyvaMtmw/s1600/Immagine1.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-pc02nX6Y5F8/TiG3CjIQliI/AAAAAAAAAsc/WOpRyvaMtmw/s1600/Immagine1.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Na figura acima, na fileira de baixo, o segundo escudo (em Cruz), da esquerda para a direita, simboliza a espada do cavaleiro, muito usado por nobres e cavaleiros nas campanhas das Cruzadas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Foi justamente essa configuração a escolhida por D. Afonso I, o primeiro rei de Portugal, em meados do século XII, ao tomar por escudo um campo de prata, centrado por uma Cruz azul (figura a seguir).&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-aSYFeSb76Ac/TiG4-e53SsI/AAAAAAAAAsg/24XNq_2Phgk/s1600/armoires+1.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-aSYFeSb76Ac/TiG4-e53SsI/AAAAAAAAAsg/24XNq_2Phgk/s320/armoires+1.png" width="291" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Seu filho, o rei Sancho I, por ocasião da explosão da moda ditada pela heráldica, alterou a representação da Cruz, adotando a forma com escudetes "cravejados" de besantes de prata que serviam a reforçar a superfície do escudo, fixando tecidos , peles, couro e metais. A mudança, na época, foi considerada muito oportuna e de acordo com o gosto heráldico naquele momento.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-k4L9RLc12Dk/TiG6JeTmghI/AAAAAAAAAsk/GcAJDxWrzXM/s1600/armoires+2.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-k4L9RLc12Dk/TiG6JeTmghI/AAAAAAAAAsk/GcAJDxWrzXM/s320/armoires+2.png" width="291" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;O filho de Sancho I, o rei D. Afonso II, por suas vez, simplificou a forma considerada difícil de se representar os escudetes repletos de besantes. Foi o próprio monarca a sugerir a redução dos besantes a um total de cinco, por escudete.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-z52soJS0WAk/TiG7H3_z-aI/AAAAAAAAAso/GLIZmMUC2Hk/s1600/Portugal_1247_svg.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-z52soJS0WAk/TiG7H3_z-aI/AAAAAAAAAso/GLIZmMUC2Hk/s320/Portugal_1247_svg.jpg" width="284" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Por fim, o rei D. Afonso III, incluiu os castelos herdados de seu avô, D. Afonso VIII de Castilla, em torno a 1250. Para tanto, alterou &amp;nbsp;forma primitiva para aquela clássica, usada ainda hoje. Durante a ocupação de Ceuta, o escudo português terminou por dar origem àquele da cidade autônoma, hoje pertencente ao território espanhol.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;"Ceuta, cidade no estreito Hercúleo, em frente de Gibraltar,&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;foi uma das principais cidades no tempo dos Mouros, tanto&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;em edifícios como em riqueza de mercadorias, que daqui&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;partiam para toda a terra do Sertão.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;E estava em tanta prosperidade que quantos navios&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;passassem pelo dito estreito, quer do Levante quer do&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Poente, tinham que amainar as velas, porque toda a nau&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;que isto não fizesse, as galés dos Mouros as seguiam e&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;as tomavam." (Valentim Fernandes, 1507)&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-29uk7Zh7kxs/TiHD2uY0zPI/AAAAAAAAAs8/aKjegU_UpTs/s1600/ceuta+coroa.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-29uk7Zh7kxs/TiHD2uY0zPI/AAAAAAAAAs8/aKjegU_UpTs/s200/ceuta+coroa.JPG" width="160" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CEUTA - Atualmente é uma cidade autônoma espanhola, situada no norte da África, circundada pelo marrocos, localizada sobre a costa do mar mediterrâneo, vizinho ao estreito de Gibraltar, contando com uma superfície de 18,5 km2. Da época da idade clássica, Ceuta era conhecida como uma das colunas de Hércules (a outra era Gibraltar). Superado o estreito braço de mar que separa as duas cidades que marcavam o fim do mediterrâneo, tudo era desconhecido.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;No decorrer dos séculos, Ceuta esteve sucessivamente subjugada ao domínio estrangeiro, a saber, aquela cartaginês, seguido da dominação romana, visigoda e árabe até que, em 1º de agosto de 1415, foi conquistada pelos portugueses. Em 1668, Portugal cedeu o território, definitivamente, à Espanha.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Ceuta possui un status entre província, cidade e comunidade autônoma. Antes do Estatuto de Autonomia, Ceuta fazia parte da administração da província de Cadiz.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;A posição estratégica de Ceuta, na ponta setentrional do Marrocos (sobre o estreito de Gibraltar), fez com que a cidade se tornasse um local de passagem de muitas culturas, comerciantes e empresas militares, desde os tempos dos cartagineses no século V a.C. A partir de 2 d.C., quando os romanos passaram a controlar a região, que esta cidade portuária (na época chamada Septem Fratres), passou a fazer parte de um importante cenário militar e comercialmente estratégico. Após 400 anos de dominação romana, os visigodos assumiram seu controle que terminou passando aos muçulmanos em 710 d.C.. A região foi então usada como cabeça de ponte pelo chefe bérbere Tariq ibn Ziyad, em incursões à Espanha dominada pelos visigodos.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Séculos mais tarde, em 1415, durante o reinado de D. João I de Portugal, Ceuta foi conquistada pelos portugueses guiados pelo príncipe Henrique, O Navegador. O objetivo primário de tal conquista era aquele de acabar com a influência muçulmana na região e promover o cristianismo. Em 1º de janeiro de 1668, em Lisboa, foi assinado um tratado de paz entre Afonso VI de Portugal e Carlos II da Espanha, tendo como mediador o soberano inglês Charles II. Através desse acordo, Portugal cedia o território de Ceuta, definitivamente, aos espanhóis.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;A diferença do escudo de Ceuta para aquele português, é estabelecida em dois elementos do escudo:&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;1. Enquanto o escudo de Ceuta carrega uma coroa de marquês, o escudo português ostentava uma coroa real, própria das marcas.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;2. A posição dos castelos da bordadura. Nas armas de Portugal, os castelos estão dispostos de forma que a ponta do escudo esteja vazia, não contendo castelos. Já no escudo da cidade autônoma de Ceuta, o scastelos estão dispostos em ponta e flancos, deixando o chefe vazio. Tal diferença foi estabelecida na confecção do escudo, não sendo acidental como defendem alguns autores.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4048392998491244915-3996248910789420146?l=numismaticabentes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/feeds/3996248910789420146/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2011/07/o-escudo-portugues.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/3996248910789420146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/3996248910789420146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2011/07/o-escudo-portugues.html' title='O Escudo Português'/><author><name>Numismatica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00777710822743300087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMB6SbT-k4I/AAAAAAAAAkY/_jVCRCEFThY/S220/blog.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-j84B5Nj74o4/TiGEYzNY9MI/AAAAAAAAArM/imoaocgcyFI/s72-c/tipos+de+escudo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4048392998491244915.post-8561690732359976604</id><published>2011-07-15T20:31:00.006+02:00</published><updated>2011-07-15T22:23:44.507+02:00</updated><title type='text'>Grau de Raridade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Afinal, qual o critério que se adota para estabalecer o grau de raridade e, principalmente, o valor de um exemplar?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-pJSPjlVMD68/TiCIpdhsKqI/AAAAAAAAArA/DYQ39Q_V1RA/s1600/2_ce_0374.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="196" src="http://3.bp.blogspot.com/-pJSPjlVMD68/TiCIpdhsKqI/AAAAAAAAArA/DYQ39Q_V1RA/s200/2_ce_0374.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A procura por uma moeda pode aumentar significantemente seu valor. Um exemplar comum que seja altamente estimado por colecionadores terá, sem dúvida, um valor maior que aquelas moedas pouco procuradas. As moedas raras terão maior demanda que moedas antigas mais comuns. Por exemplo, algumas moedas da Grécia e de Roma, apesar de sua idade, são relativamente pouco cotadas em razão de sua abundância. Nota-se também que o número de peças cunhadas não é indicativo da disponibilidade da moeda.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Devido às diversas vicissitudes históricas (dispersão, retirada de circulação, fusão, etc), pode acontecer que determinadas, moedas cunhadas em número elevado, com o tempo, venham a ser consideradas mais raras do que outras cunhadas em quantidades consideravelmente menores. Assim, o grau de raridade se refere à dificuldade em se encontrar (pelos diversos motivos citados) uma determinada moeda.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No nosso catálogo, por exemplo,graduamos a raridade em conformidade com o descrito acima, indo desde as moedas muito comuns (CC), até a peça única, passando pela classificação R5 (RRRRR) que corresponde ao exemplar da mais alta raridade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Mas quando podemos afirmar que um determinado exemplar seja raro ?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A resposta espontânea deveria ser: Quando não é facilmente encontrada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas não é assim tão simples; justamente porque o conceito de raridade envolve mais do que a mera interpretação do porque uma moeda se define rara.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma moeda é considerada rara porque existem poucos exemplares ou porque não aparece regularmente no mercado?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Poder-se-ia argumentar que o importante é que seja definida como rara e que isso seria o bastante para exaurir o assunto. Apesar de ser difícil contestar tal acertiva, é importante esclarecer o motivo pelo qual algumas dessas raridades valem muito mais do que outras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Suponhamos uma moeda definida como Raríssima (R4), porque conhecemos apenas 10 exemplares, onde 7 deles pertençam a acervos conhecidos. Os 3 exemplares restantes, seriam propostos no mercado por longo período, mesmo por anos, sem que pudessem experimentar uma valorização. Podemos até arriscar que, dependendo da oferta e do número de vezes que venham expostas à venda, se arriscam até mesmo a sofrerem uma desvalorização.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Comentário: Presenciamos um caso desses há alguns anos. Um comerciante oferecia uma raridade (um patacão 1816R, recunhado sobre carimdo de Minas, onde a contramarca era totalmente visível)...essa moeda é única. Porém, foi o próprio comerciante a contribuir para a sua desvalorização. Ofereceu a muitos colecionadores, mostrando-a a todos e deixando que alguns ficassem com ela por bom tempo, sem compromisso, a fim de examiná-la e "pensarem na proposta". No mercado dão um nome a isso...QUEIMAR A PEÇA. Acontece até no movimentado mercado das artes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao contrário do que foi dito acima, uma moeda Muito Rara, cunhada em tiragem de apenas 100 exemplares, mas com a vantagem do interesse de 200 potenciais compradores (por exemplo), seria facilmente negociada, gozando sempre de uma valorização, justamente porque se coloca numa relação de oferta e procura de 1 para 2 ou seja, uma moeda diputada por dois interessados em adquiri-la. Essa é a lei, a da oferta e procura, que regula o mercado e determina o seu valor. Mesmo com variações, é determinante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim, podemos concluir que a raridade de um exemplar é, SIM, importante a fim de que se possa estabelecer um valor, mas não determinante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um clássico exemplo, reside nos 960 réis. Usaremos como exemplo, o 1815R Legenda Alternada - Trata-se de exemplar muito raro, que costuma aparecer no mercado a cada 10 anos, principalmente se em condição soberba. Mesmo que quiséssemos atribuir a este exemplar o valor que merece como raridade, tal cotação estaria bem acima do real valor de mercado (o valor que o colecionador estria disposto a pagar), já que a lei que rege a comercialização dessa variante não lhe é muito favorável. Com o recente interesse do mercado internacional pelas nossas moedas, esperamos que esse quadro mude, valorizando cada vez mais a coleção numismática brasileira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;VALORES&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As avaliações, sobretudo aquelas relativas às moedas em grau de conservação FDC, ou àquelas que não se vêem com frequência nas contratações comerciais, são suscetíveis de variações impostas pelo mercado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As avaliações contidas no nosso catálogo, por exemplo, refletem a tendência do mercado até o final do segundo trimestre do ano precedente àquele a que faz referimento o manual. Sendo assim, os preços constantes do catálogo de 2012, fazem referência aos preços praticados até o final do segundo trimestre de 2011, época em que são terminados os trabalhos de revisão e estampa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As moedas perfeitas, com pátina de medalheiro e em estado de conservação excepcional são citadas em casos particulares, por nós avaliados como sendo necessários a título de referência de mercado, haja vista estas moedas atingirem preços particularmente elevados por seu estado de conservação e por sua beleza.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Veja, por exemplo, a moeda a seguir. Não é a sua data, a quantidade cunhada, o seu estado de conservação, etc, que determinam sua raridade, mas sim o seu conjunto, tudo somado. Claro que irão aparecer outros exemplares no mercado, mas como esse, só se o próprio retornar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-vi1bz9A3jyk/TiCFfOSIORI/AAAAAAAAAq4/H9hN2IpQO8Q/s1600/d+jose.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="186" src="http://4.bp.blogspot.com/-vi1bz9A3jyk/TiCFfOSIORI/AAAAAAAAAq4/H9hN2IpQO8Q/s400/d+jose.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Figura&lt;/b&gt;: Interessante e raríssimo exemplar de 3.200 Réis da Casa da Moeda do Rio de Janeiro, demonstrando que o cunho foi usado em três datas diferentes (data emendada). A primeira, 1754, onde se pode notar os traços do “4”. Em seguida, a data foi emendada para 1756, com os detalhes do “5” pouco visíveis. A última data, 1756, é a da moeda da foto acima.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa moeda foi leiloada nos EUA, pela Casa de Leilões Heritage, no mês de janeiro de 2011 (estado de conservação MS 65 - FDCE). A raridade do exemplar se deve não somente à própria moeda (são muito raras, no mercado, as moedas de 3.200 Réis), mas também ao seu excepcional estado de conservação e a particularidade das datas emendadas. A descrição do catálogo americano a define como “Gem Uncirculated”. Sem dúvida, um dos mais belos e raros exemplares de moeda brasileira que tem aparecido nos mercados nacional e internacional, nos últimos anos. Uma verdadeira jóia da nossa numismática. Foto e detalhes ampliados. Valor final de arremate: US$ 43,125.00. A seguir, a foto de anverso, ampliada.&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-_s074H_LFG8/TiCHUQ9QC6I/AAAAAAAAAq8/w4_vJ6WjK9U/s1600/2_ce_0271.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-_s074H_LFG8/TiCHUQ9QC6I/AAAAAAAAAq8/w4_vJ6WjK9U/s400/2_ce_0271.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-YTHoQYFcziw/TiChq8bD5aI/AAAAAAAAArI/fQ0RpycrQiU/s1600/detalhe.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="290" src="http://3.bp.blogspot.com/-YTHoQYFcziw/TiChq8bD5aI/AAAAAAAAArI/fQ0RpycrQiU/s400/detalhe.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O mercado numismático, assim como o das artes em geral, é influenciado por diversas variáveis, sendo a mais notável a lei da oferta e da procura. Assim, nada mais honesto e justo que dar ao leitor a cotação da época, baseando nossa avaliação na tendência do mercado; esta é a nossa filosofia. Essa "necessidade" de se alterar os preços de todas as moedas não corresponde à realidade. Em alguns casos, um exemplar possa permanecer inalterado ou mesmo sofrer um decréscimo de um ano para outro, fato que constatamos apenas em pouquíssimos catálogos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Consideramos um erro classificar a raridade em função do número de exemplares conhecidos, como fazem alguns catálogos. É assunto extremamente relevante e deve ser tratado com seriedade. Assim, estabelecemos um critério nosso, a fim de conceder a um moeda, o "título" de "da mais alta raridade". A seguir, exponhos o método de como procedemos na classificação da rariadde de uma moeda:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muito comum (CC) - Frequentemente disponível no mercado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Comum (C) - Facilmente encontrada no mercado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Escassa (E) - Exemplar encontrado com relativa escassez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Rara (R) - Exemplar encontrado com dificuldade no mercado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muito rara (R2 ou RR) - Difícil de ser encontrada no mercado, em curto período de tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Raríssima (R3 ou RRR) - Aparece com grande dificuldade no mercado&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Extremamente rara (R4 ou RRRR) - De grandíssima raridade, aparecendo poucas vezes no mercado, num período não inferior a 50 anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Da mais alta raridade (R5 ou RRRRR) - Quatro, no máximo, 5 exemplares, de melhor conjunto (data, tiragem, estado de cnservação, etc). Praticamente inexistente no mercado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Única - Termo que jamais pode ser abreviado. Indica o exemplar do qual não se conhece outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grau de conservação como raridade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse anteriormente, o qu determian o grau de raridade de uma moeda não é apenas a quantidade de exemplares cunhados, a sua variante ou a sua "antiguidade". Todos estes fatores, aliados à lei da oferta/ procura, interesse e, também, ao estado de conservação da moeda formam o conjunto que determina o quanto um exemplar é raro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo de como o estado de conservação influencia no preço, pode ser dado por um&amp;nbsp;exemplar do 2.000 Réis de prata, da República, data 1913A (estrelas soltas), leiloado recentemente nos EUA. Aparentemente uma moeda comum, em data única (1913), todas cunhadas na Alemanha (letra monetária A). A cotação para exemplares FDC é relativamente baixa, justamente por não ser difícil encontrá-los nesse estado de conservação (FDC).&amp;nbsp;Porém, a moeda leiloada nos EUA, vai além do estado FDC. É classificada como PCGS Proof 67. Em outras palavras, é única, já que não se tem notícia de outra semelhante no mercado numismático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-X7CcTJ12094/TiCL89PpgeI/AAAAAAAAArE/7TP0ozx6sBE/s1600/1_cs_00010.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="190" src="http://2.bp.blogspot.com/-X7CcTJ12094/TiCL89PpgeI/AAAAAAAAArE/7TP0ozx6sBE/s400/1_cs_00010.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;Figura&lt;/b&gt;: República - 2.000 Réis 1913 A, em excepcional e único estado de conservação (PCGS proof 67), leiloado nos EUA em 2011, valor final de arremate: US$ 9.200,00. A série completa, composta dos demais valores, 1.000 Réis e 500 Réis, foi negociada no mesmo leilão, alcançando a espetacular cifra (para uma moeda comum) de US$ 19.219,50 para as três peças, sendo US$ 5.462,00 para o 1000 Réis e US$ 4.557,50 para o 500 Réis.&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4048392998491244915-8561690732359976604?l=numismaticabentes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/feeds/8561690732359976604/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2011/07/grau-de-raridade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/8561690732359976604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/8561690732359976604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2011/07/grau-de-raridade.html' title='Grau de Raridade'/><author><name>Numismatica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00777710822743300087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMB6SbT-k4I/AAAAAAAAAkY/_jVCRCEFThY/S220/blog.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-pJSPjlVMD68/TiCIpdhsKqI/AAAAAAAAArA/DYQ39Q_V1RA/s72-c/2_ce_0374.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4048392998491244915.post-3636566500913115817</id><published>2011-07-15T19:03:00.017+02:00</published><updated>2011-07-15T19:43:26.407+02:00</updated><title type='text'>O Vintém do Ouro</title><content type='html'>&lt;i&gt;“...em 1818, a Casa da Moeda do Rio de Janeiro, &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;desativada desde 1734, foi reaberta para cunhar &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;uma das moedas mais intrigantes da história &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;da numismática mundial .”&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;O Vintém do Ouro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-AqqVZu7z7NM/TiB2y0NvYII/AAAAAAAAAq0/s7fwptnteNk/s1600/2_ce_0367.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-AqqVZu7z7NM/TiB2y0NvYII/AAAAAAAAAq0/s7fwptnteNk/s200/2_ce_0367.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O Sistema Monetário Colonial do Brasil mantinha uma clássica ordem de valores dobrados, baseados nas dezenas (5, 10, 20, 40, 80, 160, 320 e 640 réis), o que em grande parte minimizava a problemática do troco. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na província de Minas Gerais, entretanto, no início da segunda década do século XIX, uma particular dificuldade em gerar o troco afetou diretamente os interesses da Metrópole, exigindo medidas drásticas para evitar grandes perdas para a Coroa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O problema tem origem justamente na comercialização do ouro de aluvião que era retirado, em grande quantidade, naquela região. O ouro em pó, encontrado aflorando à superfície, na forma de pequenos grãos, era garimpado em bateias e comercializado, muitas vezes ainda bruto. O peso do ouro era medido em onças e uma unidade muito corrente era a oitava, que consistia na oitava parte da onça portuguesa (28,6875 gramas), o que correspondia a 3,5859 gramas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As dificuldades surgiam no momento da comercialização. Para frações maiores, sempre podia encontrar-se o troco; mas à medida que estas frações decresciam, a falta de troco acabava por beneficiar os faisqueiros, com prejuízo para o Reino.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;LEIS CONFUSAS&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O problema já existia anteriormente, tendo sido contornado durante o governo de D. José I. A primeira tentativa, no intuito de facilitar as transações comerciais do ouro em pó, foi realizada durante o governo desse soberano, ao criar a conhecida série J (600 réis, 300 réis, 150 réis e 75 réis). Como a oitava de ouro custava 1200 réis, 1/2 oitava, por exemplo, poderia ser paga com uma moeda de 600 réis de prata, que carregava a inicial deste soberano; 1/4 de oitava, poderia ser pago com uma moeda de 300 réis e 1/8 da oitava com uma moeda de 75 réis da série J. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todavia, durante o reinado de D. João VI, não atentando para a necessidade dessas moedas (série J), que deveriam circular somente naquela região, foi dada a ordem de carimbar todas as moedas da série criada no governo de D. José, equiparando-as aos valores citados no ínicio. Assim, com uma contramarca de escudo (carimbo de escudete), as moedas de 600, 300, 150 e 75 réis, passaram a valer, respectivamente, 640, 320, 160 e 80 réis. Se por um lado, isso resolvia o problema gerado com a circulação de moedas de mesmo valor intrínseco, mas com numerais diferentes, por outro lado, trazia de volta o problema do troco para as transações comerciais com o ouro na região de Minas Gerais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como vimos, uma oitava de ouro, que correspondia a 1200 réis - que antes se podia pagar com duas moedas de 600 réis, sem necessidade de troco - passou a ser paga, por exemplo, com 2 de 640 réis e recebendo-se de troco um cobre de 80 réis; por 1/2 oitava, correspondente a 640 réis, podia ser dada uma de 640 réis, recebendo um troco de 40 réis; 1/4 de oitava, poderia ser pago com 320 réis, recebendo-se um troco de 20 réis, e assim sucessivamente. A problemática criada pelo troco, situação que de certa forma havia sido contornada no governo de D. José I, retorna com força total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A SITUAÇÃO SE AGRAVA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema maior começava com a fração 1/16 de oitava que poderia ser paga com uma moeda de 75 réis da série J (D. José I), numa operação simples. Acontece que essa moeda, agora escudetada, não valia mais 75 réis e sim 80 réis. Dessa forma, pagando com 80 réis essa fração do ouro, o faisqueiro deveria receber V réis de troco.&lt;br /&gt;Todavia, desde 1799, não se cunhavam mais as moedas de V réis de cobre. As últimas haviam sido cunhadas, nesta data, em Lisboa e em pequena quantidade. Com o Alvará de 8 de abril de 1809, ordenou-se a carimbagem com a contramarca do escudo, conhecida entre os numismatas como Carimbo de Escudete, a ser aplicada nas moedas anteriores a 1799, duplicando-lhes o valor. Dessa forma, grande parte das moedas de 5 réis, cunhadas em 1786, 1787, 1790 e 1791 passaram a valer 10 réis*, antes mesmo de serem retiradas de circulação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ainda não era o maior problema. Segundo o historiador Rocha Pombo, o mais normal era se comercializar o metal do fundo de uma bateia, ao final de um dia de trabalho, medido em vinténs. Assim, se a oitava de ouro correspondia a 1200 réis, então a fração 1/16 da oitava, seria o equivalente a 75 réis e 1/32 da oitava, iguais a 37,5 réis. Como não existia mais a moeda de V réis para o troco - o pagamento era efetuado com a moeda de 80 réis, por exemplo - e, muito menos a possibilidade de se dar um troco de 2,5 réis, essa pequena margem era deixada aos faisqueiros (faiscadores), que não podiam dar troco, pela inexistência de moedas iguais, ou menores, que cinco réis, o que representava uma perda de 6,67% no momento da compra do ouro. Multiplicado por milhares de operações, realizadas mensalmente, o montante representava uma perda de muitas onças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;UMA SOLUÇÃO INUSITADA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para resolver o problema, em 1818, a Casa da Moeda do Rio de Janeiro, desativada desde 1734, foi reaberta para cunhar uma das moedas mais intrigantes da história da numismática mundial, o Vintém do Ouro (e não o Vintém de Ouro, como é conhecido pela maioria).&lt;br /&gt;Apesar do nome sugerir uma moeda de 20 réis, cunhada em ouro, na verdade tratava-se de moeda de cobre com o valor de 37 ½ réis, batida no Rio de Janeiro para circular somente em Minas Gerais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também neste ano, a Casa da Moeda de Minas, que estava em funcionamento desde 1810, começou a produzir o Vintém do Ouro, batendo moedas de 1818 a 1821 e de 1823 a 1828. Entre 1818 e 1821, a Casa da Moeda de Minas Gerais fabricou, também, as moedas de 75 réis (2 Vinténs do Ouro). Em 1823, a Casa da Moeda de Goiás cunhou moedas no valor de 75 réis.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;*&lt;b&gt;Nota(1)&lt;/b&gt;: As moedas de V Réis não deveriam ser carimbadas, conforme trecho do Alvará de 18 de abril de 1809:&lt;br /&gt;“... marcadas a ponção com o cunho das Minhas Reaes Armas , corrão em qualquer parte do Estado do Brazil as seguintes moedas de prata , e cobre, com os valores abaixo declarados: a saber: a moeda de cobre chamada antiga, cujo pezo especifico he o duplo do da que se emittio no anno de mil oitocentos e tres, e valia quarenta réis, passará a girar por oitenta réis; semelhantemente a de vinte, por quarenta réis, e a de dez por vinte réis; a moeda de prata de seiscentos réis passará a representar seiscentos e quarenta réis; a de trezentos, trezentos e vinte réis; a de cento e cincoenta, cento e sessenta réis; e a de setenta e cinco, oitenta réis; visto que o valor intrinseco da primeiras he o mesmo que o das segundas, com as quaes igualão no tamanho...”&lt;br /&gt;“E porque a moeda de cinco réis se faz indispensavel para o ajuntamento de pequenas transacções, e deve por esta causa conservar-se na circulação ...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, consta do mesmo Alvará:&lt;br /&gt;“Hei por bem Ordenar: que a moeda nova de cobre, denominada de dez réis, passe semelhantemente a ser marcada para ter o valor de cinco réis, e igualar-se com a antiga, correspondente em tamanho, continuando entretanto a receberem-se ambas, como vai declarado a respeito das outras moedas.”&lt;br /&gt;A explicação:&lt;br /&gt;Havia realmente a necessidade de peças de 5 réis para se efetuar o pagamento de pequenas importâncias. A citação relativa às moedas de 5 réis, instruindo a que não fossem carimbadas, realmente consta do Alvará que, todavia, especificava também que fossem marcadas as novas peças de 10 réis, a fim de reduzir seu valor circulatório para cinco réis.&lt;br /&gt;Contudo ficou provado que este último trecho do Alvará não poderia ser executado. Como não havia sido possível obrigar os portadores das moedas novas de 10 réis a concordar com sua redução à metade, deixou de ser efetuada a carimbagem destas moedas, continuando, consequentemente, a circular pelo valor facial.&lt;br /&gt;Entretanto, embora fosse contrário à lei, foi procedida a carimbagem das moedas de 5 réis, para depois circularem também com o valor dobrado, ou seja o de 10 réis. Desse fato resultou que a moeda de 5 réis, cujo valor aquisitivo já era muito reduzido, foi retirada completamente de circulação o que terminou por agravar o problema existente nas transações comerciais do ouro na região das Minas Gerais.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;Nota(2)&lt;/b&gt;: A oitava tratada aqui, corresponde à oitava parte da onça de ouro portuguesa (28,6875 gramas), diferente da atual onça que corresponde a 31,1035 gramas. Sendo assim, dividindo o valor 28,6875 por 8, obtemos o valor da oitava, ou seja: 3,5859 gramas.&lt;br /&gt;As antigas unidades de medida portuguesas foram utilizadas em Portugal, Brasil e em alguns domínios coloniais portugueses até à introdução do sistema métrico. Estas unidades tiveram origem nas unidades de medida romanas, árabes e outras, e evoluíram ao longo dos tempos.&lt;br /&gt;O sistema métrico de unidades foi introduzido em Portugal por Decreto de 13 de Dezembro de 1852 e foi adotado, na prática, pelo Brasil somente em 1872, quando houve a regulamentação da Lei Imperial 1.157, de 1862.&lt;br /&gt;O Decreto de 20 de Junho de 1859 estabeleceu como obrigatório o uso exclusivo do sistema métrico. Este decreto entrou em vigor para as medidas lineares, em Lisboa a 1 de Janeiro de 1860 e nas restantes localidades a 1 de Março do mesmo ano. A obrigatoriedade da utilização das restantes medidas, entrou em vigor, em todo o território nacional, em 1 de Janeiro de 1862.&lt;br /&gt;Quando se começou a projetar a introdução do sistema métrico decimal, no século XIX, as unidades de medida lineares e itinerárias, e bem assim as unidades de peso, tinham já padrões legais únicos em todo o Portugal.&lt;br /&gt;As restantes unidades variavam de região para região, e mesmo de localidade para localidade, embora se situassem na ordem de grandeza dos padrões de Lisboa.&lt;br /&gt;Os valores das unidades foram variando ao longo dos tempos, mas oriundos, essencialmente, daqueles estabelecidos pelo Rei D. Manuel I em 1495.&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4048392998491244915-3636566500913115817?l=numismaticabentes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/feeds/3636566500913115817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2011/07/selvas-montanhas-e-rios-estao-transidos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/3636566500913115817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/3636566500913115817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2011/07/selvas-montanhas-e-rios-estao-transidos.html' title='O Vintém do Ouro'/><author><name>Numismatica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00777710822743300087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMB6SbT-k4I/AAAAAAAAAkY/_jVCRCEFThY/S220/blog.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-AqqVZu7z7NM/TiB2y0NvYII/AAAAAAAAAq0/s7fwptnteNk/s72-c/2_ce_0367.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4048392998491244915.post-839715196998379372</id><published>2010-12-06T16:30:00.000+01:00</published><updated>2010-12-06T19:39:53.778+01:00</updated><title type='text'>Moedas de Alexandre – Introdução</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TL72i9tMJ4I/AAAAAAAAAjA/qHOe0pAsntM/s1600/alessandro.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TL72i9tMJ4I/AAAAAAAAAjA/qHOe0pAsntM/s320/alessandro.jpg" width="253" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Bom ! Hoje inicio o meu primeiro trabalho hercúleo nesse blog; um estudo particular e minucioso sobre as moedas de Alexandre III (Ἀλέξανδρος Γ’ ὁ Μακεδών – Aléxandros trίtos ho Makedόn), também conhecido como Alexandre o Grande ou Alexandre Magno, Rei da Macedônia a partir de 336 a.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final de cada "capítulo", o leitor encontra o link para o próximo. Sendo humanamente impossível e desestimulante tratar de tudo em apenas um tópico, resolvi dividir o assunto em diversos deles, cujos links também se encontram na coluna à direita do blog.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após anos e anos estudando, lendo e me dedicando à biografia do grande estrategista militar, concluí que muito de sua vida ainda está coberto de mistério, e que muitas de suas biografias (são inúmeros os autores), na verdade são obras de escritores com excasso conhecimento específico sobre o tema. Durante anos procurei comparar o que considero um estudo sério realizado por historiadores do passado, com as atuais publicações. Confrontando-as, consegui filtrar o que realmente pode ser levado a sério, daquilo que não deveria nem estar exposto à venda, por tratar-se de literatura ruim, muitas vezes desonesta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não pretendo escrever obra completa sobre assunto exaustivamente tratado por competentes historiadores. Seria por demais pretensioso (e por que não dizer, arrogante?) caso acreditasse poder inovar sobre o tema; e ingênuo demais por achar que poderia expor tudo nas páginas de um blog.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todavia reconheço a necessidade de não ser pueril e superficial ao tratar de assunto de interesse geral e que tanta emoção e paixão desperta naqueles que, como eu, amam a história universal, os seus grandes personagens e, no nosso caso particular, a numismática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes de iniciar, gostaria de salientar aos iniciantes que porventura acompanhem esse blog, dizendo que o nosso hobby é antes de tudo uma paixão; requer paciência, sobriedade, dedicação e muitas horas de exaustivo estudo. Sendo assim, peço paciência a todos, já que irei escrever enquanto compilo minhas notas e tudo que já escrevi a respeito do assunto. Em outras palavras: não pretendo terminar assunto tão complexo em um único post, mas sim em vários que irão se prolongar por semanas até a conclusão final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como já disse anteriormente, não pretendo aqui fazer exame superficial sobre o assunto. Mas reconheço que seria humanamente impossível esmiuçá-lo à perfeição; nem mesmo o mais perfeccionista entre os perfeccionistas estaria capacitado a tal tarefa. Basta para tanto citar as incontáveis cunhagens e as numerosas Casas que cunharam “moedas de Alexandre” que, mesmo “armado” do Muller e do Price, por si só, já seria uma tarefa tremenda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas vamos ao que interessa! Tentarei ser o mais preciso e lógico na argumentação. Para tal – e não poderia deixar de ser (mesmo porque estaria sendo intelectualmente desonesto comigo mesmo) – não irei me furtar de escrever algo sobre a biografia do grande “condotiero”; pelo menos o que considero fundamental ao estudo da “moedagem” de Alexandre; e também para dar ao leitor algo que não trate somente das moedas, como acontece em alguns poucos catálogos especializados. Afinal, a biografia de Alexandre, por si só, já é obra que desperta um grande interesse do público, amplia nosso universo cultural e nos ajuda a entender o presente, investigando o passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse ponto, antes de iniciar, gostaria de salientar que pretendo receber críticas sinceras de outros autores e estudiosos do assunto enquanto escrevo. Acredito que esta seja a melhor forma de se aprender: debatendo pontos de vista diversos, o que será um privilégio para mim, antecipo. Peço também que me dêem um “toque”, caso esteja me aprofundando demais na parte histórica ou ao esmiuçar os pormenores das moedas me detendo mais o que o necessário, já que o assunto me desperta tanta paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_1345133293"&gt;→&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;a href="http://numismaticabentes.blogspot.com/2010/10/moedas-de-alexandre-historiografia.html"&gt;...continua...clique aqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4048392998491244915-839715196998379372?l=numismaticabentes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/feeds/839715196998379372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2010/10/moedas-de-alexandre-introducao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/839715196998379372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/839715196998379372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2010/10/moedas-de-alexandre-introducao.html' title='Moedas de Alexandre – Introdução'/><author><name>Numismatica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00777710822743300087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMB6SbT-k4I/AAAAAAAAAkY/_jVCRCEFThY/S220/blog.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TL72i9tMJ4I/AAAAAAAAAjA/qHOe0pAsntM/s72-c/alessandro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4048392998491244915.post-8776560925210543779</id><published>2010-12-06T16:00:00.000+01:00</published><updated>2010-12-06T19:39:14.769+01:00</updated><title type='text'>Moedas de Alexandre - Historiografia I</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TL77eaCmsdI/AAAAAAAAAjE/YK7AKz-PMyk/s1600/arosse01.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TL77eaCmsdI/AAAAAAAAAjE/YK7AKz-PMyk/s200/arosse01.jpg" width="135" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sobre Alexandre (Pella, 6 ecatombeone* 356 a.C. – Babilonia, 30 targelione* 323 a.C.), o Grande “Condotiero”, muito se tem escrito. São inúmeras as fontes literárias que mantém viva a memória do jovem e intrépido general, amado por muitos e odiado por tantos outros.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dos clássicos gregos aos estudos sérios de Arriano, Plutarco, Diodoro, Quintus Curtius Rufus e Justino; das manipulações erroneamente atribuídas a Callistene – contemporâneo de Alexandre e historiador oficial da expedição na Pérsia – às inumeráveis reelaborações fantasiosas dos romancistas atuais, muita verdade, mas também muitas inverdades, foram ditas sobre o excepcional estrategista e conquistador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O incauto leitor poderá se ver “entrapolado” por literaturas pueris e tendenciosas sobre o grande macedônico; muitas delas, lendas que falam de sua ascensão ao céu, do fascínio real e romântico de um personagem homossexual (é necessário entender o contexto da época, antes de levantar hipóteses fantasiosas que possam nos transportar ao conceito atual de homossexualidade) e de suas campanhas, além de dar vazão à sua pretensiosa divindade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As fontes citadas, e que podemos usar como referência à vida de Alexandre não são contemporâneas à sua época. São, contudo, o resultado de pesquisas e consultas feitas por antigos historiadores que se basearam em obras hoje perdidas. O que temos hoje, na verdade, é o eco de um eco; e se muito nos leva a crer que sucedeu desta ou daquela forma, temos motivos mais do que justificáveis para excluir também muitas obras, principalmente aquelas de romancistas tendenciosos e desonestos com o público leitor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já admiti que não dispomos mais das obras de Callistene, de Ptolomeu Lágida, de Cristobulo, Nearco, Clitraco, Efippo e Onesicritus, o que dificulta bastante quem pretende empreender por essa estrada. Diante dos incontáveis estudos sobre a historiografia de Alexandre espalhados por diversas livrarias e fontes na internet, aconselho muita cautela. Os mistérios que ainda envolvem a vida e as campanhas de Alexandre exigem uma bibliografia específica. Dessa forma, para aqueles que desejam se aprofundar no tema, recomendo iniciar pela página dedicada às fontes fidedignas disponíveis sobre este grande personagem. O leitor poderá encontrá-la, como uma entre tantas sugestões, nas páginas do Birkbeck College, da Universidade de Londres, no seguinte endereço: &lt;a href="http://www.bbk.ac.uk/"&gt;Clique aqui para ter acesso ao Birkbeck College&lt;/a&gt;…pesquisando ou entrando em contato com o College, através de seu endereço e-mail. De qualquer forma, me comprometo em postar extensa bibliografia ao final do trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura a todos !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_1968701698"&gt;→&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;a href="http://numismaticabentes.blogspot.com/2010/10/moedas-de-alexandre-grecia-e-o-reino-da.html"&gt;...continua...clique aqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4048392998491244915-8776560925210543779?l=numismaticabentes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/feeds/8776560925210543779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2010/10/moedas-de-alexandre-historiografia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/8776560925210543779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/8776560925210543779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2010/10/moedas-de-alexandre-historiografia.html' title='Moedas de Alexandre - Historiografia I'/><author><name>Numismatica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00777710822743300087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMB6SbT-k4I/AAAAAAAAAkY/_jVCRCEFThY/S220/blog.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TL77eaCmsdI/AAAAAAAAAjE/YK7AKz-PMyk/s72-c/arosse01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4048392998491244915.post-6491677474517652100</id><published>2010-12-06T15:00:00.000+01:00</published><updated>2010-12-06T19:38:28.902+01:00</updated><title type='text'>Moedas de Alexandre - A Grécia e o Reino da Macedônia</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TL9PuvVED1I/AAAAAAAAAjI/6yrWEUdyXz0/s1600/grecia1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="160" src="http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TL9PuvVED1I/AAAAAAAAAjI/6yrWEUdyXz0/s320/grecia1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tendo se livrado dos persas com as batalhas de Platéia* e Mycale (479 aC), os gregos começaram uma longa série de conflitos pela hegemonia da região, sem jamais esquecerem o insulto, o ultraje que lhes foi imposto por Xerxes, e a perda das cidades gregas da Jônia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A tentativa espartana de intrometer-se na disputa entre Ataxerxes e Ciro Menor em 400 a.C. se concluiu com a derrota de Ciro e com a retirada dos gregos e seus aliados sob o comando de Xenofonte que narrou o cansativo retorno das tropas em sua obra maior , a “Anabasi”. A sucessiva expedição de Agesilau II (306 a.C.) na Ásia Menor se concluiu somente dois anos mais tarde com o retorno ao Peloponeso, onde outras cidades se moviam contra Esparta, aproveitando-se da ausência do Rei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As cidades gregas continuaram seu combate pela hegemonia do território, até o momento em que surge a figura de Filipe III, Rei dos Macedônios que propôs a idéia de um ataque à Pérsia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*A batalha de Platéia de 20 de agosto de 479 a.C., com a morte do comandante em chefe persa Mardônio e a derrota imposta ao seu exército diante das tropas elênicas sob o comando de Pausânia, estabelece o fim das invasões persas na Grécia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Precedentemente à essa batalha, a sorte do conflito foi marcada pela breve e espetacular resistência das forças do rei espartano Leônidas nas costas das Termópolis (11 de agosto de 480 a.C.) e no mar, por duas batalhas navais, a de Campo Artemísio (agosto de 480 a.C.) e sobretudo a batalha de Salamina (setembro de 480 a.C).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*A Batalha de Mycale, foi uma das duas grandes batalhas que puseram fim à invasão dos persas na Grécia. A batalha ocorreu em torno a 27 de agosto de 479 a.C. nas encostas do Monte Mycale, no território da Jônia, em frente à ilha de Samos. Esta batalha levou à destruição da maioria das forças persas na Jônia, bem como da sua frota no Mediterrâneo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa, mais a batalha de Platéia, praticamente no mesmo dia, no continente grego, decretaram a derrota das forças dos persas, que foram obrigados a se retirar, colocando um fim definitivo ao domínio persa na região.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O conhecimento dessas duas batalhas, com todos os seus pormenores, chegaram a nós graças às narrativas do historiador grego Heródoto de Halicarnasso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A coalizão grega reuniu um exército de cerca 110.000 homens, consistindo de 38.700 Hóplitas e 71.300 de infantaria leve, acrescidos de 1.800 homens de Téspias. Segundo o relato de Heródoto, os hoplitas tinham origem em diversas cidades-estado.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TL9RPXlGFLI/AAAAAAAAAjM/RL0M_hMCLT8/s1600/Falanx.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="180" src="http://1.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TL9RPXlGFLI/AAAAAAAAAjM/RL0M_hMCLT8/s400/Falanx.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Moderna reconstrução de uma falange (*1). &lt;i&gt;Os Hóplitas &lt;/i&gt;(*2)&lt;i&gt;, exceção feita àqueles espartanos, não formavam um grupo homogêneo. Cada soldado usava seus próprios ornamentos, decorando sua armadura com as suas próprias cores.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;*1 - A falange era uma antiga formação de combate, composta por infantaria pesada com soldados empunhando lanças, piques e escudos (ou armas semelhantes). A falange era típica do mundo grego e helenístico, mas também foi adotada por outros povos como os etruscos. Foi Filipe II, pai de Alexandre a introduzir as sarissas (lança muito longa, com até 7 metros de comprimento) em seu exército, criando as temidas “falanges macedônicas”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*2 - Hóplita:&amp;nbsp;Os gregos, ao contrário de muitas outras populações, possuíam exércitos de profissionais; exceção feita à Esparta, uma oligarquia governada por uma aristocracia militar. Cada polis, em momentos de necessidade, conclamava seus cidadãos às armas a fim de lutarem em defesa da pátria. O militar grego, na verdade, era um fazendeiro-soldado chamado hóplita, nome que derivava do potente escudo que carregavam, chamado Hóplon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TL9YPaBEC1I/AAAAAAAAAjQ/cEdoapGRAoI/s1600/hoplon.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="296" src="http://1.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TL9YPaBEC1I/AAAAAAAAAjQ/cEdoapGRAoI/s400/hoplon.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O Hóplon era um escudo circular com um diâmetro de cerca de 90 centímetros e três centímetros de espessura, construído em madeira e bronze e, em alguns casos, revestido de pele de animais selvagens. Em sua superfície convexa vinha desenhado um brasão muito complexo, quase sempre com motivos derivados da mitologia, tais como Górgonas, o golfinho, elmos, naves, um vaso ou um olho. Em outros casos, eram decorados com as iniciais da cidade de origem do guerreiro, tais como o Alfa ateniense ou o Lambda Espartano (o lambda refere-se ao nome original de Esparta, Lakedaimon). Essa proteção chegava a pesar oito quilos e era dotada de duas alças: a primeira foi uma pulseira onde se enfiava o braço esquerdo enquanto a segunda se colocava corre ao longo do perímetro, sendo envolta pelo punho cerrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_335419800"&gt;→&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;a href="http://numismaticabentes.blogspot.com/2010/10/as-moedas-de-alexandre-o-grande-o-mundo.html"&gt;...continua...clique aqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4048392998491244915-6491677474517652100?l=numismaticabentes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/feeds/6491677474517652100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2010/10/moedas-de-alexandre-grecia-e-o-reino-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/6491677474517652100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/6491677474517652100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2010/10/moedas-de-alexandre-grecia-e-o-reino-da.html' title='Moedas de Alexandre - A Grécia e o Reino da Macedônia'/><author><name>Numismatica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00777710822743300087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMB6SbT-k4I/AAAAAAAAAkY/_jVCRCEFThY/S220/blog.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TL9PuvVED1I/AAAAAAAAAjI/6yrWEUdyXz0/s72-c/grecia1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4048392998491244915.post-4960945174484611441</id><published>2010-12-06T14:30:00.000+01:00</published><updated>2010-12-06T19:37:45.739+01:00</updated><title type='text'>As moedas de Alexandre o Grande - O mundo de Alexandre</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dando continuidade à difícil tarefa de tentar passar ao leitor as informações relevantes às cunhagens de moedas na Grécia sob o comando do valoroso condottiero, acredito que nesse momento seja interessante a exibição de um vídeo elaborado pelo History Channel.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais adiante tentarei postar um outro bem melhor, e que passa a dimensão exata de quem foi o macedônio. Se tiver sorte conseguirei fazer o upload de todo documentário que é bastante extenso. Caso não consiga, aconselho aos interessados que o adquiram (pode ser pela internet) ou façam o download nos links que irei indicar. Porém, prefiro baixar toda versão legendada, pois é bem melhor do que os DVDs dublados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por enquanto, assistam ao documentário do History Channel a seguir, dividido em 5 capítulos. É importante tentar "mergulhar" no mundo em que Alexandre viveu, pois isso dá uma dimensão mais clara de sua época, o que facilita o entendimento do que será dito durante a exposição do argumento. Compreender a época histórica, a política, as dificuldades de um período conturbado, onde moral e ética eram muito diferentes das que entendemos hoje, é fundamental para que o entendimento do assunto seja mais rico de informações e, por consequência, mais prazeroso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A Grécia de Alexandre o Grande - Construindo um Império (The History Channel)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/aX1kSxMHHco?fs=1&amp;amp;hl=it_IT&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/aX1kSxMHHco?fs=1&amp;amp;hl=it_IT&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/vwjtNkvVk8I?fs=1&amp;amp;hl=it_IT&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/vwjtNkvVk8I?fs=1&amp;amp;hl=it_IT&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Oe9qA6cQFqo?fs=1&amp;amp;hl=it_IT&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Oe9qA6cQFqo?fs=1&amp;amp;hl=it_IT&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/lKHFnPJvVx4?fs=1&amp;amp;hl=it_IT&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/lKHFnPJvVx4?fs=1&amp;amp;hl=it_IT&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/TNQY9cy93Vo?fs=1&amp;amp;hl=it_IT&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/TNQY9cy93Vo?fs=1&amp;amp;hl=it_IT&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://numismaticabentes.blogspot.com/2010/10/moedas-de-alexandre-em-busca-da-gloria.html"&gt;→...continua...clique aqui&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4048392998491244915-4960945174484611441?l=numismaticabentes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/feeds/4960945174484611441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2010/10/as-moedas-de-alexandre-o-grande-o-mundo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/4960945174484611441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/4960945174484611441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2010/10/as-moedas-de-alexandre-o-grande-o-mundo.html' title='As moedas de Alexandre o Grande - O mundo de Alexandre'/><author><name>Numismatica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00777710822743300087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMB6SbT-k4I/AAAAAAAAAkY/_jVCRCEFThY/S220/blog.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4048392998491244915.post-9036089705829830495</id><published>2010-12-06T14:00:00.000+01:00</published><updated>2010-12-06T19:36:35.306+01:00</updated><title type='text'>Moedas de Alexandre - Em busca da glória</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMMD73H4diI/AAAAAAAAAlM/TpwbayaUpxE/s1600/escudo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMMD73H4diI/AAAAAAAAAlM/TpwbayaUpxE/s200/escudo.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Uma das discussões prioritárias sobre Alexandre o Grande é feita baseando-se em alguma questões fundamentais:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1. Era Alexandre realmente um homem excepcional ou foram seus biógrafos e a "sorte" a criarem o mito?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2. É todo seu o mérito dos feitos que lhe foram atribuídos, ou encontrou ele a estrada completamente aberta por seus admiradores e por todos aqueles que o apoiavam?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com relação a essas indagações formam-se duas correntes de pensamento: a dos entusiastas e dos detratores. Segundo Rostand foram os humildes personagens a criarem a fama de Alexandre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas no fundo, o que importa se Alexandre III foi um indivíduo sobrehumano, um gênio da guerra, um deus encarnado (o novo Dionísio), um descendente de Hércules e de Aquiles, ou mesmo um louco visionário destruído pelos efeitos do alcool à idade de apenas 32 anos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMMAr9_NWMI/AAAAAAAAAlA/SPmAV-Ev7Es/s1600/stater+ouro.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="188" src="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMMAr9_NWMI/AAAAAAAAAlA/SPmAV-Ev7Es/s400/stater+ouro.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Figura&lt;/b&gt;: &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0c343d;"&gt;Reis da Macedônia – Alexandre III ‘o Grande’ – 336-323 a.C. AV Stater (8,60 gr). Casa da Moeda de Byblos. Cunhada por volta no período de 330-320 a.C. Cabeça de Athena voltada à direita, portando elmo Ático decorado com serpente, pingente e colar / AΛEΞANΔPOY, &lt;b&gt;Nike&lt;/b&gt;* (deusa grega da vitória) em pé, segurando coroa de flores na mão direita estendida; Monograma AP no campo à esquerda&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMMAr9_NWMI/AAAAAAAAAlA/SPmAV-Ev7Es/s1600/stater+ouro.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;Vale a pena recordar que quase a metade da população grega o odiava, e que na própria Macedônia, seu sucessor Cassandro executou sua mãe, sua mulher e o filho de Alexandre; tudo sem provocar a menor reação, comoção ou indignação da parte dos gregos. O desprezo que os gregos experimentavam por Alexandre foi citado por Teofrasto (filósofo), Eratóstenes (cientista), Timeu (histórico). Mas evidentemente não faltavam adoradores do soberano e "dono do universo", homens e mulheres que alimentam seu mito, reverenciando-o em Alexandria diante de sua estátua, ou prostrados à frente de seu sarcófago em mármore ou diante de seu féretro em cristal. A ascensão de um líder, jamais é coroada apenas por elogios de seus feitos e narrativas favoráveis de seus seguidores. Na dura vida de um conquistador, o que não faltam são inimigos e outros sedentos de poder, detratores de seus grandes feitos por terem sido obrigados a permanecer à margem dos acontecimentos. O que usualmente, à boca pequena, chamam de invejosos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois da morte do Conquistador, três foram as fontes históricas de maior relevo ideadas e publicadas em Alexandria, cujos escritos foram funadmentais para entender não só o conquistador de terras, mas também a figura humana por trás do condottiero:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;a) A "História das Campanhas de Alexandre", em 12 volumes escritos pelo filósofo Clitarco entre 320 e 300 a.C.;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) As "Memórias" de Ptolomeu Soter, rei do Egito, que são a &amp;nbsp;fonte principal &amp;nbsp;da "Anabasi" (ou Subida - em direção à Ásia Superior) de Lúcio Flávio Arriano Xenofonte de Nicomedia (ca. 150 a.C.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) e o "Romance de Alexandre", erronemanete atribuído a Calistene de Olinto, historiógrafo da expedição da Ásia, condenado à morte em 327 a.C.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nessas 3 obras, consideradas as principais fontes da vida do macedônio, se basearam os históricos posteriores àquele período, responsáveis pela esmagadora maioria das informações que chegam até nós a respeito de suas breves vida e campanha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na sua "Anabasi de Alexandre", inspirada na estrutura senofontiana do título e na divisão em 7 livros, Arriano narra os dramáticos episódios da expedição, os preparativos que antecederam as dramáticas batalhas e o seu derradeiro fim. O texto se baseia, além de suas efemérides (diários de corte), nas obras de Ptolomeu I (367-283 a.C.) e naquela de Aristóbulo (374-290 a.C. ca.), os dois companheiros do rei em suas empresas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Decididamente mais romântica - inspirada na obra do grego Clitarco (III sec. a.C.) "L’Historiae Alexandri Magni Macedoniae" - é a biografia escrita em 10 livros, sendo os dois primeiros perdidos, de Q. Curzio Rufo, que usou de tons não sempre favoráveis ao tratar especificamente do conquistador. Nos escritos também surgem com frequência as descrições das coisas estranhas e misteriosas encontradas por Alexandre em sua expedição.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outras obras fragmentárias permitiram que fossem adicionadas noticias àquelas precedentes. É necessário também lembrar os narradores citados por Polibio (II século a.C.), pelo geógrafo Estrabone e pelo orador Luciano di Samosata (II sec. d.C.). Foram também encontrados diversos fragmentos do comandante da frota macedônica Nearco de Onesicrito, de Eratóstenes e das obras de Arriano, e mais outras tantas. Enfim, se se quer seguir os feitos do homem (não do deus declarado), deve-se levar em consideração os escritos da Vulgata (5 textos) que permitem entrever as fontes da obra de Clitarco, já citada anteriormente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Os objetivos primários de Alexandre sob um ponto de vista hegemônico eram dois:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;a) livrar os gregos da Ásia do domínio persa;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;b) vingar a Macedônia e a Grécia das atrocidades sofridas entre 490 e 480 a.C.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na verdade o verdadeiro objetivo era aquele de conseguir anexar a Ásia à Grécia, conquistando o império do Grande Rei.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aristóteles, conselheiro de Filipe II e educador de Alexandre, declara na sua "Política": "&lt;i&gt;A conquista de novas terras representa a função primordial da monarquia macedônica&lt;/i&gt;".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E foi o próprio Filipe II e não Alexandre a oferecer os ricos países do Oriente Médio às ambições dos gregos. Filipe deixou uma Macedônia bem organizada política e militarmente. Em 23 anos de reinado, transformou um conjunto de tribos em um estado eficiente e diplomaticamente bem preparado, o que se constituiu na sólida base das conquistas do jovem Alexandre. O exército, muito bem preparado, era nacionalista e combatia pela glória e expansão da Macedônia. Tanto é que o primeiro ato do jovem Alexandre, desembarcando em Kumkale na Ásia menor, foi justamente aquele de clamar por esse conjunto de fatores que exaltavam o ideal grego, cravando sua lança no chão, declarando-a "terra de conquista".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Glossário: Nike&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMMCPBTaRaI/AAAAAAAAAlE/o70N9-HX8Rg/s1600/nike-de-samotracia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="220" src="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMMCPBTaRaI/AAAAAAAAAlE/o70N9-HX8Rg/s400/nike-de-samotracia.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;*Niké de Samotrácia (Νίκη em grego – deusa da vitória): A imponente estátua esculpida em mármore de Paro foi encontrada na Samotrácia, uma ilha no Mar Egeu, em 1863, sem braços e cabeça (uma das mãos só foi encontrada em 1950). A estátua representa a deusa alada, jovem filha de Zeus, que traz o anúncio de vitórias militares, enquanto posa na proa de um navio de guerra. Um fragmento de inscrição sob a base revelou que o monumento foi dedicado aos habitantes de Rodes. A estátua de 2,45m encontra-se hoje no Museu do Louvre. À esquerda, a privilegiada posição dada à estátua da deusa no Louvre, mostrando o fascínio que essa cultura ainda desperta nas pessoas nos dias atuais. À direita, um detalhe ampliado. Clique na foto para ampliar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMMCvUA5COI/AAAAAAAAAlI/bGbBCODvbyg/s1600/niki_tis_samothrakis2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMMCvUA5COI/AAAAAAAAAlI/bGbBCODvbyg/s400/niki_tis_samothrakis2.jpg" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nessa foto vê-se, nitidamente, o detalhe da proa de uma embarcação, onde Nike posava anunciando as vitórias em batalhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMa2JqfKFTI/AAAAAAAAAmA/LbwJfz9LCX0/s1600/85000306+(1).jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="193" src="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMa2JqfKFTI/AAAAAAAAAmA/LbwJfz9LCX0/s400/85000306+(1).jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Reis da Macedônia&lt;/b&gt; - Demetrios I Poliorketes (306-283 a.C). Tetradracma de prata (28mm, 17.24 g). Casa da Moeda de Pella. Cunhada entre 294-293 a.C.. Nike de pé na proa da embarcação / Poseidon Pelagaios de pé, prepara golpe com tridente, monograma à esquerda; golfinho acima da estrela, à direita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;a href="http://numismaticabentes.blogspot.com/2010/12/o-filho-dos-deuses.html"&gt;→...continua...clique aqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4048392998491244915-9036089705829830495?l=numismaticabentes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/feeds/9036089705829830495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2010/10/moedas-de-alexandre-em-busca-da-gloria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/9036089705829830495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/9036089705829830495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2010/10/moedas-de-alexandre-em-busca-da-gloria.html' title='Moedas de Alexandre - Em busca da glória'/><author><name>Numismatica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00777710822743300087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMB6SbT-k4I/AAAAAAAAAkY/_jVCRCEFThY/S220/blog.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMMD73H4diI/AAAAAAAAAlM/TpwbayaUpxE/s72-c/escudo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4048392998491244915.post-7189211917934288852</id><published>2010-12-06T13:46:00.001+01:00</published><updated>2010-12-06T16:20:49.543+01:00</updated><title type='text'>O filho dos "deuses"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas como o Macedônico foi visto pelos persas poucos séculos depois de sua morte?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Reportamos uma transcrição do período fulgido sassânida (introdução ao Arta Viraf Namak):&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"O maldito Arimano, o danado, para fazer perder aos homens a Fé e o respeito pela lei, convenceu o maldito Iscandro, o Grego, a vir ao Iran para trazer a opressão, a guerra e a devastação. Chegou e tirou a vida dos governadores das províncias iranianas. Saqueou e abateu a Porta dos Reis, a capital. A lei, escrita com letras de ouro em pele de boi, se conservava na fortaleza dos escritos a capital. Mas o cruel arimano suscitou o malvado Iscandro e este queimou os livros da Lei. Fez perir os sábios, os homens de lei e os sabedores &amp;nbsp;do país de Iran. Disseminou o ódio e a discórdia entre os potentes, até que ele memo, infranto, não se precipitou no inferno".&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A genialidade do herói nasce, para quem o considera descendente de comuns mortais, de duas opostas tendências hereditárias:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1. Aquela do pai que representa o perfeito tipo di fundador do Império. Clareza de pensamento, amplitude de observação, precisão de cálculo, reflexão e previdência, rapidez de decisões, desprezo de escrúpulo, ductibilidade insinuante, energia brutal. Mas Filipe é assassinado em 336 a.C. Em linha paterna, Alexandre descende de Hércules. A dinastia, que continua com ele, tem sua origem no ramo heróico mais nobre de Argo; não na do Peloponeso, mas na de Orestides, nos confins do Epiro e da Iliria; esta cidade, colônia do filho de Agamenon Orestes, foi "anexada" pela famosa capital de Agamenon, e que obteve o direito de participar aos grandes jogos de Olímpia, em quanto, mesmo que impropriamente, fizesse parte da comunidade grega;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2. O da mãe Olímpia, princeaa do Epiro, mulher ardente, exuberante, desenfreada, que seguia a religião dionisíaca, cujo culto residia no o êxtase que se obtinha sobretudo através da música e a dança. Dava-se lugar a uma embriaguez, uma felicidade que derivava da sabedoria de uma nova vida e portanto os eleitos participavam à imortalidade. &amp;nbsp;O frenesi de Olímpia era inigualável. Desde jovem esta orgulhosa descendente de Aquiles; frequentou a "Feliz Pieria", onde os reis da dinastia Argeadiana tinham estabelecido como sede de suas festas olímpicas. E foi sem dúvida ali, aos pés do monte Olimpo, que ela abandonou o nome de Polixena para usar o de Olímpia, em honra da sagrada montanha, onde as mulheres "inspiradas" se abandonavam ao delírio divino. Exagerava nos rituais do fanatismo sagrado, levando consigo serpentes domesticadas que, ao som dos instrumentos, deslizavam fora dos cestos e se enrolavam em volta das coroas das Menades e, "mediante a horrenda amalgamação da receptação ofidica com a orquestra do bacanal", assustavam o circulo dos presentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TPy8BUBRWRI/AAAAAAAAAo0/cjevpoI-5kU/s1600/729936.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="161" src="http://4.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TPy8BUBRWRI/AAAAAAAAAo0/cjevpoI-5kU/s320/729936.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Figura&lt;/b&gt;: Reis da Macedônia. Filipe II (359-336 aC). Estupendo Stater de ouro (8,56 g), com maginífica pátina e excepcional estado de conservação. Casa da Moeda de Kolophon (Sicilia e Magna Grecia). Batida sob o reinado de Filipe III, por volta de 323-319 aC. A/Busto laureado de Apollo, voltado à direita com as características de Alexandre, o Grande. R/Biga com condutor, em posição de combate, com lança na mão direita. Tripé, embaixo, à direita. Thompson, “Posthumous Philip II Staters of Asia Minor”. &lt;i&gt;Acervo particular, coleção Bentes. Foto ampliada.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A noite do nascimento de Alexandre, Olímpia sonha com um relâmpago, seguido por um trovão, que a atinge no seio. Virgem, concebe imaterialmente, ao passar desta luz fulgurante, um filho do qual fisicamente, depois das núpcias, Filipe vira pai.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também em linha materna Alexandre tem a mesma origem; ela é filha de Neoptolemo, rei dos Molosseus, descendente de Aquiles. Estas descendências eram na época extremamente importantes: eram artigos de fé, influenciavam a vida politica, eram invocadas nas pretensões de hegemonia, nos conselhos de guerra, etc.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portanto, desde seu nascimento Alexandre era um "homem-deus". A união de uma dupla decendência de heróis leva ao apogeu as qualidades tão diferentes, herdadas de seus pais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TPy-yEiSTrI/AAAAAAAAAo4/5UpiehRnnes/s1600/731923.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="169" src="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TPy-yEiSTrI/AAAAAAAAAo4/5UpiehRnnes/s320/731923.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Figura&lt;/b&gt;: Reis da Macedônia - Alexandre III, o Grande (336-323 a.C.). Stater de ouro (8,64 gr). Casa da Moeda de Byblos. A/CabeÇa de Atena, com elmo, voltada à direita. R/ALEXANDROU, Nike de pèe, voltada éa esquerda, monogram AP.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;Acervo particular, coleção Bentes. Foto ampliada.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small; font-style: normal;"&gt;&lt;b&gt;Casas da Moeda&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Para uma correta correspondência das moedas de Alexandre às numerosas Casas de Moeda que as cunharam, é necessário consultar obras especializadas como o Müller ou o Price. A puro título de exemplo, colocamos aqui algumas ilustrações das tipologias existentes. A imagem de Zeus, estampada no reverso, é colocada aqui apenas como referência, não servindo como fator de determinação, já que estas imagens variam de acordo com a Casa da Moeda e as datas em que as peças foram batidas. As marcas foram super-dimensionadas para favorecer a consulta, não estabelecendo nenhuma proporção com as dimensões da moeda estampada como exemplo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TPzVPzvVF8I/AAAAAAAAAo8/TwBsEh95coM/s1600/1.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TPzVPzvVF8I/AAAAAAAAAo8/TwBsEh95coM/s1600/1.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Exemplo&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Aos leitores: Estamos preparando as imagens referentes a 25 casas da moeda. Assim que terminarmos, serão colocadas aqui. Por favor, aguardem&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4048392998491244915-7189211917934288852?l=numismaticabentes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/feeds/7189211917934288852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2010/12/o-filho-dos-deuses.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/7189211917934288852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/7189211917934288852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2010/12/o-filho-dos-deuses.html' title='O filho dos &quot;deuses&quot;'/><author><name>Numismatica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00777710822743300087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMB6SbT-k4I/AAAAAAAAAkY/_jVCRCEFThY/S220/blog.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TPy8BUBRWRI/AAAAAAAAAo0/cjevpoI-5kU/s72-c/729936.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4048392998491244915.post-1452996890515746800</id><published>2010-11-02T11:30:00.004+01:00</published><updated>2010-11-02T11:36:14.673+01:00</updated><title type='text'>Moedas Bizantinas - 1ª Parte</title><content type='html'>...continuação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Figura a seguir&lt;/b&gt; - Reis&amp;nbsp;ostrogodos -&amp;nbsp;Da mais alta raridade - Teodato (534-536) Æ 40 Nummi - Follis (26mm, 10,28 gr). Casa da Moeda de Roma. DN THEO DAHADVS REX, busto voltado à direita com barba, usando elmo ornamentado e peitoral / VICTORIA AVGVST, Vitória em pé na proa voltada à direita, segurando palma em ombro esquerdo e grinalda na mão direita estendida, SC em campo. Da mais alta raridade; um dos quatro únicos exemplares conhecidos. O único exemplar em coleção privada. Os outros exemplares se encontram, um deles no museu de Berlim; os outros dois no museu de São Petersburgo).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Ex-coleção G.W.de Wit&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TM_oS6Am5bI/AAAAAAAAAng/EGi29c6FYF4/s1600/806248.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="178" src="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TM_oS6Am5bI/AAAAAAAAAng/EGi29c6FYF4/s400/806248.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Embora tenham se tornado os governantes de fato da Itália no final do século V, os reis ostrogodos ainda se viam obrigados a reconhecer a soberania do imperador romano, em Constantinopla.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Devido à forte unfluência romana, os tipos de moedas cunhadas pelos ostrogodos, iniciando com Teodorico, passaram a seguir uma fórmula prescrita, inclusive no que diz respeito às legendas. Muitas das moedas eram cópias idênticas dos tipos bizantinos. As moedas eram cunhadas em nome do imperador reinante com um monograma do rei local no reverso, ou o tipo "Invicta Roma", com o busto de Roma no anverso. No reverso deste último tipo, o nome do rei ostrogodo forma a legenda e segue um padrão específico para prestigiar sua posição real. O DN ou "Dominus Noster", que precede o nome do governante é uma típica convenção romana tardia, denotando o status especial do governador em uma posição exaltada como mestre sobre acerca dos assuntos de sua competência. Por outro lado, o título de Rex, ou rei, era permitido apenas aos "reis" romanos, ou governantes locais que foram submetidos à dominação romana e simpáticos ao império. Em nenhum momento antes do reinado de Teodato os reis ostrogodos ousaram adotar qualquer título que fosse, em estilo romano, em suas cunhagens.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Teodato era sobrinho do rei ostrogodo Teodorico I. Embora pretendesse estabelecer uma relação forte com Constantinopla, aparentemente seu intento não foi coroado de êxito, em grande parte devido à sua inépcia política, demonstrada justamente nesta moeda que representa um momento histórico sob vários aspectos relevantes. A referida cunhagem, com seu busto coroado no anverso e Vitória no reverso tem duas variedades de legenda.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A legenda mais comum é VICTORIA PRINCIPVM, ou "Vitória Principes". Em segundo, e bem mais raro, vinha a legenda VICTORIA AVGVST (ORVM). Augusto empregou o termo Princeps para navegar nas águas traiçoeiras, adotando a titulaturidade imperial "Vitória dos Imperadores". O termo inócuo servia a enfatizar seus poderes especiais, mas sempre evitando o uso do título REX, uma palavra que os romanos consideravam um anátema para os seus líderes.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A titularidade criada por Augusto forneceu uma solução conveniente aos imperadores que o sucederam, que continuaram a empregar este título. Na época da Teodato, somente o imperador, em Constantinopla podia ser designado como Augusto; qualquer outro governante que ousasse usar tal título não estaria apenas ferindo um protocolo, mas também era considerado como um pretenso usurpador da posição imperial.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como Teodato era agora governador na Itália e um descendente de Teodorico I, que era comparado aos grandes imperadores romanos, Teodato acreditava estar em posição de se colocar em igualdade de condições à suserania bizantina, dessa forma adotando o título imperial de Augusto em suas cunhagens. Este primeiro passo ousado de Teodato culminou em conseqüências políticas desagradáveis, já que foi imediatamente obrigado a substituir o AVGVST com o PRINCIPVM, menos direta. Mas os problemas de Teodato não pararam por aí; suas práticas aparentemente despóticas na Itália, entre outrso fatores, apressaram a decisão do imperador Justiniano I em restaurar o domínio bizantino na Itália. Em 536, o general de Justiniano, Belisário, derrotou o rei ostrogodo em batalha. Posteriormente Teodato foi assassinado a mando de seu sucessor, Vitige.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4048392998491244915-1452996890515746800?l=numismaticabentes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/feeds/1452996890515746800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2010/11/moedas-bizantinas-1-parte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/1452996890515746800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/1452996890515746800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2010/11/moedas-bizantinas-1-parte.html' title='Moedas Bizantinas - 1ª Parte'/><author><name>Numismatica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00777710822743300087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMB6SbT-k4I/AAAAAAAAAkY/_jVCRCEFThY/S220/blog.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TM_oS6Am5bI/AAAAAAAAAng/EGi29c6FYF4/s72-c/806248.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4048392998491244915.post-3665123636111961448</id><published>2010-10-31T12:25:00.025+01:00</published><updated>2010-11-02T11:34:57.388+01:00</updated><title type='text'>Moedas Bizantinas - Introdução</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Império Bizantino é o nome dado ao Império Romano do Oriente, separado da parte ocidental após a morte de Teodósio I em 395 d.C.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TM1cE8nqJlI/AAAAAAAAAmg/cl6IQypF5v4/s1600/390px-CoA_of_the_Byzantine_Empire.svg.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="168" src="http://4.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TM1cE8nqJlI/AAAAAAAAAmg/cl6IQypF5v4/s200/390px-CoA_of_the_Byzantine_Empire.svg.png" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Entre os estudiosos da matéria, não existe um acordo a respeito do acertamento da data em que se deve substituir o termo romano por bizantino. As divergências dos contextos históricos da época condicionam também as opiniões no que se refere à datação dos fatos históricos. As referências que definem opiniões contrárias entre os historiadores ao tentarem definir "fronteiras" entre os dois impérios se baseiam nos fatos a seguir:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Em 476 - Queda do último imperador do Ocidente, Rômulo Augusto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Em 395 - Morte de Teodósio I em 17 de janeiro. Foi o último imperador romano a reinar em um império unificado e responsável pela introdução do cristianismo como religião a ser adotada em todo império.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Em 330 - Fundação de Constantinopla por Constantino I. A partir de 364 já se começa a falr de um Império do Oriente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Em 565 - Morte de Justiniano I e, com ela, o fim do sonho romano da "Restauratio Imperii", o projeto de expansão de Justiniano na tentativa de reconquistar os territórios perdidos com a queda do Império Romano do Ocidente.&lt;br /&gt;Seu sonho era o de fazer retornar o Império ao seu antigo esplendor, sob o comando de um único imperador, tendo Constantinopla como sede do novo governo, e não Roma. Nos parece óbvio que empresa de tal magnitude comportava uma enorme dificuldade sob diversos aspectos.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TM1Yucm0s1I/AAAAAAAAAmY/Furys4KyX2c/s1600/800px-Justinien_527-565.svg.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="195" src="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TM1Yucm0s1I/AAAAAAAAAmY/Furys4KyX2c/s400/800px-Justinien_527-565.svg.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Em vermelho, o Império Bizantino, antes de Justiniano I (527).&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Em laranja, a notável expansão do Império após a morte de justiniano I (565).&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Provavelmente, Justiniano teria conseguido sucesso em seu intento, se não fosse movido pela inveja que provava por seu melhor general, Belisário (Magister Militum Flavius Belisaruius). O generalíssimo, à frente da expedição planejada por Justiniano, conseguiu reconquistar o norte da África, a Sicília, a Sardenha, a Itália do sul e aquela central, onde um dia reinara a gloriosa Roma.&amp;nbsp;Foi retirado do comando e enviado à Pérsia (o grande erro de Justiniano).&lt;br /&gt;Belisário foi o homem que marchou contra o reino africano dos Vândalos (533-534), que já se estendia sobre o norte da África ocidental, sobre a Sardenha, Córsega e Ilhas Baleares. Reconquistou o território e conduziu o rei Vândalo ao imperador colocando-o ajoelhado aos pés de Justiniano. Não sabemos ao certo, os motivos que levaram Justiniano a agir de maneira tão pouco inteligente no confronto de seu melhor general. Provavelmente temia o grande prestígio de que gozava entre os soldados, a população e a classe política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TM1a80FYd0I/AAAAAAAAAmc/5791N-V6fsw/s1600/roman+empire.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="272" src="http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TM1a80FYd0I/AAAAAAAAAmc/5791N-V6fsw/s400/roman+empire.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;O Império Romano em 565 a.D, ano das mortes de Justiniano I e de Belisário.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Clique na figura para ampliar.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Sabe-se apenas que após a campanha da Pérsia, ao retornar à Itália, foi colocado ao comando de um exército "débole" provido de escassos meios de combate. Em seguida foi encarregado de uma missão religiosa que tinha como escopo convencer o Santo Padre a respeito da política de Justiniano. Em 559 foi novamente colocado à frente de um exército formado, em sua grande maioria, de agricultores. Mesmo assim, conseguiu dominar os bárbaros que devastavam a Tracia, o que colocava Constantinopla em grande perigo. Em 562 é acusado injustamente de traição, sendo absolvido de todas as acusações a ele imputadas. Morre 3 anos mais tarde, no mesmo ano que Justiniano, tomado pelo desgosto, desapontamento e injustiça que lhe foram imputadas. Não fosse a estupidez de Justiniano em declarar uma guerra tola e particular ao seu melhor comandante, talvez a história do Império tivesse tomado um outro rumo, diferente daquele que conhecemos hoje.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TM1d6DpQxDI/AAAAAAAAAmo/HoFQnmQHYF8/s1600/871065.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="186" src="http://4.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TM1d6DpQxDI/AAAAAAAAAmo/HoFQnmQHYF8/s400/871065.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Figura:&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Justiniano I (527-565). Solidus Aureus (20mm, 4,47 gr). Casa da Moeda de Constantinopla, 3 oficina. Cunhada entre 527-538. DN IVSTINI ANVS PP AVG, busto com capacete e couraça, de frente voltado ligeiramente à direita, segurando lança acima do ombro e escudo decorado com o soldado que cavalga / VICTORI AVGGG Γ, anjo em pé parado e olhando, segurando cruciger e cruz longa; estrelas à direita; &lt;b&gt;CONOB*&lt;/b&gt;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;*&lt;b&gt;CONOB&lt;/b&gt; - &lt;i&gt;Estranhamente também se encontra COMOB. A incisão CONOB se divide em &lt;/i&gt;&lt;b&gt;CON&lt;/b&gt;&lt;i&gt;, indicando a Casa da Moeda de Constantinopla e &lt;/i&gt;&lt;b&gt;OB&lt;/b&gt;&lt;i&gt; que possui duplo significado:&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;1. As duas letras, no sistema de numeração grego correspondem a 72, que indicam o número de peças que podem ser produzidas com uam determinada quantidade de metal precioso o que, no caso específico do solidus, representa 1/72 de libra.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;2. São também as iniciais da palavra latina Obryzum, que indica "ouro refinado, puro".&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Assim, CONOB, significa um valor inrínseco correspondente a 1/72 da libra-peso de ouro puro. A denominação OB, segundo Fiorelli, aparece apenas nas moedas de ouro, aparecendo inclusive nas frações do solidus. Fiorelli explica que a denominação se aplica ao título do ouro empregado e não ao específico peso da moeda.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;A bem ad verdade, CONOB é quase como um certificado de garantia dado pela Casa da Moeda de Constantinopla, acerca a pureza do metal contido no solidus.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Justiniano deixou o Império sem dinheiro, em meio ao caos e a desordem, e sem coroar de êxito o sonho da reconquista da Itália e "refundação" do Império Romano. Três anos após a sua morte, a Itália foi invadida pelos Lombardos (568).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A partir daí, os sucessores ao trono reinvidicaram inutilmente o direito de serem reconhecidos como imperadores romanos de um império unido. Perderam completamente tal esperança quando o Papa colocou a coroa imperial do ocidente na cabeça de Carlos Magno, rei da França e, em seguida, concedendo o mesmo direito aos imperadores da Alemanha que ainda tentaram, sem sucesso, reunir o Império Romano destruído.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A data mais aceita do mundo acadêmico como sendo aquela do início do período bizantino é, todavia 610, o ano da ascensão ao trono de Heráclio I, o soberano que modificou de forma notável a estrutura do Império, proclamando o grego como língua oficial, em substituição ao latim. Haeráclio assumiu o título imperial de "Basileus"* em lugar de "Augustus" que era usado até aquele momento&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*Basileus - Do grego Βασιλεύς, que deriva etimologicamente do egípcio paser/pasir que, originariamente significa Vizir, ou seja, o comandante das tropas. Em seguida, o termo passou a ser usado pelos persas, com o significado de tirano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Heráclio sucedeu Focas, imperador de 602 a 610, ano em que foi capturado pelo primeiro, após uma revolta criada dois anos antes pelo pai, um político conhecido como "Heráclio o Velho" a fim de distingui-lo do filho. Heráclio, o Vekho era um potente Exarco de Cártago que se juntou a outros governadores a escopo de criarem uma revolta contra Focas que, ao que tudo indica, não conduzia o Império de forma satisfatória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TM2NToZT5fI/AAAAAAAAAm4/35_w2ZlSBu8/s1600/focas.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="198" src="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TM2NToZT5fI/AAAAAAAAAm4/35_w2ZlSBu8/s400/focas.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Figura&lt;/b&gt;: Focas (602-610) - Solidus Aureus (20mm, 4,39 gr). Casa da Moeda de Constantinopla, 9 Oficina. Cunhada entre 607-610. ∂ N Focas PЄRP AVG, busto frontal, coroado, drapeado e com couraça, segurando "cruciger globus" / VICTORIA AVGЧ Ө, em pé diante do anjo, segurando "cruciger globus" e longo cajado encimado pelo símbolo chi-rho; CONOB.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TM1Wc7pLWDI/AAAAAAAAAmM/NULXod8L4tw/s1600/280px-RomaForoRomanoColonnaFoca2.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TM1Wc7pLWDI/AAAAAAAAAmM/NULXod8L4tw/s320/280px-RomaForoRomanoColonnaFoca2.JPG" width="148" /&gt;&lt;/a&gt;Em 3 de outubro de 610, Heráclio (o futuro imperador), entrou triunfante na capital do Império Bizantino, capturou Focas depois de havê-lo deposto, e o decapitou pessoalmente.&lt;br /&gt;Nos conta a história que Heráclio se aproximou de Focas com um machado, dizendo: "Foi dessa forma que você governou o Império?". Focas olhou nos olhos de Heráclio e se colocou de joelhos; mas não para implorar piedade. Com tom imperial, sem temer a morte iminente, respondeu: "E você, acredita que fará melhor do que eu?". Em seguida abaixou a cabeça e expôs o pescoço, sendo dacapitado por Heráclio. Mesmo que não tenha vivido como um imperador, pelo menos morreu como tal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Heráclio, em pouco tempo, exterminou com o reino da Pérsia, mas em seguida sofreu muitas baixas devido às envestidas islâmicas dos primeiros califas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Figura à esquerda&lt;/b&gt;: A coluna de Focas, situada à frente do Arco de&amp;nbsp;Septímio Severo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo assim, sobreviveu o fato de que para os imperadores bizantinos, e para os próprios súditos, o seu Império se identificou sempre com aquele de Augusto e Constantino I, a partir do momento em que "romano" e "grego", isso até o final do século XVIII, eram tidos como "sinônimos".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TM1juLu_c4I/AAAAAAAAAms/OWPnPswz-CM/s1600/solidus+heracluis.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="187" src="http://1.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TM1juLu_c4I/AAAAAAAAAms/OWPnPswz-CM/s400/solidus+heracluis.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Figura&lt;/b&gt;: Heráclio (610-641). Solidus Aureus (21mm, 4,44 gr). Casa da Moeda de Constantinopla, 2 Oficina. Cunhada por volta de 629-631. ∂ ∂ NN hЄRACLIЧ Є hЄRA CONSτ PP AV, bustos coroados de Heráclio e Heráclio Constantino; encimados por cruz / VICTORIA AVGЧ, Cruz colocada sobre 3 degraus / B / CONOB.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TM2HEKuw7lI/AAAAAAAAAmw/O8DYn8KDLyA/s1600/heraclio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="246" src="http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TM2HEKuw7lI/AAAAAAAAAmw/O8DYn8KDLyA/s400/heraclio.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Figura: &lt;i&gt;Heráclio, que entra triunfante em Constantinopla, depois de derrotar os persas.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TM27lZUH2aI/AAAAAAAAAnM/rlAWOH9rbT4/s1600/685px-Cherub_plaque_Louvre_MRR245_n2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="350" src="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TM27lZUH2aI/AAAAAAAAAnM/rlAWOH9rbT4/s400/685px-Cherub_plaque_Louvre_MRR245_n2.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Figura:&lt;i&gt; Heráclio decapitando Cosroes II, rei dos Sassânidas&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Império, depois de uma longa crise, deixou de existir em 1453, com a conquista de Constantinopla por parte dos Turcos Otomanos, guiados por Maomé II.&lt;br /&gt;Nascido em 17 de janeiro de 395 e extinto em 29 de maio de 1453, o Império Bizantino foi o que por mais tempo durou na história, com seus 1058 anos de Estado Soberano. Se entendido como parte do Império Romano, do qual foi o único e legítimo sucessor, então durou de 27 a.C. a 1453, portanto 1480 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;a href="http://numismaticabentes.blogspot.com/2010/11/moedas-bizantinas-1-parte.html"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;→...continua...clique aqui&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4048392998491244915-3665123636111961448?l=numismaticabentes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/feeds/3665123636111961448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2010/10/moedas-bizantinas-introducao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/3665123636111961448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/3665123636111961448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2010/10/moedas-bizantinas-introducao.html' title='Moedas Bizantinas - Introdução'/><author><name>Numismatica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00777710822743300087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMB6SbT-k4I/AAAAAAAAAkY/_jVCRCEFThY/S220/blog.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TM1cE8nqJlI/AAAAAAAAAmg/cl6IQypF5v4/s72-c/390px-CoA_of_the_Byzantine_Empire.svg.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4048392998491244915.post-7591800037797686266</id><published>2010-10-25T10:26:00.029+02:00</published><updated>2010-10-31T22:23:23.803+01:00</updated><title type='text'>As primeiras moedas brasileiras - 4ª Parte</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;HOLANDESAS -&amp;nbsp;AS PRIMEIRAS MOEDAS COM O NOME BRASIL&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMU_Bk7y78I/AAAAAAAAAlk/eD0bBqYqBrQ/s1600/img+58.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMU_Bk7y78I/AAAAAAAAAlk/eD0bBqYqBrQ/s400/img+58.jpg" width="480" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estas moedas, chamadas de obsidionais* (de emergência ou de necessidade do invasor), foram as primeiras cunhadas no Brasil e são muito raras. São destacadas das demais moedas pela sua forma romboidal e pela pouca espessura. &amp;nbsp;As moedas de prata de XII soldos de 1654 foram produzidas após a capitulação dos holandeses, com características semelhantes às de ouro, consideradas também moedas de necessidade do invasor, sendo muito mais raras que as de ouro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Face à inexistência de ferramentas e materiais adequados, bem como à urgência do trabalho, as moedas foram feitas de forma bastante rudimentar, como mostrado na figura a seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMVAs-ZsJtI/AAAAAAAAAlo/QwQ6aZ-ntUY/s1600/img+59.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="168" src="http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMVAs-ZsJtI/AAAAAAAAAlo/QwQ6aZ-ntUY/s320/img+59.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Em meados de julho de 1645, o navio Zeeland, recém chegado da Guiné, transportava 360 marcos ou cerca de 309 quilogramas de pepitas de ouro. A Companhia das Índias Ocidentais que encontrava-se sitiada e constantemente atacada pelos luso-brasileiros, resolveu lançar mão de &amp;nbsp;aproximadamente 90 quilogramas dessa carga, &amp;nbsp;para &amp;nbsp;comercialização imediata e transformação do metal em moeda, com aumento de 20% do valor para posterior recompra, dessa forma suprindo suas necessidades básicas como alimentação e pagamento dos soldos dos mercenários contratados para sua proteção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Legalmente, um Marco de ouro (247,047 g.) de título 9162/3, deveria fornecer, durante o processo de cunhagem, 32 moedas de XII Florins (com peso de 7,72 gr. ou 5 engels) e para as de VI e III Florins, 64 e 128 moedas respectivamente, com peso proporcional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em trabalho intitulado “The Coins of the Dutch Overseas Territories”, C. Scholten indica como peso legal, 7,690 gr; 3,845 gr e 1,920 gr, respectivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal se deveu ao fato de haver tomado por base, de forma equivocada, o Marco de Amsterdã que pesava 246,084 gr., quando o correto seria fazê-lo pelo Marco da Batávia que pesava 247,047 gr. ou 160 engels.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os holandeses comercializavam o ouro da Guiné a 37 Florins por Onça, ou seja, 296 Florins por Marco. Cunhando as moedas, apuravam um valor muito maior, já que estas entravam em circulação com um valor superior em 20% ao seu valor intrínseco. Porém, para a G.W.C., o ano de 1646 tratou-se de um período bastante complicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na realidade, o que se seguiu foi a maior crise que a Companhia sofreu durante toda a ocupação em terras brasileiras. A situação econômica e social agravou-se a tal ponto, que a população, devido ao flagelo da fome, passou a dar a caça a todos os animais da região. Cavalos, aves, cães, gatos e ratos chegaram ao limiar de sua extinção durante aquele período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exigüidade de moeda obrigou os holandeses a repetir a operação de retirada de ouro dos navios que vinham da África com destino à Europa. Em agosto de 1646, retiraram 405 marcos de ouro, dos quais 50 foram vendidos a peso e 355 foram entregues ao Conselheiro Pieter Janssen Bas, para a cunhagem de novas moedas obsidionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Utilizando-se do mesmo regimento, a “Instrução” de 10 de outubro de 1645, Pieter Janssen Bas convocou os mesmos ourives que realizaram o trabalho de cunhagem das moedas, no ano 1645.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 27 de agosto de 1646, deu-se início às atividades de cunhagem, operação realizada com grande dificuldade devido à péssima qualidade e capacidade dos cadinhos para fundição do ouro e dos equipamentos empregados.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Durante a cunhagem de 1646, de acordo com a documentação oficial existente, foram abertos 16 novos cunhos, mas se verifica que pela perolagem das moedas conhecidas como autênticas, foram utilizados 18 cunhos. Devemos recordar que nesse período foram usados cunhos de 1645, devidamente restaurados. No entanto, há de se considerar que somente os cunhos de anverso, por não apresentarem a data da moeda, puderam ser restaurados e reaproveitados.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMVBfg5MqYI/AAAAAAAAAls/cIXanlngFX0/s1600/img+60.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMVBfg5MqYI/AAAAAAAAAls/cIXanlngFX0/s400/img+60.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Figura&lt;/b&gt;: Imagem ampliada de um VI Florins em excelente estado de conservação, vendido pela casa de leilões numismáticos Kunker em 21/06/2005, lote nr. 235 - Valor final: € 12.500 (12.500 euros). &lt;i&gt;Acervo particular. Coleção Bentes.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMVCXmNBKmI/AAAAAAAAAlw/JwagxrMNf8s/s1600/img+61.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMVCXmNBKmI/AAAAAAAAAlw/JwagxrMNf8s/s400/img+61.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Figura&lt;/b&gt;: Imagem ampliada de um raro III Florins ano 1645 em excelente estado de conservação.&lt;i&gt; Acervo particular.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-style: italic;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Observações&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;: Alguns autores consideram a expressão “moedas obsidionais” (do latim obsidio, obsidionis, invasão), como um equívoco no que tange as moedas cunhadas pelos holandeses no Brasil. Segundo estes estudiosos, as moedas de necessidade se dividem em dois tipos principais: as dos invasores, que cunham geralmente para o pagamento dos soldados, e a dos invadidos, que na necessidade de fazer circular dinheiro durante a “reclusão”, usam metal não precioso, por vezes até não-metal. As moedas cunhadas pelos invadidos seriam chamadas de obsidionais, enquanto que as cunhadas pelos invasores (o que seria o caso dos holandeses, responsáveis pelos florins e stuivers), seriam chamadas CASTRENSES, do latim castris, castris – acampamento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;1) As moedas de X, XX, XXX e XXXX soldos que frequentemente aparecem em alguns catálogos e leilões eletrônicos são falsas. A única moeda obsidional de prata reconhecida autêntica por nós, e por autores especializados no assunto, é aquela de XII soldos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Existem falsificações de todos os valores em grande quantidade. São extremamente raros os exemplares autênticos e da mais alta raridade o XII soldos de prata. Devido ao fato de serem moedas desejadas por todos os colecionadores, pelo seu significado histórico e raridade, existe no mercado grande número de moedas falsas batidas com cunhos grosseiros e vendidos por comerciantes inescrupulosos. Assim, aconselhamos a máxima cautela em adquiri-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) A expressão “obsidionais” deriva do do latim obsidio (obsidionis – invasão). O termo é assim usado em referência às moedas “batidas” durante a ocupação de um território, em caráter de emergência, para pagamentos gerais e das tropas. Porém, alguns autores preferem dividir estas moedas moedas de necessidade em dois tipos distintos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Aquela dos invasores, cunhadas geralmente para o pagamento dos soldados, e&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Aquela dos invadidos, que na necessidade de fazer circular dinheiro durante a “reclusão”, usam metal não precioso, por vezes até não-metais. Na opinião destes estudiosos, &amp;nbsp;“obsidionais” seriam as moedas cunhadas pelos invadidos, enquanto aquelas cunhadas pelos invasores (no caso os holandeses, responsáveis pela cunhagem de florins e stuivers, que invadiram o nordeste do Brasil em 1612), &amp;nbsp;deveriam ser denominadas “CASTRENSES”, do latim castrum, castri (acampamento).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Após a derrota na Batalha de Tabocas, e encontrando-se sitiados no Recife, os holandeses encontravam-se em dificuldades devido à falta de numerário para o pagamentos gerais (despesas de manutenção e soldados). Assim, ordenaram a cunhagem de Florins (Ducados) em caráter de emergência nos anos 1645 e 1646.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) No ano de 1654, “bateram” moedas de prata (Stuivers ou Soldos), em liga de baixo teor, somente para pagamento das tropas, no único valor de XII Soldos, apesar da autorização para cunharem também os valores I e III que não chegaram a ser cunhados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;→&lt;b&gt;&lt;a href="http://numismaticabentes.blogspot.com/2010/10/as-primeiras-moedas-brasileiras.html"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;As primeiras moedas brasileiras - 1ª Parte...clique aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4048392998491244915-7591800037797686266?l=numismaticabentes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/feeds/7591800037797686266/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2010/10/as-primeiras-moedas-brasileiras-4-parte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/7591800037797686266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/7591800037797686266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2010/10/as-primeiras-moedas-brasileiras-4-parte.html' title='As primeiras moedas brasileiras - 4ª Parte'/><author><name>Numismatica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00777710822743300087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMB6SbT-k4I/AAAAAAAAAkY/_jVCRCEFThY/S220/blog.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMU_Bk7y78I/AAAAAAAAAlk/eD0bBqYqBrQ/s72-c/img+58.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4048392998491244915.post-1639669575453505802</id><published>2010-10-25T10:25:00.000+02:00</published><updated>2010-12-06T19:45:54.141+01:00</updated><title type='text'>As primeiras moedas brasileiras - 3ª Parte</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMU4-MUwcJI/AAAAAAAAAlg/SHKBWTJTVb8/s1600/cunhagem.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMU4-MUwcJI/AAAAAAAAAlg/SHKBWTJTVb8/s200/cunhagem.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A primeira vez em que se faz referência à idéia de se cunhar moeda no Brasil pelos holandeses, deveu-se às necessidades militares e às dificuldades da tesouraria da Companhia das Índias Ocidentais.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lutando com a falta de numerário, o Alto e Secreto Conselho começou a vender e hipotecar as mercadorias que tinham em depósito. Em ata de 21 de julho de 1645, o órgão supremo da administração local da colônia brasileira, descreve que já havia disponibilizado para venda, aproximadamente 741 kg de ouro, retirados da última remessa vinda da Guiné.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com a crítica situação em que se encontravam, pela escassez de numerário face à necessidade de dispor de dinheiro para o pagamento da milícia, serviços e víveres, os holandeses resolvem mandar cunhar moedas de ouro de XII, VI e III florins, tendo de um lado a marca da companhia e do outro a data, conferindo-lhes um aumento de 20% no valor do metal, evitando que as mesmas saíssem do país, podendo ser recolhidas no futuro.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A decisão de se cunhar moedas só foi tomada pelo Alto e Secreto Conselho na sessão de 18 de agosto de 1645. O Conselheiro Pieter Jansen Bas, foi o encarregado da produção das moedas brasileiras, mediante concessão formal, e isento de qualquer acusação futura. A cunhagem das moedas para suprir as necessidades dos holandeses começou imediatamente, e a 14 de setembro de 1645 foram remetidos exemplares, de cada um dos valores, ao Conselho dos XIX, na Holanda. Finalmente, a 10 de outubro de 1645, Pieter &amp;nbsp;Bas ordenou o início da cunhagem dos ducados brasileiros para circulação local.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As moedas cunhadas pelos Holandeses em Pernambuco nos anos de 1645 e 1646 e, posteriormente sob cerco em 1654, foram as primeiras cunhagens efetuadas em território brasileiro com a indicação “Brasil”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essas moedas eram batidas em “placas” quadrangulares de ouro, nos valores XII; VI e III florins com as iniciais da Companhia e valor (dentro de um colar de pérolas) no anverso; e as palavras ANNO/BRASIL (e data), dentro de um colar de pérolas, no reverso. Foram também batidas, em prata, moedas no valor XII soldos, unifaciais, com a indicação da data de emissão, do valor, e das letras GWC, sigla da Companhia Privilegiada das Índias Ocidentais (Geoctroyeerde West-Indische Compangnie).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As remessas de florins, soldos e xelins provenientes da Holanda não eram suficientes para atender as necessidades da administração holandesa no Brasil, durante os anos de ocupação. Para suprir a falta de recursos, o Conselho utilizou o ouro vindo da Guiné destinado à Holanda para cunhar, em 1645, moedas de XII, VI e III florins e no ano seguinte fez nova emissão com o restante do ouro. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Estas moedas chamadas de obsidionais* (de emergência ou de necessidade do invasor) foram as primeiras cunhadas no Brasil e são muito raras. São destacadas das demais moedas pela sua forma quadrangular e pela pouca espessura. &amp;nbsp;As moedas de prata de XII soldos de 1654 foram produzidas após a capitulação dos holandeses, com características semelhantes às de ouro, consideradas também moedas de necessidade do invasor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os valores X, XX, XXX e XXXX soldos, segundo vários pesquisadores e estudiosos, são falsas, jamais tendo sido cunhadas pelos holandeses.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um estudo preliminar de algumas moedas holandesas &amp;nbsp;da &amp;nbsp;Coleção do Museu Histórico Nacional, foi realizado em 2007 pelo Centre de Recerche et de Restauration des Musées de France, &amp;nbsp;juntamente com Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF/MCT) e pelo Instituto Nacional de Tecnologia (INT/MCT).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foram examinadas as moedas de III, VI e XII Florins de 1645, aléem de um XXXX sooldos de 1654. O estudo, porém, não é conclusivo sobre a autenticidade da cunhagem pelos holandeses. Pode ter sido cunhada durante aquele período, o que não atesta a sua autenticidade.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É importante esclarecer que não existe qualquer documentação, nos arquivos da GWC que atestem a cunhagem de moedas de X, XX, XXX ou XXXX soldos. Sendo o sistema duodecimal, admitia múltiplos e submúltiplos de 12, o que certamente excluía tais valores.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A seguir, foto da análise do XXXX soldos, pertencente à Coleção do Museu Histórico Nacional, constante no referido estudo realizado pelo Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF/MCT).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMU3NKb_ucI/AAAAAAAAAlY/kmp3s3u-pQM/s1600/img+55.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="147" src="http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMU3NKb_ucI/AAAAAAAAAlY/kmp3s3u-pQM/s400/img+55.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A seguir, o desenho do raríssimo XII soldos.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMU3ovA9pSI/AAAAAAAAAlc/H6G7YFD6qDQ/s1600/img+56.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="313" src="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMU3ovA9pSI/AAAAAAAAAlc/H6G7YFD6qDQ/s320/img+56.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São visíveis as diferenças. A iniciar pelo “W” de GWC, a exemplo do “X” em REX, o “W”, composto de “2 Vs”, tem seus traços direitos duplos, fato observado por qualquer abridor de cunhos. Somente isso já demonstra que o cunho foi aberto por um leigo e não por um profissional que conhecia seu trabalho. Também é “gritante” a diferença entre o “6” do XXXX soldos e o do XII soldos.&amp;nbsp;A pesquisa faz referência a defeitos que atribui à má qualidade de gravação do cunho (pág. 297 do artigo publicado na Revista Brasileira de Arqueometria, Restauração e Conservação, Vol. 1, nr. 6)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Segue parte do texto do referido estudo:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Foram observadas as letras “G” e “C” na região de cruzamento do “W” . As imagens em elétrons retroespalhados obtidas no MEV &amp;nbsp;nessa região, mostram os efeitos do gume de cunho e o defeito gravação de cunho do topo da letra “C”.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Foram também observados os três últimos “X” da legenda “XXXX”, bem como os detalhes do cunho no topo do terceiro “X” desta legenda.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Quando a imagem é ampliada, um certo número de inclusões de cor branca surgem na região em torno do terceiro “X”. De modo a explicar estas inclusões, também encontradas em muitas outras zonas da moeda, procedemos a uma análise por intermédio do sistema EDS do MEV.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;A análise da composição destas inclusões mostra que se trata de finas partículas de Au incluídas na matriz de Ag. Essas inclusões são possivelmente devidas ao fato de as moedas de Au e Ag terem sido fabricadas com elementos de um mesmo equipamento de cunhagem.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Foram também observados vários detalhes da data de emissão, onde aparecem claramente defeitos no número “6”. Esses defeitos podem ter sido devidos à má qualidade da gravação do cunho.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Curiosamente, o relevo na zona central do bordo desta moeda, observado no MO mostra, ao contrário do que se observa nas moedas de Au, que provavelmente deve ter sido cortado com um instrumento do tipo de tesoura.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;O corte talvez não tivesse sido efetuado até o final do bordo, tendo o último pedaço sido “arrancado” em vez de completamente cortado.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;É necessário esclarecer que o tempo que separa as últimas cunhagens de Florins de ouro, das primeiras dos Soldos de prata é de, pelo menos, 9 anos. As partículas de ouro presentes nos cunhos das moedas de prata, somente servem a atestar que foram batidas na mesma época e não em&amp;nbsp;períodos diversos, com espaçamento de 9 anos.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Junte-se a isso as moedas falsas de ouro da “botija de Recife” nos valores de X, XX, XXX, e XXXX florins para concluir o óbvio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;a href="http://numismaticabentes.blogspot.com/2010/10/as-primeiras-moedas-brasileiras-4-parte.html"&gt;→...continua...clique aqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4048392998491244915-1639669575453505802?l=numismaticabentes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/feeds/1639669575453505802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2010/10/as-primeiras-moedas-brasileiras-3-parte.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/1639669575453505802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/1639669575453505802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2010/10/as-primeiras-moedas-brasileiras-3-parte.html' title='As primeiras moedas brasileiras - 3ª Parte'/><author><name>Numismatica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00777710822743300087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMB6SbT-k4I/AAAAAAAAAkY/_jVCRCEFThY/S220/blog.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMU4-MUwcJI/AAAAAAAAAlg/SHKBWTJTVb8/s72-c/cunhagem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4048392998491244915.post-8586450610142732883</id><published>2010-10-25T09:37:00.009+02:00</published><updated>2010-10-25T10:07:57.940+02:00</updated><title type='text'>As primeiras moedas brasileiras - 2ª Parte</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMU1cBHOf1I/AAAAAAAAAlU/8zMiZUsm-nA/s1600/img+94.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMU1cBHOf1I/AAAAAAAAAlU/8zMiZUsm-nA/s1600/img+94.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Sob seu comando estão o também almirante Pieter Adriaensz. Ita, o vice-almirante Joost banckert; comandando as tropas, o coronel Diederick van Waerdenburch que apresentam-se nas costas de Pernambuco. Assim se apresentavam as tropas holandesas nas costas de pernambuco, com o claro objetivo de atacar Olinda (a mais importante cidade da região, naquela época). A esquadra de 16 navios, sob o comando de Waerdenburch, desembarca em Pau Amarelo, com um enorme contingente de soldados e mais 300 marinheiros de apoio. Olinda é conquistada sem opor resistência.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Os pernambucanos se organizam e remetem sucessivos ataques de guerrilhas aos invasores, impedindo-os de prosseguir com sua dominação ao interior.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse meio tempo, os holandeses conseguem construir um forte na extremidade da ilha de Itamaracá e o guarnecem com 360 homens sob o comando do capitão polonês conhecido como Arciszewski (1592-1656).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em Abril de 1631, inicia-se uma operação sob o comando do almirante Adriaen Jansz. Pater à frente de uma frota com 15 navios, 3 big sloops, 7 barcos e 1260 soldados comandados pelo tenente-coronel Hartman Godefrid van Steyn Callenfels. Supondo que as forças portuguesas que haviam derrotado uma esquadra-reforço enviada pela Companhia fossem muito numerosas, incendeiam Olinda e pensam em abandonar Pernambuco.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1632, porém, com auxílio do mameluco Domingos Fernandes Calabar, rompem o cerco formado pelos portugueses e, em sucessivas vitórias, ampliam o domínio holandês em solo brasileiro. Finalmente, em 1633 a ilha de Itamaracá é conquistada por Sigismund von Schkopp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em janeiro de 1637, o governo holandês julga estabelecido seu domínio e escolhe um local onde fundam Recife como sede de seus domínios no Brasil. O motivo devia-se ao fato de que nessa localidade, gozavam da segurança de que não dispunham em Olinda.&lt;br /&gt;A Recife holandesa possuía rios e canais muito similares aos que os holandeses estavam acostumados em sua pátria e Olinda situa-se em região montanhosa, muito semelhante as cidades portuguesas. Estabelecidos no território, o Conselho da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais decide, então, enviar ao Brasil um príncipe da família reinante, o conde João Maurício de Nassau-Siegen, para ocupar a função de governador-geral do Brasil Holandês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O NORDESTE NASSOVIANO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMU1EXjNd8I/AAAAAAAAAlQ/x9fsDH1ZBGE/s1600/img+54.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMU1EXjNd8I/AAAAAAAAAlQ/x9fsDH1ZBGE/s1600/img+54.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Quando Maurício de Nassau* aportou em Pernambuco, em 23 de janeiro de 1637, trazia em sua comitiva, não um exército a escopo de conquistar terras ou escravizar a população, mas sim uma missão artística e científica. Ao chegar ao Brasil, procurou imediatamente estabelecer a segurança da colônia holandesa, e somente a este fim reuniu um exército capaz de conter o avanço das tropas luso-brasileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estabelecendo os limites das terras ocupadas pelos holandeses, o conde de Nassau-Siegen estava pronto para se dedicar à tarefa de restabelecimento econômico da colônia, restaurando a indústria açucareira que, com o abandono dos engenhos pelos antigos proprietários luso-brasileiros, e dos estragos causados pelas seguidas guerras, encontrava-se em precárias condições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assume o trono o nobre João de Bragança, que se transforma em D. João IV, procurando desde cedo, retomar as relações de amizade com todas as potências inimigas da monarquia espanhola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 12 de junho de 1641, Portugal celebra com a Holanda um “Tratado de Aliança Defensiva e Ofensiva”. Porém, o Tratado não tem efeito nas colônias portuguesas em poder dos holandeses, no Brasil, que só recebem a notícia somente em 3 de Julho de 1642.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante dessas circunstâncias, aproveitando-se do momento, o conde Maurício de Nassau-Siegen amplia os domínios de seu governo ocupando Sergipe, Ceará e Maranhão. Pouco tempo depois, em 28 de fevereiro de 1644, os holandeses são expulsos do Maranhão e passam a concentrar suas atenções em Pernambuco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a administração do conde Maurício de Nassau-Siegen, o progresso vigorou de forma impressionante. As fronteiras foram finalmente estabelecidas do Maranhão à foz do Rio São Francisco. A cidade do Recife passou por inúmeros melhoramentos urbanísticos, como a instalação de duas pontes de grandes dimensões - a primeira ligando Recife à ilha Antônio Vaz e a outra da ilha Antônio Vaz ao continente. Supostamente essas foram as primeiras pontes construídas no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse período, Nassau construiu o palácio de Friburgo e a Casa da Boa Vista - um Horto Zoobotânico. Instalou o primeiro Observatório Astronômico das Américas e diversas outras obras de infra-estrutura, como nunca havia se visto na região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 22 de maio de 1644, o conde Maurício de Nassau se vê obrigado a retornar à Europa, após sete anos de governo, por pressão da Companhia das Índias Ocidentais, que desejava imprimir à colônia rumos diferentes das nobres intenções de Nassau, um mecenas e desejava formar do Brasil holandês, uma nação próspera e forte, governando com justiça e sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Procurou expandir o comércio, as artes, a indústria e as profissões liberais e incentivou a lavoura e a pecuária.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porém, seu programa de governo, ocasionaria despesas e reduziria os recursos imediatos da Companhia e, por isso, perdeu seu prestígio.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na verdade, a finalidade da Companhia era retirar o máximo proveito financeiro da colônia, pouco importando o progresso ou o futuro da mesma, arrancando-lhe tudo o que podia. Após a retirada de Nassau, a W.I.C. passou a extorquir os moradores locais e portugueses. Os colonos, então, procurando salvar suas economias, enterram o que possuíam no interior das florestas, o que provocou, cada vez mais, a falta de dinheiro em circulação. Para minimizar essa situação caótica, a Companhia enviou para Pernambuco 27.000 florins em moedas de um soldo, dois soldos e xelins; porém, a situação tornara-se irreversível.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em 13 de junho de 1645, tem início a Insurreição Pernambucana e, com ela, cresceu o problema da crise monetária. O momento era de entressafra do açúcar e não havia dinheiro suficiente sequer para pagar as tropas, que eram compostas de mercenários de todas as nacionalidades, expostas aos ataques das tropas luso-brasileiras. Nesse meio tempo foi declarada a guerra entre Holanda e a Inglaterra (1652-1654). Esse fato favoreceu a Insurreição Pernambucana, visto que a Holanda ficava impossibilitada de socorrer sua colônia no Brasil.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os navios da Companhia da Índias Ocidentais também transportavam ouro proveniente da África, mais precisamente da Guiné. Tratando-se de mercadoria valiosa, todas as precauções eram tomadas para se evitar ataques de pirataria ou naufrágios em alto mar.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Os navios da Companhia da Índias Ocidentais também transportavam ouro proveniente da África, mais precisamente da Guiné. Tratando-se de mercadoria valiosa, todas as precauções eram tomadas para se evitar ataques de pirataria ou naufrágios em alto mar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os navios, que vinham da costa africana, faziam escala em Recife, onde coletavam correspondências, abasteciam e carregavam o navio de açúcar e pau-brasil e, quando conveniente, depositavam, com segurança, caixas de ouro em pepitas ou em barras, até o momento em que, partindo um comboio de navios para a Europa, pudessem ser transportadas com segurança para os cofres da Companhia, na Holanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;* Johann Mauritius Van Nassau-Siegen&lt;/b&gt; &lt;i&gt;era um homem dotado de qualidades excepcionais. Um nobre cavalheiro de origem alemã que teve formação humanista da melhor qualidade.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Competente como soldado, também conhecia a fundo a arquitetura, a história e as artes plásticas. Cuidou bem da cidade, dotando-a de palácios e fortificações. Sua corte era abrilhantada pela presença e pela obra de homens ilustres como o médico Willem Pies (1611-1678), o botânico Jorge Marcgrave (1610-1644), os pintores Franz Post (1612-ca.1680), Albert van der Eckhout (1637-1664) e Zacahrias Wagener (1617-1668) e pelo biógrafo de Nassau, Gaspar Barléus (1584-1648) autor de Rerum per Octennium in Brasilia (História dos feitos praticados durante oito anos no Brasil), considerada a mais monumental obra sobre o Brasil colonial. Nassau era amante de festas e admirador das belezas tropicais.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;A Companhia das Índias Ocidentais era uma empresa de comércio semi-estatal. Nassau, contratado pela companhia, desembarcou no Recife, em 1637, na condição de governador, capitão e almirante-geral do Brasil holandês.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Sua atuação no Brasil, em contraposição à colonização lusitana, católica, estatal e burocrática, foi uma administração sensata, racional e privatista, pontuada pela ética protestante e pelo espírito do capitalismo.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;a href="http://numismaticabentes.blogspot.com/2010/10/as-primeiras-moedas-brasileiras-3-parte.html"&gt;→...continua...clique aqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4048392998491244915-8586450610142732883?l=numismaticabentes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/feeds/8586450610142732883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2010/10/as-primeiras-moedas-brasileiras-2-parte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/8586450610142732883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/8586450610142732883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2010/10/as-primeiras-moedas-brasileiras-2-parte.html' title='As primeiras moedas brasileiras - 2ª Parte'/><author><name>Numismatica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00777710822743300087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMB6SbT-k4I/AAAAAAAAAkY/_jVCRCEFThY/S220/blog.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMU1cBHOf1I/AAAAAAAAAlU/8zMiZUsm-nA/s72-c/img+94.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4048392998491244915.post-8755900288014858576</id><published>2010-10-21T15:37:00.009+02:00</published><updated>2010-10-21T16:07:45.028+02:00</updated><title type='text'>As primeiras moedas brasileiras - Introdução</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMBCBzzGNwI/AAAAAAAAAjk/zLtoJe0hMT4/s1600/img+40.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMBCBzzGNwI/AAAAAAAAAjk/zLtoJe0hMT4/s200/img+40.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;No início do período colonial, o meio circulante brasileiro foi sendo  formado de modo aleatório, com as moedas trazidas pelos colonizadores,  invasores e piratas que comercializavam na costa brasileira. Assim, ao  lado das moedas portuguesas, circulavam também moedas das mais diversas  nacionalidades, cuja equivalência era estabelecida em função do seu  valor intrínseco (conteúdo metálico) ou seja, valiam o que pesavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de 1580, com a formação da União Ibérica, verificou-se uma  afluência muito grande de moedas de prata hispano-americanas (Reales),  provenientes do Peru, graças ao florescente comércio que se desenvolveu  através do Rio da Prata. Até o final do século XVII, os Reales espanhóis  constituíram a parcela mais expressiva do dinheiro em circulação no  Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As moedas portuguesas que aqui circulavam eram as mesmas da Metrópole,  oriundas de diversos reinados. Cunhadas em ouro, prata e cobre, essas  moedas tinham os seus valores estabelecidos em réis e possuíam às vezes  denominações próprias, como Português, Cruzado, São Vicente, Tostão,  Vintém. A moeda de 1 real, unidade do sistema monetário, era cunhada em  cobre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMBC2B70feI/AAAAAAAAAjo/YDdzCVizEBs/s1600/img+48.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="157" src="http://4.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMBC2B70feI/AAAAAAAAAjo/YDdzCVizEBs/s320/img+48.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;Figura: Tostão de D. Manuel I &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMBDRMzWIcI/AAAAAAAAAjs/lRWb25MPyq0/s1600/img+49.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="158" src="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMBDRMzWIcI/AAAAAAAAAjs/lRWb25MPyq0/s320/img+49.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Figura: Real de D. Manuel I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMBDnLlWdoI/AAAAAAAAAjw/rSUYcYHgk5g/s1600/img+50.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="197" src="http://4.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMBDnLlWdoI/AAAAAAAAAjw/rSUYcYHgk5g/s400/img+50.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Figura: Moeda hispano-americana de 4 Reales de Carlos I de Espanha, Casa da Moeda do México.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMBEPeUecBI/AAAAAAAAAj0/506MgN4ngCM/s1600/img+51.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="191" src="http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMBEPeUecBI/AAAAAAAAAj0/506MgN4ngCM/s400/img+51.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Foto de um raríssimo Tostão do cardeal-Rei D. Henrique. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Ex-Coleção Cruzado Lusitano, vendida em leilão Numisma 72, lote nr. 83.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMBE-i4-ksI/AAAAAAAAAj4/qvfvxjgHHls/s1600/img+52.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="197" src="http://1.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMBE-i4-ksI/AAAAAAAAAj4/qvfvxjgHHls/s400/img+52.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;Moeda de 8 Reales hispano-americano de D. Felipe II de Espanha, Casa da Moeda de Potosi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://numismaticabentes.blogspot.com/2010/10/as-primeiras-moedas-brasileiras.html"&gt; &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;→&lt;/b&gt;&lt;a href="http://numismaticabentes.blogspot.com/2010/10/as-primeiras-moedas-brasileiras.html"&gt;...continua...clique aqui &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4048392998491244915-8755900288014858576?l=numismaticabentes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/feeds/8755900288014858576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2010/10/as-primeiras-moedas-brasileiras_21.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/8755900288014858576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/8755900288014858576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2010/10/as-primeiras-moedas-brasileiras_21.html' title='As primeiras moedas brasileiras - Introdução'/><author><name>Numismatica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00777710822743300087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMB6SbT-k4I/AAAAAAAAAkY/_jVCRCEFThY/S220/blog.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMBCBzzGNwI/AAAAAAAAAjk/zLtoJe0hMT4/s72-c/img+40.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4048392998491244915.post-7553439708250881037</id><published>2010-10-21T15:24:00.008+02:00</published><updated>2010-10-25T09:46:38.679+02:00</updated><title type='text'>As primeiras moedas brasileiras - 1ª Parte</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMBGj5qWm-I/AAAAAAAAAj8/b1eYUuR9tkQ/s1600/Alonso_S%C3%A1nchez_Coello_002b.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMBGj5qWm-I/AAAAAAAAAj8/b1eYUuR9tkQ/s200/Alonso_S%C3%A1nchez_Coello_002b.jpg" width="162" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;“Graças a bem urdidas uniões dinásticas, não raro cimentadas pelo ouro dos astecas do México e a prata das minas de Potosi no Peru, em menos de um século a Espanha se tornara o império mais poderoso do mundo. Seus domínios espalhavam-se da Europa à Ásia, passando pela África e pelo Novo Mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1581, no mesmo ano em que os portugueses coroaram como seu rei o vizinho rei espanhol, no outro extremo da Europa, sob a liedrança da Holanda, algumas ricas possessões espanholas nos Países Baixos proclamaram-se uma república e deram início à guerra pela independência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao amanhecer do dia 9 de maio de 1624, uma armada de vinte e sete navios da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais invadiu Salvador, capital da próvíncia portuguesa do Brasil. Traziam quinhentos canhões e três mil e cem homens, quase todos protestantes ou hebreus. Frente a tal poderio bélico, resistir aos que os jesuítas chamavam de hereges acabou se mostrando inútil. Liderados pelo bispo Dom Marcos Teixeira, a população local fugiu. Ficaram na cidade apenas o governador, sua família, três auxiliares e um morador de idade avançada, que se recusara a partir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMBHOFh381I/AAAAAAAAAkA/mSZ-Sby_pJo/s1600/invasao+holandesa+em+olinda+1630.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="161" src="http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMBHOFh381I/AAAAAAAAAkA/mSZ-Sby_pJo/s200/invasao+holandesa+em+olinda+1630.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O velho recebeu os invasores à bala e acabou morto. Os holandeses colocaram o governador português e os demais funcionários sob custódia, se estabeleceram na cidade, explicaram suas intenções e convidaram o povo da Bahia a retornar às suas casas e conviver em paz com eles. Contrariando o bispo, a maioria voltou. Já uns poucos, capitaneados por um espanhol, escolheram combater os holandeses em luta de guerrilha.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;“Van Dorth” de Aydano Roriz &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pelo texto de Aydano Roriz, ao que tudo indica, não se tratava de uma invasão pura e simples, com exércitos enviados de uma nação à outra sem um escopo bem definido ou priva de significado, interessada apenas em pilhagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O certo é que o breve período em que os holandeses ocuparam as terras que hoje correspondem ao nordeste do Brasil, determinou um notável avanço naquela região. Não somente nas atividades comerciais marítimas, suas contribuições foram também notavelmente significativas na cultura, na ciência e na tecnologia. Esse parece ter sido também um período confuso nas tratativas políticas e sociais entre as três nações (Portugal, Espanha e Holanda), e que durou de 1624 a 1654. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar da forte oposição lusitana, os holandeses não desistiam em tentar estabelecer na região, a sua própria colônia. Na verdade, foram três as oportunidades em que procuraram firmar sua presença na terra do pau-Brasil. Duas dessas tentativas se deram na Bahia, nos anos de 1624 e 1638; a outra, até certo ponto bem sucedida, teve lugar em Pernambuco, em 1630. Essas localidades foram os principais marcos definidos pelos holandeses en terras brasileiras. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para a ocupação dessas terras, a Holanda se serviu dos interesses econômicos de uma empresa nacional que pretendia o privilégio de comercializar na América e África, à semelhança do que já fazia no Oriente. Conhecida como West-Indische Compagnie (W.I.C), originalmente em holandês denominada Geoctroyeerde West-Indische Compangnie ou simplesmente G.W.C, Companhia Privilegiada (licenciada ao comércio) das Índias Ocidentais, essa empresa de iniciativa privada intencionava ocupar uma região maior das terras luso-espanholas das Américas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com o privilégio de exploração por 24 anos, logo reuniram os recursos, cuja cifra se aproximou de sete milhões de guilders, dos quais 2.846.582 guilders vieram de investidores que viviam em Amsterdam. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMBMVyyHj7I/AAAAAAAAAkE/_JMnn9e66pM/s1600/indias.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMBMVyyHj7I/AAAAAAAAAkE/_JMnn9e66pM/s320/indias.jpg" width="160" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A idéia dessa iniciativa surgiu durante as reuniões do conselho dessa Companhia, o que provavelmente fez parte de um plano maior apresentado aos Estados Gerais da União dos Países Paixos. Visto que, após a incorporação de Portugal à Coroa de Castela em 1580, os holandeses sentiram-se prejudicados e ameaçados - uma vez que cidades como Lisboa, Porto e Viena suspenderam seu comércio de produtos exóticos, madeira, tabaco e açúcar - passaram, então, a atacar os domínios da coroa espanhola, na África e no Novo Mundo, priorizando o contato direto com fontes produtoras na América. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A intenção inicial da W.I.C não priorizava a exploração das plantações de açúcar no Brazil. A Companhia das Índias Ocidentais preparou uma esquadra de 26 navios com 1400 marinheiros e 1700 soldados que, sob o comando do almirante Jacob Willekens dirige-se ao Brasil e, em 1624, invade a Bahia. No porto, encontravam-se 15 navios portugueses, dos quais 7 forão destruídos e 8&amp;nbsp; tomados pelos holandeses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governador Diogo Mendonça Furtado é posto sob custódia, assumindo o governo local, o Coronel Johan van Dorth, posteriormente assassinado em uma emboscada em 17 de junho de 1624. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confiantes de que tal operação havia confirmado seu domínio no Brasil, em São Salvador na Bahia, a esquadra partiu. No fim de Julho de 1624 o almirante Jacob Willekens retorna à Holanda. Em 5 de agosto de 1624 , o vice-almirante Pieter Pieterszoon Heyn ou Piet Heyn se dirige para Angola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Angola Piet Heyn parte em Fevereiro de 1625 para retornar ao Brasil. Em 3 de Março de 1625 o conselho dos oficiais navais havia decidido retornar à província do Espírito Santo, com intuito de verificar a possibilidade de tomarem posse do local. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 13 de Março de 1625, Piet Heyn desembarca ali com 250 homens, porém, é vigorosamente repelido pela população local e pelas tropas de Salvador Corrêa de Sá no comando de 250 homens brancos e índios em quatro canoas e uma caravela que seu pai Martim de Sá, governador do Rio de janeiro, mandara em seu auxílio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Derrotado, um imediato do almirante Jacob Willekens, que atacara a Bahia, foi enviado para o Caribe para atacar vários pontos da costa americana, mais precisamente o México (Nova Hispania). Em 1628 Piet Heyn estava liderando uma frota de 20 grandes navios e 11 yachts. Em Setembro, sua frota havia tomado cerca de 15 navios mercantes espanhóis em Matanzas Bay, apossando-se&amp;nbsp; da prata que ia do México para Espanha, num montante em torno de 13 a 14 milhões de guilders, dos quais cerca de 7 milhões de guilders em prata. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse montante foi fundamental para preparar a expedição que objetivava o retorno ao Brasil com a conquista de Pernambuco. Ainda, na Bahia, organiza-se uma resistência que poria fim ao domínio holandês na região, pelo período de aproximadamente 1 ano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras tentativas como a de Pieter Pieterszoon Heyen de 1627 que saqueou o Recôncavo baiano se seguiram, o que estimulou a W.I.C. em promover novos ataques contra os portugueses. Porém a companhia encontrava-se sem fundos, e dessa forma não se arriscaria a outra grande expedição, com tropas de desembarque se não houvesse um reforço financeiro, o que só ocorreu graças a uma vitória naval, promovida pela frota de Piet Heyn, contra D. Juan Benevides, o que rendeu aos holandeses um montante de aproximadamente nove milhões de ducados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As riquezas naturais da Capitania de Pernambuco (Zuikerland - Terra do açúcar) no início do séc. XVII já eram bastante conhecidas pelas grandes potências da época. Os Países Baixos necessitavam do açúcar que era produzido no Brasil, cuja produção de 121 engenhos, somente&amp;nbsp;&amp;nbsp; em Pernambuco, despertou o interesse dos diretores da Companhia que, com o apoio da Inglaterra e França, rancorosos inimigos da Espanha mandaram armar uma extraordinária esquadra de 67 navios e 7.280 homens dos quais 2.325 eram soldados e 2515 marinheiros, sob comando do almirante Hendrick Corneliszoon Lonck. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 15 de fevereiro de 1630, inicia-se a operação comandada pelo almirante Lonck.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_1663043589"&gt;→&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cccccc;"&gt;&lt;u&gt;&lt;a href="http://numismaticabentes.blogspot.com/2010/10/as-primeiras-moedas-brasileiras-2-parte.html"&gt;...continua...clique aqui&lt;/a&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4048392998491244915-7553439708250881037?l=numismaticabentes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/feeds/7553439708250881037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2010/10/as-primeiras-moedas-brasileiras.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/7553439708250881037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/7553439708250881037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2010/10/as-primeiras-moedas-brasileiras.html' title='As primeiras moedas brasileiras - 1ª Parte'/><author><name>Numismatica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00777710822743300087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMB6SbT-k4I/AAAAAAAAAkY/_jVCRCEFThY/S220/blog.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMBGj5qWm-I/AAAAAAAAAj8/b1eYUuR9tkQ/s72-c/Alonso_S%C3%A1nchez_Coello_002b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4048392998491244915.post-7458250902126363606</id><published>2010-09-11T21:00:00.009+02:00</published><updated>2010-10-31T21:23:16.534+01:00</updated><title type='text'>Os 960 Réis - Introdução</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 29px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: auto;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R3auK4JaQHI/AAAAAAAAAFY/-htNcZYjrRQ/s1600-h/Nuova+immagine+(4).png" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="200" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5149494725838520434" src="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R3auK4JaQHI/AAAAAAAAAFY/-htNcZYjrRQ/s200/Nuova+immagine+(4).png" style="display: block; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: 0px; text-align: center;" width="108" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;D. João nasceu em Lisboa em 13 de Maio de 1767 tendo sido batizado como João Maria José Francisco Xavier de Paula Luís Antônio Domingos Rafael de Bragança. Segundo filho de D. Maria I e de D. Pedro III (tio desta), tornou-se herdeiro da coroa como Príncipe do Brasil e 21º Duque de Bragança após a morte do irmão mais velho José (Duque de Bragança em 11 de setembro de 1788), vitimado pela varíola. Viu-se obrigado a assumir o governo ainda muito jovem, à idade de 25 anos (10 de Fevereiro de 1792) devido à doença da rainha mae. Foi sucessivamente Duque de Bragança, Príncipe do Brasil, Príncipe Regente de Portugal, Príncipe Real do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, Rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, Rei de Portugal e Imperador Titular do Brasil. A partir de 15 de Julho de 1799, assume o governo na qualidade de Príncipe Regente, até a morte de sua mãe. Em 16 de dezembro de 1815 foi Príncipe Regente do Reino Unido de Portugal, Brasil e dos Algarves.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R3av14JaQII/AAAAAAAAAFg/iBsglnQx2H8/s1600-h/Nuova+immagine+(3).png" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5149496564084523138" src="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R3av14JaQII/AAAAAAAAAFg/iBsglnQx2H8/s400/Nuova+immagine+(3).png" style="float: left; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; margin-top: 0px;" /&gt;&lt;/a&gt;A guerra do Rossilhão (1793), a guerra com a Espanha e o desastroso tratado de paz de Badajoz, marcaram os primeiros tempos de regência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1793, aliou-se à Espanha no combate à Revolução Francesa, que ameaçava todas as monarquias européias. Em 1801, Napoleão, que reiniciara a luta contra a Inglaterra, e procurava aliados, convenceu a Espanha a atacar Portugal e D. João, não tendo condições de enfrentá-la, pediu a paz, prometendo fechar seus portos à Inglaterra. Contudo, a economia portuguesa estava profundamente ligada a este país e também corria o risco de ver seus portos bloqueados pela poderosa armada inglesa. Ao mesmo tempo, Carlota Joaquina, fiel às suas origens espanholas, conspirava na corte portuguesa planejando, inclusive, tomar a regência a D. João que tentava ganhar tempo. Porém, em 1806, Napoleão I fez um ultimato: ou fechava os portos à Inglaterra ou a França invadiria Portugal. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R3a6FoJaQLI/AAAAAAAAAF4/XvHig6jMk_4/s1600-h/Nuova+immagine+(5).png"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5149507829783740594" src="http://1.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R3a6FoJaQLI/AAAAAAAAAF4/XvHig6jMk_4/s400/Nuova+immagine+(5).png" style="cursor: hand; float: left; margin: 0px 10px 10px 0px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1807, Napoleão assina com a Espanha um tratado que suprimia o Reino de Portugal do mapa político da Europa, dividindo o território português em três estados que seriam “dados” ao Rei da Etrúria, ao Príncipe da Paz, ficando a França com o terceiro. Nesse ano, um exército comandado por Junot invadiu Portugal.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;D. João decide então a saída da família real para o Brasil, escapando à invasão napoleônica e ao perigo que representava para a manutenção da autonomia portuguesa. O desejo de manter o Brasil em poder de Portugal, o fez ainda mais dependente em relação à Inglaterra, com a imposição da abertura dos portos brasileiros ao comércio internacional e o tratado Luso-Britânico de 1810, desastroso para a economia portuguesa.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Embarcaram para o Brasil a rainha D. Maria I, D. João, sua esposa D. Carlota Joaquina, seus filhos D. Pedro e D. Miguel, , suas filhas as infantas Maria Teresa de Bragança, Maria Isabel de Bragança, Maria da Assunção de Bragança, Isabel Maria de Bragança, Maria Francisca de Assis e Ana de Jesus Maria de Bragança e ainda as infantas D. Maria Ana Francisca e a viúva D. Maria Francisca Benedita, irmãs da Rainha, e o infante Pedro Carlos da Espanha, além de praticamente toda a corte, fidalgos e nobres.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 22 de Janeiro de 1808, D. João chegou com sua corte a Salvador. Diante das disputas entre a Inglaterra e a França, pensando poder estabelecer a paz, chegou a oferecer seu filho D. Pedro de apenas nove anos em casamento com a sobrinha do monarca francês, nao obtendo sucesso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na Bahia em 28 de Janeiro de 1808 decretou a abertura dos portos brasileiros às nações amigas&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R3a3R4JaQKI/AAAAAAAAAFw/Py60s0amaMI/s1600-h/ph_principes%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5149504741702254754" src="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R3a3R4JaQKI/AAAAAAAAAFw/Py60s0amaMI/s400/ph_principes%5B1%5D.jpg" style="cursor: pointer; float: right; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(entre as quais, evidentemente, a Inglaterra). Aconselhado por José da Silva Lisboa, que mais tarde torna-se-ia o Visconde de Cairu, decretou a abertura dos portos brasileiros, pondo fim ao Pacto Colonial. Foi o ato que mais celebrizou seu governo na América portuguesa. A Inglaterra foi a maior beneficiada pois em 1810 foi assinado o tratado de comércio e navegação que fixava em 15% a taxa alfandegária sobre produtos ingleses vendidos para o Brasil. Um grande privilégio, já que os demais países pagavam uma taxa de 24% e Portugal 16%. Somente em 1816 igualaram-se as taxas inglesa e portuguesa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em março, D. João transferiu-se para o Rio de Janeiro, transformando a cidade em sede da Monarquia. Ali formou o seu Ministério, aboliu a proibição da criação de indústrias, atacou e ocupou a Guiana Francesa, fundou escolas, bibliotecas, etc. Enquanto isso, na Europa, Napoleão destituia o rei de Espanha e em seu lugar colocava José Bonaparte, seu irmão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Um pouco de História.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R3a2coJaQJI/AAAAAAAAAFo/_AXRfWSgtpM/s1600-h/Embarque_da_fam%25C3%25ADlia_real%5B1%5D.jpg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="240" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5149503826874220690" src="http://1.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R3a2coJaQJI/AAAAAAAAAFo/_AXRfWSgtpM/s320/Embarque_da_fam%25C3%25ADlia_real%5B1%5D.jpg" style="float: left; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; margin-top: 0px;" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;A mudança da família real e da Corte portuguesa para o Brasil foi conseqüência da situação européia no início do século XIX. Naquela época, a Europa estava inteiramente dominada pelo imperador dos franceses, Napoleão Bonaparte que através de sua política expansionista, submetera a maior parte dos países europeus à dominação francesa. O principal inimigo de Napoleão era a Inglaterra, cuja poderosa armada o imperador não pudera vencer. Em 1806, Napoleão decretou o Bloqueio Continental, obrigando todas as nações da Europa continental a fecharem seus portos ao comércio inglês. Com essa medida, Napoleão pretendia enfraquecer a Inglaterra, privando-a de seus mercados consumidores e de suas fontes de abastecimento. Nessa época, Portugal era governado pelo Príncipe Regente Dom João, pois sua mãe, a Rainha Dona Maria I, sofria das faculdades mentais. Pressionado por Napoleão, que exigia o fechamento dos portos portugueses ao comércio inglês, e ao mesmo tempo pretendendo manter as relações com a Inglaterra, Dom João tentou adiar ao máximo uma decisão definitiva sobre o assunto.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se aderisse ao Bloqueio Continental, Portugal ficaria em condições extremamente difíceis, porque a economia portuguesa dependia basicamente da Inglaterra. Os ingleses eram os maiores fornecedores dos produtos manufaturados consumidos em Portugal e também os maiores compradores das mercadorias portuguesas e brasileiras. A Inglaterra, por sua vez, também não queria perder seu velho aliado, principalmente porque o Brasil representava um excelente mercado consumidor de seus produtos. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para resolver a situação de acordo com os interesses de seu país, o embaixador inglês em Lisboa, Lorde Percy Clinton Smith, Visconte de Strangford, conseguiu convencer Dom João a transferir-se com sua Corte para o Brasil. Desse modo, os ingleses garantiam o acesso ao mercado consumidor brasileiro.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A transferência da Corte era uma boa solução também para a família real, pois evitava a deposição da dinastia de Bragança pelas forças napoleônicas. O Tratado de Fontainebleau, estabelecido entre a França e a Espanha em outubro de 1807, apressou a decisão do Príncipe Regente Dom João a abandonar a metrópole. Por aquele tratado, Portugal e suas colônias, inclusive o Brasil, seriam repartidos entre a França e a Espanha. No dia 29 de novembro, Dom João e sua família, acompanhados por um séquito de 15.000 pessoas, partiram para o Brasil. No dia seguinte, as tropas francesas do general Junot invadiram Lisboa. Quatro navios britânicos escoltaram as embarcações portuguesas até o Brasil; parte da esquadra portuguesa aportou na Bahia e parte no Rio de Janeiro. A chegada de Dom João à Bahia, onde ficou pouco mais de um mês, ocorreu em 22 de janeiro de 1808. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5149514263644750018" src="http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R3a_8IJaQMI/AAAAAAAAAGA/MX6HySb_OQg/s400/imag070301%5B1%5D.jpg" style="cursor: hand; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Teve início, então, uma nova História do Brasil, pois a colônia foi a grande beneficiada com a transferência da Corte. A presença da administração real criou, pouco a pouco, condições para a futura emancipação política da colônia. Da Bahia, Dom João seguiu para o Rio de Janeiro. Ali, o alojamento da numerosa comitiva do príncipe causou grandes problemas. As melhores residências da cidade foram requisitadas para os altos funcionários da Corte, não sendo poucas as pessoas despejadas de suas casas para hospedar os recém-chegados.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Brasil ainda era uma colônia quando a Família Real desembarcou na Bahia, depois de quase 2 meses de exaustiva viagem. Esta chegada repentina de cerca 15.000 pessoas acostumadas com o luxo e o conforto da corte portuguesa, causou um aumento inesperado nas despesas da Colônia, agravando a já difícil situação em que se encontrava o Tesouro Real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;a href="http://numismaticabentes.blogspot.com/2007/12/960-ris-1-parte.html"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;→...continua...clique aqui&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4048392998491244915-7458250902126363606?l=numismaticabentes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/feeds/7458250902126363606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2007/12/os-960-ris-introduo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/7458250902126363606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/7458250902126363606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2007/12/os-960-ris-introduo.html' title='Os 960 Réis - Introdução'/><author><name>Numismatica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00777710822743300087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMB6SbT-k4I/AAAAAAAAAkY/_jVCRCEFThY/S220/blog.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R3auK4JaQHI/AAAAAAAAAFY/-htNcZYjrRQ/s72-c/Nuova+immagine+(4).png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4048392998491244915.post-4394728692244820687</id><published>2010-09-11T20:00:00.016+02:00</published><updated>2010-10-31T21:25:38.931+01:00</updated><title type='text'>960 Réis - 1ª Parte</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando D. João Príncipe Regente chegou ao Brasil em 1808, circulavam legalmente no país, moedas de ouro, prata e cobre. Entre as moedas de prata oficiais, circulavam os 80, 160, 320 e 640 Réis(*¹). Também circulavam nessa época, uma grande variedade de moedas estrangeiras de prata. Essas moedas que circulavam livremente, eram originárias da Espanha e de suas colônias americanas (Bolívia, Peru, Chile, Argentina, México e Guatemala) e possuíam um diâmetro que variava de 37 a 42 mm. Pesavam em torno de 27 gramas e o seu teor de prata era, em geral, de 896 a 917 partes por 1000. Conhecidas como Pesos Espanhóis, as moedas hispano-americanas e metropolitanas de 8 Reales circulavam valendo de 320 Réis a princípio, a 750 Réis quando foi proibida a sua circulação pelo Alvará de 01 de Setembro de 1808 Réis(*²) . A partir desta data, a Coroa determinou que os 8 Reales fossem recolhidos e com o Aviso de 9 de novembro de 1808 ordenou que fossem enviados às 4 casas de fundição de MINAS GERAIS (Vila Rica, Sabará, Serro Frio e Rio das Mortes), 24 pares de cunhos com as Armas Reais para a carimbagem dos Pesos Espanhóis, divididos em 6 pares para cada uma das 4 casas de fundição. Foram enviados inicialmente (novembro de 1808) 70.137 pesos à Junta de Fazenda de Minas Gerais que depois de carimbados, deveriam ser empregados no resgate dos outros cuja circulação havia sido proibida. Em junho de 1809 houve autorização para compra de 100.000 pesos, ao preço unitário de 800 réis, para serem remetidos às províncias de Goiás, Mato Grosso e São Paulo para que nestes locais fossem aplicadas as determinações do Alvará de outubro de 1808, o que indica que, provavelmete, a carimbagem não se restringiu apenas à província de Minas Gerais. O “Carimbo de Minas” tinha o carater de moeda regional, devendo circular exclusivamente na Provincia de Minas Gerais e nao se sabe, com certeza, se houve remessa de pesos ou de cunhos para outras províncias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R3flKIJaQNI/AAAAAAAAAGI/jWw4khEzjcc/s1600-h/Nuova+immagine+(1).bmp"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5149836661069856978" src="http://4.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R3flKIJaQNI/AAAAAAAAAGI/jWw4khEzjcc/s400/Nuova+immagine+(1).bmp" style="cursor: hand; float: left; margin: 0px 10px 10px 0px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Surgia assim a contramarca bifacial e circular, de aproximadamente 17mm de diâmetro, e limitada por uma cercadura de traços radiais, tendo no anverso o escudo português encimado pela Coroa Real arrematada por cruz latina singela, ladeado por dois ramos frutificados de louro que se cruzam na parte inferior onde, sob o cruzamento dos ramos, lê-se o valor 960 .&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em novembro de 1809 foi criada a moeda de “três patacas” ou “patacão” (960 réis), pondo-se fim à aplicação da contramarca nos pesos espanhóis. Desta forma, podemos concluir que, desde a sua instituição em outubro de 1808 (partindo da remessa de cunhos em novembro do mesmo ano) até a criação da moeda de “ três patacas “, a aplicação da contramarca de 960 réis, mais conhecida como Carimbo de Minas, foi limitada ao período de novembro de 1808 a dezembro de 1809 (praticamente, um ano).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 180%;"&gt;O carimbo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É bi-facial, circular, tendo aproximadamente 17 mm de diâmetro, limitado por uma cercadura de traços radiais. Era aplicado de modo a que ANVERSO e REVERSO do carimbo correspondessem ao ANVERSO e REVERSO da moeda espanhola. Vinha geralmente aplicado na metade inferior desta, permitindo, na grande maioria dos casos, a leitura da data primitiva da moeda que recebia o carimbo. Por haverem sido contramarcadas pela primeira vez nas casas de fundição de Minas Gerais, essas moedas são hoje conhecidas como “CARIMBOS DE MINAS”.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TL7sJijsUZI/AAAAAAAAAiw/QQUW2kcSdxY/s1600/img081.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="205" src="http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TL7sJijsUZI/AAAAAAAAAiw/QQUW2kcSdxY/s400/img081.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;(*1) – Os 20 e 40 réis de prata haviam sido extintos, prevalecendo as moedas de cobre com estes valores.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;(*2) - Manoel Jacinto Nogueira da Gama, escrivão deputado da Junta da Fazenda e futuro Marquês de Baependi, em princípios de 1808, em ofício que dirigiu ao Ministro Dom Rodrigo de Souza Coutinho, Conde de Linhares, sugeriu a “... aplicação de um carimbo nos pesos espanhóis “, com o valor de 960 réis. A idéia foi bem aceita, tendo sido determinada a sua execução por Alvará de 1° de setembro de 1808. Um novo Alvará, com data de 8 de outubro do mesmo ano, determinava que em Minas Gerais não circulassem mais os pesos espanhóis sem a contra-marca e que nem mesmo fossem negociados como gênero de comércio. A partir de então, os pesos marcados com o carimbo de 960 réis passaram a circular como moeda provincial. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;(*3) – Pataca: Dizem alguns autores ser esta palavra derivada do árabe “ABUTACA”. Nesse idioma ela se apresenta como “PATAC“. Como “PATARD ou PATAR”, foi pequena moeda de cobre tendo curso em Flandres e na França, onde se empregou como sinônimo de “óbulo” para designar uma moeda sem valor. Alguns numismatas franceses dizem que PATAR pode ser uma corrupção de Peter, forma alemã de Pedro, porque o PATAR de Flandres tem sobre uma das faces a imagem do santo desse nome. Hoffman no seu livro das moedas reais da França até Louis XVI, descreve dois interessantes “PATARDS” de Louis XI ( 1461-1583 ). No Brasil, a palavra PATACA foi usada para caracterizar a moeda espanhola de 8 reales que a príncipio valia 320 réis. Ficou depois, no sistema provincial, como denominação da peça desse valor. ( Ensaios de Numismática e Ourivessaria – Mário Barata ). Pataca: Moeda brasileira de prata com o valor circulatório de 320 réis ( Glossário Numismático – Kurt Prober ) Patacão: Moeda portuguesa de cobre ( 10 réis ) de D. João II. Nome popular e mesmo oficial dado no Brasil à moeda de prata de 960 réis. Equivale a 3 patacas. ( Glossário Numismático – Kurt Prober ).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;ANVERSO DO CARIMBO&lt;/strong&gt;: Escudo português, encimado pela coroa real arrematada por cruz latina singela, ladeado por dois ramos frutificados de louro que se cruzam na parte inferior. No exergo, sob o cruzamento dos ramos, aparece o valor 960.&lt;/div&gt;&lt;img alt="" border="0" height="225" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5149854231781064962" src="http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R3f1I4JaQQI/AAAAAAAAAGg/KzfYearTELU/s400/Nuova+immagine.png" style="display: block; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: 0px; text-align: center;" width="400" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="display: inline !important; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="display: inline !important;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;strong&gt;REVERSO DO CARIMBO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;: Esfera armilar encimada por cruz latina singela e arrematada por um “pé”. Em média o diâmetro da esfera é de 11,5 mm havendo, ao seu redor, um largo campo liso. Quanto à posição, podemos dizer que o REVERSO é intencionalmente “direito”, embora seja frequente encontrá-lo com pequena inclinação.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5149854880321126674" src="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R3f1uoJaQRI/AAAAAAAAAGo/j9XkUB_kjAs/s400/Nuova+immagine+(1).png" style="cursor: hand; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;TIPOS DE CARIMBOS&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existem dois tipos de carimbos. Esta classificação é baseada no cunho de anverso do carimbo, basicamente caracterizado por um ponto ( ou a ausência deste ) no cruzamento das hastes dos ramos que se encontram logo acima do valor 960.&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R3f6VIJaQTI/AAAAAAAAAG4/JGbZ3S56YZU/s1600-h/Nuova+immagine+(2).png"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5149859939792601394" src="http://4.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R3f6VIJaQTI/AAAAAAAAAG4/JGbZ3S56YZU/s400/Nuova+immagine+(2).png" style="cursor: hand; float: right; margin: 0px 0px 10px 10px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1° TIPO&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;COM PONTO&lt;/em&gt; no cruzamento das hastes. Os ramos de louro têm 11 x 11 folhas e 5 x 5 frutos. Folhas: 5 externas; 5 internas e uma ao final do ramo Frutos: 2 externos e 3 internos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R3f944JaQVI/AAAAAAAAAHI/hwK1-PQi5Wc/s1600-h/Nuova+immagine+(3).png"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5149863852507808082" src="http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R3f944JaQVI/AAAAAAAAAHI/hwK1-PQi5Wc/s400/Nuova+immagine+(3).png" style="cursor: hand; float: right; margin: 0px 0px 10px 10px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2° TIPO&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;SEM PONTO&lt;/em&gt; no cruzamento das hastes. Os ramos de louro têm 17 x 17 folhas e 7 x 7 frutos. Folhas: 8 externas; 8 internas e uma ao final do ramo Frutos: 3 externos e 4 internos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A identificação do carimbo, por tipo, deve ser feita sempre pelo anverso, bastando para tanto, verificar se existe ou não o ponto no cruzamento das hastes, entre o escudo e o valor 960. É muito difícil uma falha de cunho atingir o ponto, mas se isto acontecer, resta como alternativa recorrer ao número de folhas e de frutos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;1° Tipo&lt;/strong&gt;: 11 x 11 folhas e 5 x 5 frutos &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;2° Tipo&lt;/strong&gt;: 17 x 17 folhas e 7 x 7 frutos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda é possível identificar os Carimbos de Minas por variantes. Esta classificação é feita através da combinação dos cunhos de reverso com os dois tipos de cunho de anverso e confirmada com a descrição completa dos carimbos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O primeiro estudo sobre o assunto foi realizado pelo numismata Kurt Prober, em 1947 em seu trabalho intitulado “Carimbos de Minas”, onde a numeraçao que atribuiu aos carimbos com a finalidade de classifica-los por variantes, revela-nos uma minuciosa atençao aos detalhes particulares dos exemplares estudados. Com isso, conseguiu demonstrar, inclusive que os cunhos foram usados depois em barras de ouro, o que possibilitou a determinaçao do local de aplicaçao de grande parte dos carimbos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desta forma, Kurt Prober conseguiu associar às casas de fundição, diversas variantes de cunho, perfazendo um total de 20 cunhos de anverso e 19 cunhos de reverso. São estes: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;• VILA RICA&lt;/strong&gt; - 3 cunhos de anverso e 1 cunho de reverso &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;• SABARA&lt;/strong&gt; - 1 cunho de anverso e 2 cunhos de reverso &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;• SERRO FRIO&lt;/strong&gt; - 8 cunhos de anverso e 7 cunhos de reverso &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;• INDEFINIDOS&lt;/strong&gt; - 8 cunhos de anverso e 9 cunhos de reverso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como foram abertos 24 pares de cunhos, de acordo com o estudo realizado por Prober restavam desconhecidos 4 cunhos de anverso e 5 cunhos de reverso. Estranhamente, a conclusao nos conduz a 8 cunhos de anverso e 7 cunhos de reverso atribuidos a Serro Frio, quando na verdade a informaçao que temos é a de que cada casa de fundiçao deveria rceber 6 pares de cunho (anverso e reverso). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O numismata Nogueira da Gama publicou, em 1961, um trabalho minucioso onde catalogou as variantes dos Carimbos de Minas, classificando-as segundo um criterio ao qual chamou de “formulas”. Em seu minucioso trabalho encontramos explicaçoes detalhadas de seu metodo para classificaçao dos Carimbos de Minas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quase tres anos depois, publicou um aditamento a este estudo (setembro de 1963), onde revela o surgimento de novas variantes, chegando a catalogar 22 anversos e 22 reversos. Classificando as variantes segundo o criterio “COM PONTO” e “SEM PONTO” no cruzamento das hastes, combinou estes 22 cunhos de anverso com os 22 de reverso, chegando a um total de 44 variantes. Em outras palavras : &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Anverso “&lt;strong&gt;COM PONTO&lt;/strong&gt;” – associado com 22 cunhos de reverso. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Anverso “&lt;strong&gt;SEM PONTO&lt;/strong&gt;” – associado com 22 cunhos de reverso. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Total: 44 variantes&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caso a classificaçao fosse feita seguindo o critério de combinar 24 cunhos de anverso com 24 cunhos de reverso e admitindo a hipotese de que todos poderiam combinar entre si, teriamos 576 variantes. Por isso, o criterio adotado é mais logico. Mesmo porque a possibilidade de todos se combinarem é muito remota, pois os 24 pares de cunhos nao foram enviados todos ao mesmo local, impossibilitando a combinaçao plena. Mesmo assim, levando em conta que estes foram remetidos a quatro provincias e em mesmo numero, poderiamos ter 6 anversos, cada um deles combinando com 6 reversos, o que possibilitaria 36 combinaçoes diversas em cada provincia, chegando a um total de 144 variantes. Adotando-se o método de combinar 2 variaçoes de anverso (com e sem ponto) com as variaçoes de reverso e considerando que cada provincia recebeu 6 cunhos, teriamos 12 variantes , em cada provincia, perfazendo um total de 48 variantes, sendo 24 de anverso “COM PONTO” e 24 de anverso “SEM PONTO”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://numismaticabentes.blogspot.com/2008/01/960-ris-2-parte.html"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;→...continua...clique aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4048392998491244915-4394728692244820687?l=numismaticabentes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/feeds/4394728692244820687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2007/12/960-ris-1-parte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/4394728692244820687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/4394728692244820687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2007/12/960-ris-1-parte.html' title='960 Réis - 1ª Parte'/><author><name>Numismatica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00777710822743300087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMB6SbT-k4I/AAAAAAAAAkY/_jVCRCEFThY/S220/blog.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R3flKIJaQNI/AAAAAAAAAGI/jWw4khEzjcc/s72-c/Nuova+immagine+(1).bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4048392998491244915.post-519977466993267106</id><published>2010-09-11T18:07:00.015+02:00</published><updated>2010-10-31T21:27:27.044+01:00</updated><title type='text'>960 Réis - 2ª Parte</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Outras contramarcas de 960 Réis&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-..-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;-Carimbo Mato Grosso &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;-Carimbo Cuyaba (escrito por extenso) &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;-Carimbo 960 com a letra C (Cuyaba) &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Carimbo Mato Grosso&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – Contramarca bifacial e circular de aproximadamente 17mm de diâmetro e limitado por uma cercadura de traços radiais, tendo no anverso o escudo Português encimado pela coroa real, arrematada por cruz latina singela. Possui legenda circular posicionada abaixo do escudo com os dizeres “MATO GROSSO”. Não possui o valor de 960 como nos “Carimbos de Minas”. Criado em conformidade com a Provisão Régia de 11 de abril de 1818 com a finalidade de carimbar, na casa de fundição de Vila Bela, as moedas hispano-americanas que circulavam naquela região. Quando esta contramarca foi criada, os “carimbos de Minas” já não mais existiam, pois nessa época já circulavam as moedas com “ cunhos plenos” de 960 Réis. Note que o carimbo MATO GROSSO surgiu 10 anos depois da criação dos famosos “Carimbos de Minas”. São raríssimos os exemplares em que se pode ler, nitidamente, a legenda MATO GROSSO. São conhecidos exemplares sobre CAROLUS III – POTOSI, FERDINANDO VII – POTOSI e sobre SOL ARGENTINO, todos igualmente raros.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151298710887088482" src="http://4.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R30W4oJaQWI/AAAAAAAAAHQ/1XK_OrDBhBY/s400/nuovo-1.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Carimbo Cuyaba&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – Contramarca bifacial e circular de aproximadamente 17mm de diâmetro, limitada por uma cercadura de traços radiais, tendo no anverso o escudo Português encimado pela coroa real, arrematada por cruz latina singela. Possui legenda circular posicionada abaixo do escudo com os dizeres CUYABA por extenso, com “Y” e sem acentuação gráfica. Este carimbo foi aplicado a partir do final do ano de 1820, sendo que os exemplares conhecidos das moedas hispano-americanas que receberam esta contramarca, figuram apenas os 8 Reales de Carolus IIII. Raríssimos são os exemplares em que a legenda CUYABA pode ser lida nitidamente. Dois belíssimos exemplares desta moeda que pertenciam à coleção Moura, sendo que em um deles lê-se perfeitamente a palavra CUYABA e no outro as letras CUYA (CUYABA com a letra A pouco visível e as letras B e A de BA, ilegíveis), foram leiloados em 1998 e hoje pertencem a um colecionador da cidade de Curitiba (Paraná). Igualmente raros são os carimbos CUYABA (completo ou incompleto), aplicados sobre o carimbo MATO GROSSO. Uma medida retaliativa, talvez, pois depois da casa de fundicão de Vila Bela (onde eram aplicados os carimbos MATO GROSSO) ter sido deslocada para a vila de Cuyaba, os cuiabanos decidiram (mesmo o carimbo não trazendo nenhuma alusão à cidade rival, Vila Bela) tirar de circulação os exemplares que tivessem recebido puncão em tal lugar, recarimbando assim com um carimbo novo – CUYABA - todas (ou quase) as peças com a escrita MATO GROSSO.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Carimbo 960 com a letra C&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – Contramarca bifacial e circular de aproximadamente 17mm de diâmetro, limitada por uma cercadura de traços radiais, tendo no anverso o valor 960, limitado abaixo pela letra C e acima pela coroa real arrematada por cruz latina singela, ladeado por dois ramos frutificados de louro que se cruzam na parte inferior. No reverso encontramos as armas do Reino Unido (escudo Português sobre esfera armilar). Este carimbo apresenta três variantes principais de cunho: 1)A letra ”C” sem pontos, 2)A letra “C.” com um ponto e 3)A letra “.C.” entre dois pontos. Os três tipos igualmente difíceis de serem encontrados, principalmente se em bom estado de conservação. Um caso à parte é o mesmo carimbo aplicado sobre carimbo de MATO GROSSO, considerado da mais alta raridade. E a causa da existência de tal variante e a mesma da peça CUYABA por extenso sobre MATO GROSSO.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151299286412706162" src="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R30XaIJaQXI/AAAAAAAAAHY/-MzvUefgbck/s400/nuovo-2.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;em&gt;Figura - Carimbo ".C." (com pontos) sobre moeda hispano - americana de 8 Reales de Carolus IIII. Moeda do acervo particular da coleção Bentes.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Reconhecendo a base.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dos fatores que irá determinar o grau de raridade dos “carimbos de Minas” é justamente a base em que as contramarcas foram aplicadas. Para isso devemos levar em consideração dois aspectos:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;1) As moedas que possuem o busto do soberano e&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2) as que não possuem o busto do soberano, conhecidas como colunários, ou mundos e mares. Em seguida vem a identificação da origem da moeda ou seja, a casa da moeda onde foi cunhada. Sendo assim, temos:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1) MOEDAS COM O BUSTO DO SOBERANO. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151300373039432066" src="http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R30YZYJaQYI/AAAAAAAAAHg/vGvm-ikPViM/s400/sob1.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt; &lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Figura - Moeda hispano-americana de 8 reales, com o busto do soberano (Carolus III, Carolus IV, Ferdinando VII, etc). &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Obs: Ainda existem moedas com o nome de um soberano e o busto de outro, como e o caso, por exemplo da moeda de Carlos IV, com o busto de Carlos III, ou Ferdinando VII, com o busto de Carlos IV (casa da moeda de Popayán). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;2) MOEDAS QUE NÃO POSSUEM O BUSTO DO SOBERANO ( COLUNÁRIOS ).&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151301335112106386" src="http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R30ZRYJaQZI/AAAAAAAAAHo/r2biCrYwbgM/s400/sob+2.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt; &lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Figura - Cunhadas durante o reinado de Carolus III, estas moedas possuem no anverso, a alegoria dos dois mundos cercados pelos dois pilares de Hércules, representando o estreito de Gibraltar (considerado o fim do mundo conhecido até então).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Identificado o tipo de moeda (busto ou colunário), o segundo passo e determinar a casa da moeda em que a base foi cunhada. Isto se faz, identificando a letra monetaria. Na moeda do tipo busto, a letra monetária encontra-se na legenda de reverso, entre “REX” e “8R”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151301790378639778" src="http://1.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R30Zr4JaQaI/AAAAAAAAAHw/bWXxv-QAhQg/s400/Carimbo+Minas.JPG" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Figura - No detalhe, podemos identificar a letra monetária da Casa da Moeda de Potosi. Sendo assim, podemos classificar esta base como sendo um 8 Reales, Carolus IIII de Potosi. Acervo particular coleção Bentes.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151302322954584498" src="http://1.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R30aK4JaQbI/AAAAAAAAAH4/IsRwIZFHyj8/s400/Nuova+immagine.bmp" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt; &lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Figura - No detalhe, podemos identificar a letra monetária da Casa da Moeda de Santiago. Sendo assim, podemos classificar esta base como sendo um 8 Reales, Carolus IIII de Santiago. Acervo particular coleção Bentes &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Obs:&lt;/strong&gt; Os Carimbos de Minas sobre moeda de Santiago, são sempre raros, sendo raríssimo se o soberano for Carolus III. Sobre moeda de Potosi são comuns, em se tratando de Carolus IIII. Todavia, os Carimbos de Minas sobre Potosi de Carolus III são raros e sobre os Colunários, raríssimos. Os carimbos de Minas sobre Carolus IV e Ferdinando VII, são extremamente raros. Mais adiante, isto será explicado de forma mais abrangente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já, na moeda de “COLUNÁRIO”, a letra monetária localiza-se no anverso, onde se encontram os dois mundos e as colunas de Hércules. A marca situa-se na legenda, entre florões, posicionada à direita e também à esquerda da data. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;A marca M° identifica a casa da moeda da Ciudad del Mexico. (A marca M localiza-se na orla,junto a data). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151303306502095298" src="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R30bEIJaQcI/AAAAAAAAAIA/v0v_Xw9YrC4/s400/Nuova+immagine+%282%29.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt; &lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Figura - Sendo assim, podemos identificar esta base como sendo um “8 Reales COLUNÁRIO, MÉXICO”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Nota&lt;/strong&gt;: As moedas de COLUNÁRIO com contramarcas de 960 Réis são, em geral, mais raras que as outras moedas hispano-americanas com o mesmo carimbo. Porém existem algumas extremamente raras cujo carimbo não foi aplicado sobre moeda de Colunário. É o caso, por exemplo,do carimbo de 960 Réis aplicado sobre 8 reales de Ferdinando VII, que é raríssimo (são conhecidas apenas 4 Carimbos de Minas, aplicados sobre moeda de Ferdinando VII).&lt;/div&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151303976516993490" src="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R30brIJaQdI/AAAAAAAAAII/SK4kLeAkcj0/s400/Nuova+immagine+%2831%29.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Figura - Carimbo de Minas sobre moeda hispano-americana de 8 Reales FERDIN VII 1809 México (da mais alta raridade).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;As marcas que identificam as casas da moeda são as seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151304607877186018" src="http://1.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R30cP4JaQeI/AAAAAAAAAIQ/FAtOJYMrNvo/s400/Nuova+immagine+%2821%29.png" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existe também (figura a seguir) a marca LM (Lima) sobre 8 reales colunário. Porém, até o momento, não são conhecidos Carimbos de Minas aplicados sobre esta moeda.&lt;/div&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151305011604111858" src="http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R30cnYJaQfI/AAAAAAAAAIY/FsxyrnKWFJE/s400/Nuova+immagine+%284%29.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Avaliação.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;O grau de raridade dessas moedas deve-se, em primeiro lugar, à moeda que recebeu a contramarca (moeda base). Em seguida ao estado de conservação da contramarca e por último ao estado de conservação da moeda base. É conveniente esclarecer que as moedas que serviram de base à aplicação dessas contramarcas, via de regra, não são raras.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A combinação da contramarca de 960 Réis com um determinado tipo de base é que constitue a raridade, o que irá, a princípio, estabelecer o valor da moeda. É lógico que se dois carimbos aplicados em bases idênticas, possuem o mesmo estado de conservação, a valorização dar-se-á em função do estado de conservação da base. Sendo assim, o preço máximo para um determinado carimbo será fixado para a moeda que possuir carimbo flor de cunho sobre base flor de cunho. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os valores a seguir se referem ao estado de conservação dos carimbos. Valores. Obs: Os valores são dados em EUROS e para o estado de conservação Extremely Fine (quase bela). Na classificação brasileira seria soberba. Deve-se acrescentar 50% a este valor caso a base, e também o carimbo, sejam flor de cunho (classificação soberba, para Portugal). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nota: Os valores são aqueles entendidos pela Numismática Bentes e apurados através da nossa experiência em comercializar com estas moedas. Trata-se do preço máximo, final para o colecionador. Alguns leilões superam esta expectativa, devido à raridade da moeda, seu estado de conservação e o interesse dos participantes. Desta forma, estas moedas podem atingir valores maiores (ou menores) do que aqueles expostos pela nossa avaliação. Porém, via de regra, os preços se mantém nesta faixa, variando em torno de 10%, para mais ou para menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="4" cellspacing="0" style="width: 606px;"&gt;&lt;colgroup&gt;&lt;col width="313"&gt;&lt;/col&gt;  &lt;col width="277"&gt;&lt;/col&gt;  &lt;/colgroup&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;   &lt;td colspan="2" valign="TOP" width="598"&gt;&lt;div align="CENTER" style="font-style: normal; orphans: 2; widows: 2;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;b&gt;CARIMBO    DE MINAS - VALORES&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;   &lt;td bgcolor="#e6e6e6" colspan="2" valign="TOP" width="598"&gt;&lt;div align="CENTER" style="orphans: 2; widows: 2;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;1)    SOBRE 8 REALES COLUNÁRIO&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr valign="TOP"&gt;   &lt;td width="313"&gt;&lt;div style="font-style: normal; font-weight: normal; orphans: 2; widows: 2;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;1a) MÉXICO    (Colunário)....................................&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td width="277"&gt;&lt;div style="font-style: normal; font-weight: normal; orphans: 2; widows: 2;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;RRRRR&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;   &lt;td bgcolor="#cccccc" colspan="2" valign="TOP" width="598"&gt;&lt;div align="CENTER" style="orphans: 2; widows: 2;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;2)    SOBRE 8 REALES DE CAROLUS III&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr valign="TOP"&gt;   &lt;td width="313"&gt;&lt;div style="font-style: normal; font-weight: normal; orphans: 2; widows: 2;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;2a)    POTOSI..........................................................&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td sdnum="1040;0;[$€-410] #.##0,00;[RED]-[$€-410] #.##0,00" sdval="1400" width="277"&gt;&lt;div style="font-style: normal; font-weight: normal; orphans: 2; widows: 2;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;€ &lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;1.400,00&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr valign="TOP"&gt;   &lt;td width="313"&gt;&lt;div style="font-style: normal; font-weight: normal; orphans: 2; widows: 2;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;2b)    MÉXICO........................................................&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td sdnum="1040;0;[$€-410] #.##0,00;[RED]-[$€-410] #.##0,00" sdval="2000" width="277"&gt;&lt;div style="font-style: normal; font-weight: normal; orphans: 2; widows: 2;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;€ &lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;2.000,00&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr valign="TOP"&gt;   &lt;td width="313"&gt;&lt;div style="font-style: normal; font-weight: normal; orphans: 2; widows: 2;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;2c)    LIMA..............................................................&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td sdnum="1040;0;[$€-410] #.##0,00;[RED]-[$€-410] #.##0,00" sdval="1800" width="277"&gt;&lt;div style="font-style: normal; font-weight: normal; orphans: 2; widows: 2;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;€ &lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;1.800,00&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr valign="TOP"&gt;   &lt;td width="313"&gt;&lt;div style="font-style: normal; font-weight: normal; orphans: 2; widows: 2;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;2d)    SANTIAGO...................................................&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td sdnum="1040;0;[$€-410] #.##0,00;[RED]-[$€-410] #.##0,00" sdval="2500" width="277"&gt;&lt;div style="font-style: normal; font-weight: normal; orphans: 2; widows: 2;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;€ &lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;2.500,00&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;   &lt;td bgcolor="#cccccc" colspan="2" valign="TOP" width="598"&gt;&lt;div align="CENTER" style="orphans: 2; widows: 2;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;3)    CAROLUS IV&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr valign="TOP"&gt;   &lt;td width="313"&gt;&lt;div style="font-style: normal; font-weight: normal; orphans: 2; widows: 2;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;3a)    POTOSI..........................................................&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td sdnum="1040;0;[$€-410] #.##0,00;[RED]-[$€-410] #.##0,00" sdval="1800" width="277"&gt;&lt;div style="font-style: normal; font-weight: normal; orphans: 2; widows: 2;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;€ &lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;1.800,00&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr valign="TOP"&gt;   &lt;td width="313"&gt;&lt;div style="font-style: normal; font-weight: normal; orphans: 2; widows: 2;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;3b)    MÉXICO........................................................&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td sdnum="1040;0;[$€-410] #.##0,00;[RED]-[$€-410] #.##0,00" sdval="2000" width="277"&gt;&lt;div style="font-style: normal; font-weight: normal; orphans: 2; widows: 2;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;€ &lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;2.000,00&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr valign="TOP"&gt;   &lt;td width="313"&gt;&lt;div style="font-style: normal; font-weight: normal; orphans: 2; widows: 2;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;3c)    LIMA..............................................................&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td sdnum="1040;0;[$€-410] #.##0,00;[RED]-[$€-410] #.##0,00" sdval="2500" width="277"&gt;&lt;div style="font-style: normal; font-weight: normal; orphans: 2; widows: 2;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;€ &lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;2.500,00&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr valign="TOP"&gt;   &lt;td width="313"&gt;&lt;div style="font-style: normal; font-weight: normal; orphans: 2; widows: 2;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;3d)    SANTIAGO...................................................&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td width="277"&gt;&lt;div style="font-style: normal; font-weight: normal; orphans: 2; widows: 2;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;RRRR&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;   &lt;td bgcolor="#cccccc" colspan="2" valign="TOP" width="598"&gt;&lt;div align="CENTER" style="orphans: 2; widows: 2;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;4)    CAROLUS IIII&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr valign="TOP"&gt;   &lt;td width="313"&gt;&lt;div style="font-style: normal; font-weight: normal; orphans: 2; widows: 2;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;4a)    POTOSI..........................................................&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td sdnum="1040;0;[$€-410] #.##0,00;[RED]-[$€-410] #.##0,00" sdval="250" width="277"&gt;&lt;div style="font-style: normal; font-weight: normal; orphans: 2; widows: 2;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;€ &lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;250,00&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr valign="TOP"&gt;   &lt;td width="313"&gt;&lt;div style="font-style: normal; font-weight: normal; orphans: 2; widows: 2;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;4b)    MÉXICO........................................................&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td sdnum="1040;0;[$€-410] #.##0,00;[RED]-[$€-410] #.##0,00" sdval="1000" width="277"&gt;&lt;div style="font-style: normal; font-weight: normal; orphans: 2; widows: 2;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;€ &lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;1.000,00&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr valign="TOP"&gt;   &lt;td width="313"&gt;&lt;div style="font-style: normal; font-weight: normal; orphans: 2; widows: 2;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;4c)    LIMA..............................................................&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td sdnum="1040;0;[$€-410] #.##0,00;[RED]-[$€-410] #.##0,00" sdval="450" width="277"&gt;&lt;div style="font-style: normal; font-weight: normal; orphans: 2; widows: 2;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;€ &lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;450,00&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr valign="TOP"&gt;   &lt;td width="313"&gt;&lt;div style="font-style: normal; font-weight: normal; orphans: 2; widows: 2;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;4d)    SANTIAGO...................................................&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td sdnum="1040;0;[$€-410] #.##0,00;[RED]-[$€-410] #.##0,00" sdval="800" width="277"&gt;&lt;div style="font-style: normal; font-weight: normal; orphans: 2; widows: 2;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;€ &lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;800,00&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr valign="TOP"&gt;   &lt;td width="313"&gt;&lt;div style="orphans: 2; widows: 2;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;5)    FERDIN VII.....................................................&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td width="277"&gt;&lt;div style="orphans: 2; widows: 2;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;RRRRR    - &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Da    mais alta raridade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;   &lt;td bgcolor="#cccccc" colspan="2" valign="TOP" width="598"&gt;&lt;div align="CENTER" style="orphans: 2; widows: 2;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Outros    Carimbos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr valign="TOP"&gt;   &lt;td width="313"&gt;&lt;div style="font-style: normal; font-weight: normal; orphans: 2; widows: 2;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;1) MATO    GROSSO.............................................&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td sdnum="1040;0;[$€-410] #.##0,00;[RED]-[$€-410] #.##0,00" sdval="7000" width="277"&gt;&lt;div style="font-style: normal; font-weight: normal; orphans: 2; widows: 2;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;€ &lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;7.000,00&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr valign="TOP"&gt;   &lt;td width="313"&gt;&lt;div style="font-style: normal; font-weight: normal; orphans: 2; widows: 2;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;2)    CUYABA.........................................................&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td width="277"&gt;&lt;div style="font-style: normal; font-weight: normal; orphans: 2; widows: 2;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;€ &lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;15.000    (CUYABA visível)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr valign="TOP"&gt;   &lt;td width="313"&gt;&lt;div style="font-style: normal; font-weight: normal; orphans: 2; widows: 2;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;3)    CUYABA.........................................................&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td width="277"&gt;&lt;div style="font-style: normal; font-weight: normal; orphans: 2; widows: 2;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;€ &lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;10.000    (quando visível parte do nome)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr valign="TOP"&gt;   &lt;td width="313"&gt;&lt;div style="font-style: normal; font-weight: normal; orphans: 2; widows: 2;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;4) CARIMBO    "C"................................................&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td sdnum="1040;0;[$€-410] #.##0,00;[RED]-[$€-410] #.##0,00" sdval="3000" width="277"&gt;&lt;div style="font-style: normal; font-weight: normal; orphans: 2; widows: 2;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;€ &lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;3.000,00&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr valign="TOP"&gt;   &lt;td width="313"&gt;&lt;div style="font-style: normal; font-weight: normal; orphans: 2; widows: 2;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;5) CARIMBO "C"    S/MATO GROSSO................&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td width="277"&gt;&lt;div style="font-style: normal; font-weight: normal; orphans: 2; widows: 2;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;RRRRR&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: auto;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;As MOEDAS de 960 Réis.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;Os “carimbos de Minas” (contramarcas de 960 Réis) foram os precursores dessas moedas que circularam de 1810 a 1834 com o objetivo principal de por um fim a circulaçao de moeda estrangeira de prata no pais. Na época, os pesos espanhóis, como eram conhecidos, circulavam livremente no Brasil, sendo aceitos como moeda corrente. Essas moedas, oriundas da Espanha e de suas colonias americanas, começaram a ser nacionalizadas a partir de 1808 quando receberam a contramarca de 960 Réis (Carimbos de Minas) que a seguir foi substituida pela cunhagem no mesmo valor (960 Réis), o que foi feito nas Casas da Moeda do Rio de Janeiro, Bahia e também na Casa de Fundiçao de Vila Rica em Minas. Foi cunhada em tres períodos distintos, a saber:&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;1)Colônia (1810 a 1818), &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2)Reino Unido (1819 a 1822) e &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3)Império (1823 a 1834), &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;sendo que, no Reinado de D. Pedro II, nos anos de 1832, 1833 e 1834, passaram a ser cunhadas em discos proprios e nao mais recunhadas sobre "pesos espanhois". &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diferentemente das contramarcas de 960 Réis que foram aplicadas apenas em moedas hispano-americanas, as cunhagens dos 960 Réis nao obedeciam, à risca, a determinação de cunhar apenas os pesos espanhóis. Como o processo praticamente tornava invisível os traços da moeda base, qualquer moeda de prata que se assemelhava, em tamanho e peso ,a um peso espanhol, entrava no processo de cunhagem. Dessa forma, temos 960 Réis cunhados sobre moeda Francesa, Italiana, Holandesa, Austríaca, Inglesa e até Norte-americana, além de outras. Como exemplo, temos 960 Réis cunhados sobre 5 Francos Franceses de Napoleão, sobre 2 ½ Gulden Holandes, sobre Ducatone di Napoli e sobre 1 Dolar Norte-americano (Draped Bust Type – Heraldic Eagle de 1799). Algumas moedas Hispano-americanas que haviam recebido o “Carimbo de Minas”, também foram cunhadas, deixando visíveis os vestígios da contramarca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://numismaticabentes.blogspot.com/2008/01/os-960-ris-3-parte.html"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;→...continua...clique aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4048392998491244915-519977466993267106?l=numismaticabentes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/feeds/519977466993267106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2008/01/960-ris-2-parte.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/519977466993267106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/519977466993267106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2008/01/960-ris-2-parte.html' title='960 Réis - 2ª Parte'/><author><name>Numismatica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00777710822743300087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMB6SbT-k4I/AAAAAAAAAkY/_jVCRCEFThY/S220/blog.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R30W4oJaQWI/AAAAAAAAAHQ/1XK_OrDBhBY/s72-c/nuovo-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4048392998491244915.post-1932681365235993668</id><published>2010-09-10T17:55:00.011+02:00</published><updated>2010-10-31T21:39:26.804+01:00</updated><title type='text'>Os 960 Réis - 3ª Parte</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;As MOEDAS de 960 Réis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os “carimbos de Minas” (contramarcas de 960 Réis) foram os precursores dessas moedas que circularam de 1810 a 1834 com o objetivo principal de por um fim à circulação de moeda estrangeira de prata no pais. Na época, os pesos espanhóis, como eram conhecidos, circulavam livremente no Brasil, sendo aceitos como moeda corrente. Essas moedas, oriundas da Espanha e de suas colonias americanas, começaram a ser nacionalizadas a partir de 1808 quando receberam a contramarca de 960 Réis (Carimbos de Minas) que a seguir foi substituída pela cunhagem no mesmo valor (960 Réis), o que foi feito nas Casas da Moeda do Rio de Janeiro, Bahia e também na Casa de Fundição de Vila Rica em Minas. Foi cunhada em três períodos distintos, a saber: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;1)Colônia (1810 a 1818), &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;2)Reino Unido (1819 a 1822) e &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;3)Império (1823 a 1834), &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;sendo que, no Reinado de D. Pedro II, nos anos de 1832, 1833 e 1834, passaram a ser cunhadas em discos próprios e não mais recunhadas sobre "pesos espanhóis". &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diferentemente das contramarcas de 960 Réis que foram aplicadas apenas em moedas hispano-americanas, as cunhagens dos 960 Réis nao obedeciam, à risca, a determinação de cunhar apenas os pesos espanhóis. Como o processo praticamente tornava invisível os traços da moeda base, qualquer moeda de prata que se assemelhava, em tamanho e peso , a um peso espanhol, entrava no processo de cunhagem. Dessa forma, temos 960 Réis cunhados sobre moeda Francesa, Italiana, Holandesa, Austríaca, Inglesa e até Norte-americana, além de outras. Como exemplo, temos 960 Réis cunhados sobre 5 Francos Franceses de Napoleão, sobre 2 ½ Gulden Holandês, sobre Ducatone di Napoli e sobre 1 Dólar Norte-americano (Draped Bust Type – Heraldic Eagle de 1799). Algumas moedas Hispano-americanas que haviam recebido o “Carimbo de Minas”, também foram cunhadas, deixando visíveis os vestigios da contramarca.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Popularmente chamada de “PATACÃO”(*¹), essa moeda transformou-se em um dos mais importantes elementos do colecionismo numismático brasileiro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151679854874870322" src="http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R35xiIJaQjI/AAAAAAAAAI8/kvnlXHfG9Ig/s400/Nuova+immagine.png" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Figura: Exemplo de 960 Réis, cunhado na Casa da Moeda da Bahia, onde sao visíveis os traços da moeda que serviu de base (8 Reales de 1807, cunhado no México). &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;(*¹) – &lt;strong&gt;PATACÃO&lt;/strong&gt;- Moeda Portuguesa de cobre (10 Réis) de D. João II. Nome popular e mesmo oficial dado no Brasil a moeda de 960 Réis. Equivalente a 3 patacas. ( Glossário Numismático – Kurt Prober ) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;strong&gt;PATACA&lt;/strong&gt; – Moeda brasileira de prata com o valor circulante de 320 Réis. ( Glossário Numismatico – Kurt Prober ) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;strong&gt;PATACA&lt;/strong&gt; – Dizem alguns autores ser essa palavra derivada do Arabe “ABUTACA”. Nesse idioma ela se apresenta como “PATAC”. Como “PATARD ou PATAR”, foi pequena moeda de cobre tendo curso em Flandres e na França, onde se empregou como sinônimo de “óbulo” para designar uma moeda sem valor. Alguns numismatas franceses dizem que PATAR pode ser uma corrupção de PETER, forma alemã de Pedro, porque o PATAR de Flandres tem sobre uma das faces , imagem do santo desse nome. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Hoffman, no seu “ Livro das Moedas Reais da França até Louis XVI”, descreve dois “PATARDS” de Louis XI. No Brasil, a palavra “PATACA” foi usada para caracterizar a moeda espanhola de 8 Reales que a princípio valia 320 Réis. Ficou depois, no Sistema Provincial, como denominação da peça desse valor. (Ensaios de Numismatica e Ourivesaria – Mario Barata).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por possuir muitas particularidades, essa moeda acabou gerando diversas formas de colecionismo, constituindo-se numa fonte quase inesgotável de estudo e pesquisa. A seguir temos as formas de colecionismo mais comuns, entre aqueles que se dedicam a essa moeda.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;I)&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;COLEÇÃO POR TIPOS&lt;/strong&gt; – Leva em consideração somente o período e a Casa onde a moeda foi cunhada, procurando sempre adquirir exemplares no melhor estado de conservação possível. Por ser a forma mais simples de colecionismo e por não exigir conhecimentos profundos sobre o assunto, e a forma mais indicada para quem está iniciando. Sendo assim, uma coleção de 960 Réis por tipo deve conter os seguintes exemplares: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;1) Um carimbo de Minas,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;2) Um patacão da Colônia com a letra “R”, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;3) Um patacão da Colônia com a letra “B”,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;4) Um patacão da Colônia com a letra”M”, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;5) Um patacão do Reino Unido com a letra “R”, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;6) Um patacão do Reino Unido com a letra “B”, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;7)Um patacão do Império (D. Pedro I) com a letra “R”, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;8)Um patacão do Império (D. Pedro I) com a letra “B”,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;9) Um patacão do Império (D. Pedro II) com a letra R, e ainda&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;10) Um patacão da chamada “série especial”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nota: &lt;strong&gt;SÉRIE ESPECIAL&lt;/strong&gt; – Em 1815, Portugal passou a ser um Reino Unido (Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves). Em consequência, ordenou-se que, entre outras coisas, que as moedas, a partir de então, fossem cunhadas com nova legenda e novo desenho alusivos ao novo Reino. Nessa época, D. João ainda era Príncipe Regente e como o novo desenho ainda não havia sido instituído, foi cunhada em 1816, na Casa da Moeda do Rio de Janeiro, uma série de 5 moedas com letra monetária R, onde apenas a legenda foi alterada, demonstrando a elevação do Brasil à condiçao de Reino Unido a Portugal e Algarves. Essa série de 5 moedas, hoje conhecida como “série especial”, é composta de&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;-2 moedas de cobre (20 e 40 Réis), &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;-2 moedas de ouro ( 4000 e 6400 Réis ) e &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;-uma moeda de prata (960 Réis). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Convém ressaltar que o desenho colonial não foi alterado. A alteração do desenho somente se deu em meados de 1818. Em 1817 e parte de 1818, as moedas voltaram a ser cunhadas com legenda e desenho da Colônia. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151676930002141730" src="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R35u34JaQiI/AAAAAAAAAI0/C8SN4WDHZU4/s400/nuovo-1.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Figura&lt;/span&gt;: Patacao da Colônia com legenda original JOANNES .D. G. PORT. P. REGENS. ET. BRAS. D. (JOANNES.Dei.Gratia. PORTugaliae. Princeps. REGENS. ET. BRASiliae. Dominus)*.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;*João pela graça de Deus Príncipe Regente de Portugal e Senhor do Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No "patacão" da chamada série especial (figura a seguir) a legenda, de anverso, passa a ser: "JOANNES.D.G.PORT.BRAS.ET.ALG.P.REGENS"&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;JOANNES.Dei.Gratia.PORTugaliae.BRASiliae.ET.ALGarbiorum.Princeps.REGENS&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;)(*¹), o que demonstra a elevação do Brasil a condição de Reino Unido a Portugal e Algarves. (Patacão da série especial ).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(*¹) &lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;João pela graça de Deus Príncipe Regente de Portugal, Brasil e Algarves.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151684033878049346" src="http://4.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R351VYJaQkI/AAAAAAAAAJE/D-yPzlquO54/s400/nuovo-2.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt; &lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;em&gt;Figura: 960 Réis de 1816R, série especial, com desenhos da Colinia, mas ja fazendo parte do Reino Unido.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1817 e parte de 1818, as moedas voltaram a ser cunhadas com o desenho colonial antigo e legenda original - JOANNES.D.G.PORT.P.REGENS.ET.BRAS.D - apesar do Brasil não ser mais uma Colônia.&lt;br /&gt;Posteriormente, com a coroação (1818), D. João passou da condição de Príncipe Regente para a condição de Rei sob o título D. João VI, e aprovou o novo desenho e a nova legenda (JOANNES.VI.D.G.PORT.BRAS.ET.ALG.REX) para as moedas que seriam cunhadas no Reino Unido.&lt;br /&gt;Dessa forma, foram cunhados (com letra monetária R), no período que vai de 1816 a meados de 1818 , patacões com:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;a) Desenho Colonial e legenda original, tendo D. João como Príncipe Regente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;b) Desenho Colonial e legenda alusiva à elevação do Brasil a categoria de Reino Unido, tendo D.João como Príncipe Regente (1816R – série especial) &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;c) Desenho Colonial, retornando à legenda original (1817R e 1818R), ainda com D. João como Príncipe Regente, apesar do Brasil não ser mais considerado uma Colônia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;d) Desenho e legenda novos (Reino Unido – 1818R). &lt;/div&gt;Assim sendo, existem dois tipos diversos de patacões com a data 1816R, um tipo com a data 1817R e dois tipos com a data 1818R.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151720674244051682" src="http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R36WqIJaQuI/AAAAAAAAAKU/g_bIYa2l2e8/s400/2.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Figura: Patacão 1816R da serie especial com desenho da Colônia e legenda alusiva ao novo Reino Unido (D.Joao Príncipe Regente). &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151720974891762418" src="http://1.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R36W7oJaQvI/AAAAAAAAAKc/DeHSLZnjaNE/s400/088125%5B1%5D.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Figura: Patacão 1817R, com desenho e legenda da Colônia, cunhagem do Reino Unido ( D.João Principe Regente).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151721284129407746" src="http://1.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R36XNoJaQwI/AAAAAAAAAKk/9SEIG34x3uc/s400/nuovaimmagine4ew4%5B1%5D.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Figura: Patacão 1818R, com desenho e legenda da Colônia, cunhado no Reino Unido (D.João Príncipe Regente).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151722791662928658" src="http://4.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R36YlYJaQxI/AAAAAAAAAKs/6Y0hNjQ9AmQ/s400/nuovaimmaginelu2%5B1%5D.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Figura: Patacão 1818R, com desenho e legenda novos do Reino Unido (D.João VI, Rei de Portugal, Brasil e Algarves).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2) COLEÇÃO POR DATAS – É o tipo de colecionismo mais comum entre os numismatas. Os poucos catálogos brasileiros, em sua maioria, apresentam as moedas dispostas, inicialmente pelo metal em que foram confeccionadas (ouro, prata, cobre, etc) e a partir daí, são ordenadas de acordo com as datas e em cada data, vez por outra, são apresentadas as variantes clássicas. Esta forma de colecionismo requer um investimento consideravelmente maior que aquele dispensado à coleçao por tipos, sem contar que algumas datas sao consideradas raríssimas ou mesmo peças únicas, o que praticamente impossibilita o “fechamento” de uma coleção completa de moedas de 960 Réis (por datas). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É indicada aos colecionadores que por, presumivelmente, já possuirem uma coleção por tipos com muitas peças, já adquiriram experiência e conhecimento suficientes para se dedicarem a esta forma de colecionismo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3)COLEÇÃO POR VARIANTES – Como o processo de cunhagem era mecânico, exigindo constantes trocas dos cunhos de anverso e reverso, devido a empastamento (desgaste) ou até pela rachadura e quebra dos mesmos, diversas matrizes de uma mesma data eram feitas. Como os cunhos eram abertos à mão, era praticamente impossível que um cunho fosse igual ao outro. Alguns pesquisadores como Lupércio Gonçalves Ferreira (no seu Catálogo das Variantes dos Patacões da Casa da Moeda do Rio de Janeiro) e Renato Berbert de Castro (no seu Catálogo das Variantes dos Patacões da Casa da Moeda da Bahia), já relacionaram e cadastraram, com base na observação de um grande número de exemplares, uma grande quantidade de variantes. Porém, esse número não pode ser considerado definitivo uma vez que, volta e meia, surge uma nova variante devido à combinação de um determinado cunho de anverso com outro de reverso, ou mesmo devido a um cunho novo (o que é mais raro). Esse tipo de colecionismo requer alguns conhecimentos básicos dos elementos que constituem os cunhos de anverso e reverso de um patacão tais como a perolagem da coroa e as partes da esfera armilar. Além dos catálogos especializados citados acima, boas lentes ou uma lupa estereoscópica, são recomendadas. Como algumas variantes tornaram-se clássicas como o “COROA de 640 RÉIS” e o “IGNO” entre outras, estas passaram a ser incluídas em catálogos não especializados no assunto. É difícil avaliar as outras variantes! Como regra, adotam-se preços diferenciados entre as variantes comuns (C), as raras (R), as muito raras (RR) e as raríssimas (RRR).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R359yoJaQmI/AAAAAAAAAJU/c_bZ4hgw2NU/s1600-h/nuovo-1.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="240" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151693332482245218" src="http://1.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R359yoJaQmI/AAAAAAAAAJU/c_bZ4hgw2NU/s400/nuovo-1.jpg" style="float: left; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; margin-top: 0px; text-align: right;" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/center&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Figura: Patacão com Coroa de 640 Réis. Variante 4A (Catálogo Descritivo dos 960 Réis da Casa da Moeda da Bahia) dos autores José Serrano Junior e Flávio Barbosa Rebouças. Florões intercalados por pontos, Frontal com uma pérola e Legenda apresentando a serifa do A de JOANNES com reentrância no "O". No catálogo Berbert de Castro, a mesma variante aparece com o número 12.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4048392998491244915-1932681365235993668?l=numismaticabentes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/feeds/1932681365235993668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2008/01/os-960-ris-3-parte.html#comment-form' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/1932681365235993668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/1932681365235993668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2008/01/os-960-ris-3-parte.html' title='Os 960 Réis - 3ª Parte'/><author><name>Numismatica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00777710822743300087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMB6SbT-k4I/AAAAAAAAAkY/_jVCRCEFThY/S220/blog.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R35xiIJaQjI/AAAAAAAAAI8/kvnlXHfG9Ig/s72-c/Nuova+immagine.png' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4048392998491244915.post-4003973763493334</id><published>2010-05-29T11:26:00.000+02:00</published><updated>2010-10-20T11:10:29.028+02:00</updated><title type='text'>Viscondessa de Cavalcanti. Uma dama entre os numismatas.</title><content type='html'>&lt;a href="http://numismaticabentes.wordpress.com/files/2009/05/viscondessa2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="viscondessa[2]" border="0" class="alignleft size-full wp-image-259" height="220" src="http://numismaticabentes.wordpress.com/files/2009/05/viscondessa2.jpg" title="viscondessa[2]" width="151" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Recentemente adquiri, do amigo e numismata Alberto Paashaus, um raríssimo exemplar do “&lt;b&gt;Catalogo das Medalhas Brazileiras e das Estrangeiras Referentes ao Brazil&lt;/b&gt;” de autoria da &lt;b&gt;Viscondessa de Cavalcanti&lt;/b&gt;. Editado em Paris em 1910, esta raridade teve tiragem de apenas 100 exemplares numerados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, na numismática brasileira, os colecionadores ainda não se habituaram a investir parte das economias&amp;nbsp;que destinam ao seu hobby, em livros bons e raros (e são tantos dando “sopa” por aí).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Devido a este descaso, muitas raridades são encontradas em feiras ou com particulares, a preços bem reduzidos. Não que estas pessoas desconheçam o valor destas obras, mas sim devido ao desinteresse dos numismatas brasileiros em adquiri-los. Para se ter uma idéia,&amp;nbsp;há pouco tempo, na casa de leilões Spink, existia um exemplar desta raridade (o catálogo de medalhas da Viscondessa) à venda por 1.600 libras, o equivalente a 2.500 dólares. Algum tempo depois, procurando por este exemplar, soube que havia sido vendido, mostrando que ainda são os estrangeiros a dar mais valor à nossa história do que nós mesmos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas não seria “&lt;b&gt;Visconde&lt;/b&gt; de Cavalcanti” ao invés de “&lt;b&gt;Viscondessa&lt;/b&gt;”, o autor desta obra, alguns se perguntariam ?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Surpreendente, não ?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma mulher dedicar-se com amor e paixão a um hobby em que a esmagadora maioria são do sexo masculino é, no mínimo, de chamar a atenção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um equívoco&amp;nbsp;?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Certamente não ! E tem mais: Não imaginem que se tratasse de uma mulher de excassos dotes físicos ou uma senhora atordoada por uma desilusão amorosa. Muito pelo contrário, era belíssima, extremamente inteligente, altruísta e muito bem casada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E é justamente o que poderemos constatar com o texto a seguir, extraído do &lt;a href="http://www.ihgsp.org.br/site/ihgsp.php?mod=espaco" target="_blank"&gt;site do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo&lt;/a&gt;, instituição&amp;nbsp;da qual a própria Viscondessa foi membro ativo, prestando relevantes serviços à comunidade geográfica e histórica, bem como à ciência auxiliar da história, a numismática.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Viscondessa de Cavalcanti, 1852 – 1946&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;D.Amélia Machado de Coelho e Castro nasceu no Rio de Janeiro, filha do Dr. Constantino Machado Coelho de Castro e de D. Mariana Barbosa de Assis Machado. Foi a sexta mulher a ingressar no Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, em 5 de agosto de 1905, após Marie Rennotte (1901), Mary Robinson Wright (1901) Júlia Lopes de Almeida (1902), Veridiana Valéria da Silva Prado (1902) e Ibrantina Cardona (1905).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Célebre por sua beleza e elegância, D. Amélia foi considerada uma das mais notáveis damas da corte no segundo reinado. Um fato pitoresco, que lhe diz respeito, envolveu o nome de Pedro Luiz Pereira de Sousa, poeta, jornalista e político de muito prestígio no Rio de Janeiro. Conta-se que, numa recepção no Palácio Isabel, Pedro Luiz valsava com Amélia, futura Viscondessa de Cavalcanti, quando, inesperadamente, entrou na Salão Nobre o Imperador D.Pedro II. Na vertigem da valsa e encantado com sua parceira, Pedro Luiz fingiu não ter visto D. Pedro II, tendo acenado à orquestra para que continuasse a tocar, fato que não passou despercebido ao Imperador. Meses depois, o nome do jornalista e político foi lembrado para ocupar importante cargo, tendo sido imediatamente vetado pelo monarca com esta frase irônica: “O Pedro Luiz é um homem que ainda valsa”. Pedro Luíz era parente de Washington Luíz, último presidente da República Velha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amélia casou-se com o senador Diogo Velho Cavalcanti de Albuquerque (1829 – 1899), filho de Diogo Velho Cavalcanti de Albuquerque e de Angela Sophia Cavalcanti Pessoa. Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Olinda, Diogo Velho foi deputado provincial, deputado geral, Senador do Império pelo Rio Grande do Norte e Ministro de Estado, tendo sido agraciado com várias comendas. Pelos serviços prestados ao Império, D. Pedro II concedeu-lhe o título de “Visconde com honras de grandeza”, por decreto imperial de 30 de maio de 1888. Os Viscondes de Cavalcanti, Diogo e Amélia, foram co-proprietários do engenho Baixa Verde, Comarca de Nazaré da Mata, em Pernambuco, tendo vendido parte dessas terras a “The Great Western Co. of Brazil Ltda. “, necessária à construção da estrada de ferro Nazaré-Timbaúba.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Tudo ajudava àquele casal para o sucesso social que o assinalava, desde a inteligência do futuro Visconde às finas graças e formosura de D. Amélia Cavalcanti... O grande fulgor do Salão da Viscondessa de Cavalcanti durou de 1875 a 1878, período em que seu marido foi Ministro, mas, depois disso, continuou a ser um dos mais elegantes centros da alta sociedade do Rio, às quintas e aos domingos”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na fase final da Monarquia, em 1889, às vésperas da República, com o intuito de prestar homenagem à dedicação e lealdade de Diogo Velho, D. Pedro II nomeou-o Comissário do Brasil junto à Exposição Universal em Paris. Estabelecido o regime republicano, os Viscondes preferiram permanecer na França. O advento da República interrompeu, assim, a carreira de um homem de Estado que, aos cinqüenta anos, já havia ocupado os mais importantes cargos político – administrativos no Brasil, e que teve o comovente mérito de jamais abandonar seu amigo, o Imperador destronado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao adoecer, com grave prognóstico, o Visconde expressou o desejo de regressar ao Brasil, tendo falecido em Juiz de Fora, Minas Gerais, em junho de 1899. Pouco se disse dele na época, apenas algumas sentidas orações fúnebres por parte daqueles que tiveram o privilégio de privar de sua intimidade. Convinha à conspiração republicana e aos adeptos do sistema vigente apagar a memória desse grande estadista da monarquia. Viúva, a Viscondessa decidiu voltar para a França, onde residiu durante 26 anos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Catálogo de Medalhas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img alt="Cus10425" class="aligncenter size-full wp-image-258" height="488" src="http://numismaticabentes.wordpress.com/files/2009/05/cus10425.jpg" title="Cus10425" width="360" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Figura: O exemplar, em excelente estado de conservação (folhas duplas coladas, o que indica sem uso), que adquiri do amigo Paashaus (somente amigos te fazem bons preços por algo realmente bom)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1889, a Viscondessa de Cavalcanti publicou no Rio de Janeiro, o “Catálogo das Medalhas Brasileiras e das Estrangeiras Referentes ao Brasil”, de sua coleção particular. Foram impressos 25 exemplares, 5 em papel Japão e 20 em papel de Holanda. Essa rara publicação descreve 115 medalhas, cujas datas vão de 1596 a 1888. Em 1910, uma segunda edição aumentada e ilustrada, com tiragem de 100 exemplares, foi publicada em Paris. Nela, descrevem-se 294 medalhas, com datas de 1596 a 1903, incluindo-se o período do Brasil República. Lê-se na segunda edição:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;“Les médailles ne sont pas seulement des objects d’art, ce sont aussi des monuments historiques. Les événements y sont marqués plus sûrement que dans les livres, et leur témoignage, sans être irrécusable, est plus naif et plus authentique, plus sûr que celui de l’histoire parce qu’il ne faut qu’un instant et un trait de plume pour écrire une erreur ou un mensonge, tandis qu´íl en coûte tant de peines et de jours pour les modeler et les fondre, encore pour les graver! Chaque medaille est un abrégé de la petite histoire écrite en marge de la grande, et qui est celle des individualités marquantes dont les traits sont désormais transmis à la posterité par la main du sculpteur ou du graveur (Charles Blanc)”.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As medalhas estão descritas em termos dos seguintes períodos históricos: Brasil Colonial, Ocupação Holandesa; Brasil Colonial, Domínio Português; Brasil Império, Primeiro Reinado – D. Pedro I; Segundo Reinado – D. Pedro II; Brasil República, este incluído na segunda edição. Algumas classificações apresentam subtítulos temáticos.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;As medalhas da coleção&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;É interessante mencionar as duas medalhas mais antigas da coleção da Viscondessa, referentes ao Brasil Colonial durante a ocupação holandesa, cunhadas no ano de 1596. Trata-se da “SIDERE PROFICIANT DEXTRO NEPTUNIA REGNA”, a qual diz respeito às expedições comerciais dos holandeses. Em guerra contra o rei da Espanha e Portugal, estes organizaram uma expedição marítima à América portuguesa para fazer um carregamento de pau brasil, com conivência de portugueses da Colonia, que desconsideraram as severas ordens do Reino. Nesse mesmo ano, a “NUNC SPE NUNC METU” comemorou a esquipação da primeira frota holandesa destinada ao Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Viscondessa possuía, também, a primeira medalha referente ao Brasil Colonial, no domínio português. Trata-se da “RENÉ DUGUAY-TROUIN”, cujo nome relaciona-se à história do Brasil, pela expedição realizada ao Rio de Janeiro. Perpetua a memória de sete naus de guerra, oito fragatas e dos 5.684 homens que conquistaram a cidade em 1711.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As medalhas sobre Portugal começaram a surgir a partir do ano de 1800. Em nota de rodapé, no Catálogo, menciona-se o nome de Zeferino Ferrez, como a primeira pessoa a introduzir a gravura de medalhas no Brasil, em 1820.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A propósito dos valiosos catálogos publicados pela Viscondessa, no volume XV da Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, 1910, pág. 455, lê-se: “ A Exma. Sra. Viscondessa de Cavalcanti ofereceu sua obra em dois volumes sob o título Catálogo de Medalhas Brasileiras...” Infelizmente, os dois volumes oferecidos pela Viscondessa ao Instituto não foram encontrados.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="display: inline ! important; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="display: inline ! important;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Museu Mariano Procópio&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;Sala Viscondessa de Cavalcanti&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Museu Mariano Procópio, em Juiz de Fora, o primeiro a ser criado em Minas Gerais, marco de pioneirismo da cidade, é obra de Alfredo Ferreira Lage (1865-1944). Primo de Amélia Cavalcanti, Alfredo era filho de Mariano Procópio Ferreira Lage, construtor da primeira estrada de rodagem macadamizada no Brasil, no período de 1856 a 1861, ligando Juiz de Fora a Petrópolis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Sala da Viscondessa de Cavalcanti, nesse Museu, possui 95 peças. Da coleção doada, fazem parte moedas greco-romanas com a efígie do imperador Júlio César e raros exemplares de medalhas cunhadas na Europa, referentes à ocupação holandesa na Bahia, em 1624, e em Pernambuco em 1631. Os principais acontecimentos no Brasil - com destaque para os períodos colonial e imperial - estão retratados em moedas e medalhas, cunhadas em ouro, prata e bronze, nessa magnífica coleção. São peças referentes à aclamação de Dom João VI, como rei de Portugal, Brasil e Algarves (1820), à chegada de Dona Leopoldina, arquiduquesa da Áustria, ao Brasil (1817), e à coroação de Dom Pedro II (1841).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além das medalhas que pertenceram à Viscondessa, encontra - se nessa sala um curioso objeto pessoal. Trata-se de um leque, de madeira e papel, com 102 cm de abertura por 35 cm de raio, contendo 69 mensagens escritas por personalidades brasileiras e estrangeiras durante um período de 55 anos. O primeiro a assinar esse leque foi Dom Pedro II, em 1890. Nele se encontram mensagens da Princesa Isabel, de Tommaso Salvini, Carlos Gomes, Alberto Santos Dumond, Alexandre Dumas Filho, Machado de Assis, Eça de Queiroz, Getúlio Vargas e outros. A Viscondessa assinou seu leque em 1945, um ano antes de sua morte. Devidamente protegido, o leque permite observar as assinaturas em ambos os lados.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="display: inline ! important; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="display: inline ! important;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Museu Nacional de Belas Artes&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O riquíssimo acervo do Museu Nacional de Belas Artes originou-se da pequena coleção de 54 telas, trazidas para o Brasil pela Missão Artística Francesa, em 1816, às quais logo se acrescentaram outras obras de propriedade do Dom João VI. A coleção compõem-se primordialmente de pinturas brasileiras do século XIX e início do século XX., muito embora haja, também, uma pequena, mas representativa, coleção de pintura estrangeira, com quadros da Escola Barroca italiana e telas de Eugène Boudin.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O conjunto de pintura brasileira reúne obras de Rodolfo Amoedo, Antonio da Silva Parreiras, Víctor Meireles, Henrique Bernardelli, Eliseu Visconti, Dario Vilares Barbosa, João Zeferino da Costa, Pedro Américo, Décio Vilares e Almeida Júnior. Aí se encontram obras-primas, como O Último Tamoio, de Amoedo, Primeira Missa no Brasil e Batalha de Guararapes, de Meireles, Maternidade, de Bernardelli, Gioventù, de Visconti, Óbulo da Viúva, de João Zeferino da Costa, e A Batalha do Avaí, de Pedro Américo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse Museu, encontra-se o retrato da Viscondessa de Cavalcanti, pintado por Léon Bonnat (1833-1922), em 1889, e doado no ano de 1926.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Instituto Histórico e Geográfico Paraíbano possui retratos a óleo da Viscondessa de Cavalcanti e de seu marido, ambos da autoria de Labatut, os quais haviam pertencido anteriormente à D. Virgínia Cavalcanti de Albuquerque, irmã do Visconde.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este breve relato mostra alguns fatos relevantes da vida de Amélia Machado de Coelho e Castro, cuja presença marcou profundamente a sociedade brasileira pelo seu vivíssimo talento, por sua beleza e generosidade. Estrela que não se apaga, a Viscondessa de Cavalcanti merece ser lembrada pelo muito que fez pela cultura de nosso País.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;A Snra. Viscondessa de Cavalcanti não cedeu nunca&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;i&gt;de seu império de distinção, elegância e formosura.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;i&gt;E, ainda hoje, é pena que apareça tão pouco,&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;i&gt;porque reinaria ainda.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Wanderley Pinho, 1942&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4048392998491244915-4003973763493334?l=numismaticabentes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/feeds/4003973763493334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2010/09/viscondessa-de-cavalcanti-uma-dama.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/4003973763493334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/4003973763493334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2010/09/viscondessa-de-cavalcanti-uma-dama.html' title='Viscondessa de Cavalcanti. Uma dama entre os numismatas.'/><author><name>Numismatica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00777710822743300087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMB6SbT-k4I/AAAAAAAAAkY/_jVCRCEFThY/S220/blog.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4048392998491244915.post-5798779353102899243</id><published>2009-03-12T14:55:00.023+01:00</published><updated>2010-09-28T04:04:20.930+02:00</updated><title type='text'>Catálogo Bentes de Moedas Brasileiras.</title><content type='html'>&lt;span style="color: black;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/SbkWwPJqE9I/AAAAAAAAAaM/xuksdsLjPXc/s1600-h/ATgAAADJyivmSjutSkyDB5edognCbrxqJmCcDrN62y5EuNRUCh1H_p_zc9BCXtQ776gqb16r0Vj57XYZ6X7Y9vTY9f5KAJtU9VCtBfNyfNhPdC6ruQu4m0XmsJbLAQ.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312302253416780754" src="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/SbkWwPJqE9I/AAAAAAAAAaM/xuksdsLjPXc/s400/ATgAAADJyivmSjutSkyDB5edognCbrxqJmCcDrN62y5EuNRUCh1H_p_zc9BCXtQ776gqb16r0Vj57XYZ6X7Y9vTY9f5KAJtU9VCtBfNyfNhPdC6ruQu4m0XmsJbLAQ.jpg" style="display: block; height: 259px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira edição do Nosso Catálogo de Moedas Brasileiras será lançado até o final do segundo semestre deste ano.&lt;br /&gt;Trata-se de um catálogo inovador no que diz respeito a usual forma de se editar catálogos de moedas no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Aos senhores colecionadores interessados em adquirir um exemplar, solicitamos que - após o lançamento - se dirijam ao negócio numismático de sua confiança, pois a comercialização será feita através destes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Aos senhores comerciantes e interessados que queiram reservar espaço para seus anúncios, favor entrar em contato conosco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cordiali saluti&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/SbkYEID4YHI/AAAAAAAAAac/bjgjdLOQbiw/s1600-h/ATgAAACeFRt9ahpaddNIy5RpPoFKPUVmLTIbIx8skj14Mfvu6pFUULHHjY60nJbLZWUnn22z5lD7px2JfsoT9Ny15VC1AJtU9VBWq32EYXWdwEf__wo937_FLKnulg.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312303694622515314" src="http://4.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/SbkYEID4YHI/AAAAAAAAAac/bjgjdLOQbiw/s400/ATgAAACeFRt9ahpaddNIy5RpPoFKPUVmLTIbIx8skj14Mfvu6pFUULHHjY60nJbLZWUnn22z5lD7px2JfsoT9Ny15VC1AJtU9VBWq32EYXWdwEf__wo937_FLKnulg.jpg" style="display: block; height: 400px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 287px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/SbkYWBQMvPI/AAAAAAAAAak/NEc82QAj4a0/s1600-h/ATgAAABQwDXL4q3KFnUvmYE2aTTmWFzm1kei8RMvNkF19ohT1zzoZoFTJCJVVjUINio8PrIwMAkHkOUmYaK0MSju8TP2AJtU9VDHVoIk_0Eu5RJaARMMtpeJuy0wkQ.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312304002032778482" src="http://4.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/SbkYWBQMvPI/AAAAAAAAAak/NEc82QAj4a0/s400/ATgAAABQwDXL4q3KFnUvmYE2aTTmWFzm1kei8RMvNkF19ohT1zzoZoFTJCJVVjUINio8PrIwMAkHkOUmYaK0MSju8TP2AJtU9VDHVoIk_0Eu5RJaARMMtpeJuy0wkQ.jpg" style="display: block; height: 400px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 289px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4048392998491244915-5798779353102899243?l=numismaticabentes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/feeds/5798779353102899243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2009/03/catalogo-bentes-de-moedas-brasileiras.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/5798779353102899243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/5798779353102899243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2009/03/catalogo-bentes-de-moedas-brasileiras.html' title='Catálogo Bentes de Moedas Brasileiras.'/><author><name>Numismatica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00777710822743300087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMB6SbT-k4I/AAAAAAAAAkY/_jVCRCEFThY/S220/blog.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/SbkWwPJqE9I/AAAAAAAAAaM/xuksdsLjPXc/s72-c/ATgAAADJyivmSjutSkyDB5edognCbrxqJmCcDrN62y5EuNRUCh1H_p_zc9BCXtQ776gqb16r0Vj57XYZ6X7Y9vTY9f5KAJtU9VCtBfNyfNhPdC6ruQu4m0XmsJbLAQ.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4048392998491244915.post-2265281350880158391</id><published>2008-12-16T23:53:00.005+01:00</published><updated>2010-10-23T22:24:40.696+02:00</updated><title type='text'>Record de leilão</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/SUgxRmPxZ9I/AAAAAAAAAYQ/u8vKXM2oQGE/s1600-h/siracusa_tetradramma_euainetos_400kuss_525kuss.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280524741486143442" src="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/SUgxRmPxZ9I/AAAAAAAAAYQ/u8vKXM2oQGE/s400/siracusa_tetradramma_euainetos_400kuss_525kuss.jpg" style="cursor: hand; 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Apoiado em um belíssimo catálogo elaborado com gosto e perfeição, o leilão deixou bem claro que o setor não conhece crise, fato comprovado pelas ofertas que chegaram a superar em até 5 vezes o lance inicial.&lt;br /&gt;É o caso deste magnífico exemplar de um Sestércio de Adriano (foto a seguir,o mais belo que se conhece), oferecido por 400.000 francos suiços e adquirido pela fabulosa cifra de 2 milhões de francos, o equivalente a aproximadamente US$ 1.750.000,00 (hum milhão e setecentos e cinquenta mil dólares)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/SUf85ysVKNI/AAAAAAAAAXw/84iUc0EvEiM/s1600-h/adriano+sestercio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280467157905647826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 189px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/SUf85ysVKNI/AAAAAAAAAXw/84iUc0EvEiM/s400/adriano+sestercio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue a descrição do catálogo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Adriano, 117 – 138. Sestercio in oricalco atribuído ao “Mestre de Alfea”, Roma, 135 – 136 d.C., 25,53 gr. HADRIANUS – AVG COS III P P; busto de Adriano a direita / P-AX AUG / S-C/ A Paz de pé a esquerda mantendo na mão direita um ramo e naquela esquerda uma cornucópia. (…)A mais bela moeda Romana jamais cunhada. Um retrato de uma força e de uma expressão jamais igualada. Uma moeda perfeita, obra prima de equilibrio e de estética. Exemplar soberbo, com pátina esverdeada.400.000.(…)Toynbee p. 32, nota 43 e pl. I, 4, associou este sestércio a um medalhão. Segundo P. V. Hill, The Undated Coins of Rome A.D. 98-117, 1970, 167, 568, teria sido cunhado em ocasião da “Vicennalia di Adriano”, e é obra de um incisor de alto gabarito. C. Seltman, Greek Sculpture and Some Festival Coins, Hesperia 17 (1948), p. 71 ss., reconheceu a mão deste artista em vários medalhões cunhados em honra de Antinoo, e o identificou como “Mestre de Alfea”. (…)Seltman não exitou em reconhecer neste o célebre escultor Antoniniano de Afrodisia. Os mais belos bronzes cunhados em 134 d.C. em Mantinea em honra de Antinoo, com efeito, parecem ser obra sua.(…)Três exemplares conhecidos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/SUgHNefW1FI/AAAAAAAAAYA/j5ufr2Iy8Ds/s1600-h/adriano+sestercio+blog+anv.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280478491196183634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 392px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/SUgHNefW1FI/AAAAAAAAAYA/j5ufr2Iy8Ds/s400/adriano+sestercio+blog+anv.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/SUgHtYpiDCI/AAAAAAAAAYI/NfFR3PBlqZs/s1600-h/adriano+sestercio+blog+rev.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280479039384063010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 393px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/SUgHtYpiDCI/AAAAAAAAAYI/NfFR3PBlqZs/s400/adriano+sestercio+blog+rev.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4048392998491244915-7562627672976147887?l=numismaticabentes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/feeds/7562627672976147887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2008/12/blog-post_16.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/7562627672976147887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/7562627672976147887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2008/12/blog-post_16.html' title='Dois milhões de francos pelo mais belo Sestércio de Adriano.'/><author><name>Numismatica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00777710822743300087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMB6SbT-k4I/AAAAAAAAAkY/_jVCRCEFThY/S220/blog.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/SUf85ysVKNI/AAAAAAAAAXw/84iUc0EvEiM/s72-c/adriano+sestercio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4048392998491244915.post-5327401561264490955</id><published>2008-11-30T16:25:00.008+01:00</published><updated>2011-07-15T22:33:03.775+02:00</updated><title type='text'>Una città tutta da scoprire.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-823f6eac3df8029f" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v5.nonxt8.googlevideo.com/videoplayback?id%3D823f6eac3df8029f%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1332437831%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D14305527375AD42F2455ECF048521DBA9954B6EA.2619E0C2C3880FC65DBF9838120C294968AEA5C6%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D823f6eac3df8029f%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DJTr0moraMKzQWLd6aoB7_a8dVGY&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" 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scoprire.'/><author><name>Numismatica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00777710822743300087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMB6SbT-k4I/AAAAAAAAAkY/_jVCRCEFThY/S220/blog.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4048392998491244915.post-5212408446049737409</id><published>2008-11-10T11:49:00.003+01:00</published><updated>2011-07-15T22:31:58.732+02:00</updated><title type='text'>Torino - A nossa amada cidade.</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-8ca5096e92cc9d2e" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" 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Torino, o local que escolhemos para viver e para sediar o nosso negócio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Situada entre os Alpes, esta magnífica, charmosa e moderna cidade nos transporta ao passado com suas histórias de lutas, de batalhas, de tradições, com sua esplêndida arquitetura barroca e seus magníficos museus, entre eles o Egípcio, segundo em importância no mundo, seguidamente ao do Cairo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repleta de cafés, bares elegantes, restaurantes, sorveterias - onde se saboreia o melhor "gelato " do planeta - hotéis elegantes, ruas limpíssimas, belas estradas com cenários de sonho e com castelos de contos de fadas tendo como fundo a beleza dos picos nevados, Torino também hospeda os mais prestigiosos e famosos teatros, entre eles o "Regio di Torino" onde são exibidos diariamente espetáculos que atraem visitantes de toda Europa e do restante do mundo, com suas temporadas dedicadas à óperas, concertos e shows.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É com imenso prazer e satisfação que convidamos nossos clientes e amigos a nos visitar, caso venham à Europa a negócios ou em férias. Teremos imenso prazer em mostrar a todos um pouco da nossa querida cidade, orientando no que for necessário para que a vossa estada seja tão bela e prazerosa quanto é para nós viver e trabalhar aqui. Aceitem o nosso convite!!!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Venham conhecer a nossa amada Torino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5243982070682880978" src="http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/SMZd6NOSC9I/AAAAAAAAAPM/BGH0PrsMAHg/s400/Nuova+immagine.JPG" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4048392998491244915-5212408446049737409?l=numismaticabentes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=8ca5096e92cc9d2e&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/feeds/5212408446049737409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2008/09/torino-nossa-amada-cidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/5212408446049737409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/5212408446049737409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2008/09/torino-nossa-amada-cidade.html' title='Torino - A nossa amada cidade.'/><author><name>Numismatica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00777710822743300087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMB6SbT-k4I/AAAAAAAAAkY/_jVCRCEFThY/S220/blog.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/SMZd6NOSC9I/AAAAAAAAAPM/BGH0PrsMAHg/s72-c/Nuova+immagine.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4048392998491244915.post-6188494778737684114</id><published>2008-11-09T02:02:00.004+01:00</published><updated>2010-10-31T17:39:48.647+01:00</updated><title type='text'>Auction - US Saint Gaudens Double Eagle 1933</title><content type='html'>&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-3efc85509c44e926" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v22.nonxt5.googlevideo.com/videoplayback?id%3D3efc85509c44e926%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1332437831%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D2AF972B4361942DA0DC1CF78A2DFCF0B845FD246.5D07684B25FE7067365754385D381612055991F5%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D3efc85509c44e926%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DTs06BDVjPm1IWTZucgABB2705Nc&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v22.nonxt5.googlevideo.com/videoplayback?id%3D3efc85509c44e926%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1332437831%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D2AF972B4361942DA0DC1CF78A2DFCF0B845FD246.5D07684B25FE7067365754385D381612055991F5%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D3efc85509c44e926%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DTs06BDVjPm1IWTZucgABB2705Nc&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4048392998491244915-6188494778737684114?l=numismaticabentes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=3efc85509c44e926&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/feeds/6188494778737684114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2008/11/blog-post.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/6188494778737684114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/6188494778737684114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2008/11/blog-post.html' title='Auction - US Saint Gaudens Double Eagle 1933'/><author><name>Numismatica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00777710822743300087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMB6SbT-k4I/AAAAAAAAAkY/_jVCRCEFThY/S220/blog.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4048392998491244915.post-4471077520554567482</id><published>2008-09-06T12:14:00.000+02:00</published><updated>2008-09-10T12:38:49.171+02:00</updated><title type='text'>PCGS - Grading Process Video.</title><content type='html'>&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-bee8a5fb3bb72ef6" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v10.nonxt3.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dbee8a5fb3bb72ef6%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1332437831%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D2B5C4229D2BB30BCF383B5A58E338620982A4CA4.66DB8FE18B2690363794398C86F815788FAF1A49%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dbee8a5fb3bb72ef6%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3Dlp9vr09-c6zU5BsI342_Wsf5d88&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v10.nonxt3.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dbee8a5fb3bb72ef6%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1332437831%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D2B5C4229D2BB30BCF383B5A58E338620982A4CA4.66DB8FE18B2690363794398C86F815788FAF1A49%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dbee8a5fb3bb72ef6%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3Dlp9vr09-c6zU5BsI342_Wsf5d88&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4048392998491244915-4471077520554567482?l=numismaticabentes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=bee8a5fb3bb72ef6&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/feeds/4471077520554567482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2008/09/pcgs-grading-process-video.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/4471077520554567482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/4471077520554567482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2008/09/pcgs-grading-process-video.html' title='PCGS - Grading Process Video.'/><author><name>Numismatica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00777710822743300087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMB6SbT-k4I/AAAAAAAAAkY/_jVCRCEFThY/S220/blog.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4048392998491244915.post-6562159252067968172</id><published>2008-09-06T03:16:00.016+02:00</published><updated>2010-10-31T20:31:59.703+01:00</updated><title type='text'>Envelopes</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #99ff99;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;Acessórios e artigos para acondicionamento de moedas com a marca Bentes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #99ff99;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242718092015222290" src="http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/SMHgU9wUvhI/AAAAAAAAAO0/QvpormnMfv0/s400/bustina+2.JPG" style="cursor: pointer; display: block; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: 0px; text-align: justify;" /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Figura: Envelopes Bentes, para acondicionamento de moedas.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #99ff99;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;Pensando na nossa paixão comum e conhecendo todas as dificuldades em encontrar material de qualidade no mercado, nós da Bentes passamos a confeccionar, há algum tempo, o material que melhor se adaptasse às nossas exigências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, iniciamos sem qualquer pretensão a confeccionar os nossos próprios envelopes, já que aquele encontrado no mercado não atendia às nossas exigências em matéria de qualidade. Fizemos isso devido a baixa gramatura do papel dos envelopes encontrados à venda, muitas vezes comuns e fabricados com produtos químicos inedesejáveis. Segundo, devido ao padrão de papel fino, às dimensões não homogêneas e a um fraco design.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a comercialização de nossas moedas, evidentemente estes envelopes chegaram às mãos de nossos clientes que de tanto insistirem, passamos de início a ceder pequenas quantidades deste material como cortesia Bentes. Com o tempo e devido à frequentes solicitações de maiores quantidades e pedidos de informações sobre a aquisição deste material, resolvemos produzi-lo em maior escala, passando a comercializá-los como um item de prestação de nossos serviços aos nossos clientes.&lt;/span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #99ff99;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242719112022124738" src="http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/SMHhQVk66MI/AAAAAAAAAO8/5bka6QLhZgE/s400/bustina+1.JPG" style="cursor: pointer; display: block; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: 0px; text-align: justify;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #99ff99;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;Hoje atendemos a pedidos não só de nossos clientes na Itália, mas também de revendedores, como comerciantes autônomos e numismáticas na Europa.Atualmente estamos desenvolvendo outros materiais, sempre com design e a marca Bentes que cada vez mais tem sido solicitados devido ao nosso esmero em fabricar material de excelente qualidade e que serão oportunamente oferecidos também aos numismatas brasileiros.Áqueles que desejarem maiores informações e envio de amostras dos nossos envelopes e como adquiri-los, basta nos escrever ao nosso endereço e-mail info@bentes.it para em breve período de tempo receber uma resposta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #99ff99;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #99ff99;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;Obsservações:&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;1) Preços especiais para grandes quantidades, comerciantes e representantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Dependendo da quantidade, para comerciantes e também para privados, podemos substituir a inscrição “Bentes – Made in Italy” por outra a escolha do cliente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Todo material, por exigência das normas que regem o comércio na Itália serão expedidos com fatura e documento de transporte. Isso é necessário não só a escopo fiscal e tributário, mas também como uma expressa garantia ao cliente. O imposto para expotação é único e igual a 20% do valor FOB da mercadoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Enviamos amostras a pedido para avaliação da excelente qualidade do material de nossa exclusiva fabricação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) Medida padrão: 51 mm X 51 mm. Para grandes quantidades medidas diferentes da standard podem ser fabricada&lt;/span&gt;    s.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4048392998491244915-6562159252067968172?l=numismaticabentes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/feeds/6562159252067968172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2008/09/material-e-acessrios-de-fabricao-bentes.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/6562159252067968172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/6562159252067968172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2008/09/material-e-acessrios-de-fabricao-bentes.html' title='Envelopes'/><author><name>Numismatica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00777710822743300087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMB6SbT-k4I/AAAAAAAAAkY/_jVCRCEFThY/S220/blog.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/SMHgU9wUvhI/AAAAAAAAAO0/QvpormnMfv0/s72-c/bustina+2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4048392998491244915.post-5284597616425445879</id><published>2008-03-17T00:42:00.003+01:00</published><updated>2010-09-28T04:08:29.718+02:00</updated><title type='text'>Ouro! Sempre o melhor investimento.</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Crolla la Bear Stearns&lt;br /&gt;Wall Street treme&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #66ff99; font-size: 130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Falta liquidez&lt;br /&gt;FRANCESCO SEMPRINI&lt;br /&gt;NOVA YORK&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Falta de liquidez quebra colosso americano, o banco Bear Stearns.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O tsunami financeiro arruina Wall Street. A crise de crédito imobiliário irrompe na capital financeira, dando um golpe letal em um de seus símbolos: o banco Bear Stearns, constringida a pedir ajuda às instituições e, em caso de necessidade, disposta a considerar a liquidação do grupo. Atingida pela recente desvalorização e uma rápida fuga de capital, em ajuda ao quinto maior banco de investimento de Nova York chega a Federal Reserve de Nova York e J.P. Morgan Chase. A fase mais aguda do “débacle” começou quinta feira de manhã, quando rumores sobre uma pesada redução dos fluxos de caixa no balanço do grupo se fizeram insistentes, ao ponto de levar os investidores a mobilizar capital, criando uma confusão que colocou a instituição financeira de joelhos; a qual já tinha passado por uma desvalorização de 2,75 bilhões de dólares pelos mútuos fáceis. “A nossa posição financeira piorou siginificativamente nas últimas 24 horas”, confirma o número um Alan Schwartz, que diz estar trabalhando em relação às contra-medidas com os consulentes de Lazard. O pânico domina Wall Street: o título tem uma queda de 41%, arrastando consigo as listas: Dow Jones fecha com uma queda de 1,60%, enquanto a Nasdaq marca um passivo de 2,26%. A liquidez é suficiente, tenta tranquilizar Schwartz, mas o crescente pedido de resgates vem criando problemas. Não se mencionam cifras, mas os capitais em fuga são tais a ponto de colocar em risco a saúde financeira do grupo, entre os mais expostos no mercado dos subprimes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É uma situação de emergência: acorrem a Fed de Nova York e a Jp Morgan com um financiamento a 28 dias: “esse período – diz o banco – deveria permitir a Jp Morgan e Bear Stearns de desenvolver um esquema estrutural e de longo período de financiamento, ou outras soluções”. O intervento da Jp Morgan, terceiro instituto americano, não é quantificado em cifras , nem o da Fed de NY, que vai agir como intermediário entre o Banco Central e os mercados americanos. Bernanke e seus colegas sustentarão a ação da Jp Morgan através de uma “discount window”, empréstimo a breve com juros facilitados. É a primeira manobra que o Banco Central americano põe em ato para salvar uma instituição financeira atingida pela contração de liquidez. O Jp Morgan – o banco que sofreu as perdas mais contidas desde a explosão da crise – diz que não retém que a operação possa expor os acionistas a nenhum tipo de risco. O salva-vidas público-privado não bloqueia, de qualquer modo, a espiral do medo, acelerada pela nota da Standard&amp;amp;Poor’s que quota o rating sobre o débito de Bear Sterns como “BBB”. “O banco viveu um momento de fortes pressões por causa das preocupações sobre a sua posição de liquidez” , explica a agência de rating. O golpe de graça chega no fim da manhã quando pessoas vizinhas a Bear Sterns revelam queo banco estaria em processos de tratativas com a JP Morgan para uma possivel venda. “A aquisiçao da Bear Sterns é possivel”, declaram as fontes ao canal financeiro CNBC, dizendo também que a manobra poderia envolver compradores diferentes do JP Morgan: bancos de investimento ou fundos “in primis”. São essas as hipóteses mais acreditadas até mesmo pelos analistas de Wall Street, que consideram , além disso, a opção de uma venda em “pedaços” , ou na hipótese mais remota, a sobrevivência do banco graças à injeção de capital estrangeiro, obviamente graças aos fundos soberanos de sempre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href=""&gt;Fonte: &lt;/a&gt;La Stampa, Itália.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Tradução para o português: Bentes - Monete, francobolli &amp;amp; Arte - Gold investiments.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4048392998491244915-5284597616425445879?l=numismaticabentes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/feeds/5284597616425445879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2008/03/ouro-sempre-o-melhor-investimento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/5284597616425445879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/5284597616425445879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2008/03/ouro-sempre-o-melhor-investimento.html' title='Ouro! Sempre o melhor investimento.'/><author><name>Numismatica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00777710822743300087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMB6SbT-k4I/AAAAAAAAAkY/_jVCRCEFThY/S220/blog.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4048392998491244915.post-275426098107776812</id><published>2008-01-15T15:13:00.010+01:00</published><updated>2010-11-30T07:57:55.537+01:00</updated><title type='text'>A incrível história de uma moeda que não deveria existir - 1ª Parte.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333;"&gt;Agora você irá conhecer o primeiro de dois capítulos de uma história fantástica no mundo do colecionismo. Uma história de emoções, paixões, furtos, desilusão, decepções, ansiedade, corrupção, reis e altos funcionários do governo americano, numa trama digna de um filme.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt; Tomará conhecimento dos passos percorridos por uma fantástica moeda que, pela lei americana, jamais poderia existir mas que apesar disso, passou pelas mãos de funcionários da Casa da Moeda da Filadélfia, de um Rei, de pessoas comuns, de altos funcionários do governo americano, de agentes secretos, colecionadores e comerciantes de jóias e de moedas, até chegar à Stack’s e Sotheby’s e ser leiloada pela fantástica soma de 6,6 milhões de dólares, tendo seu comprador desembolsado quase 7,6 milhões devido às comissões das prestigiosas casas de leilão.&lt;br /&gt;Irá tomar conhecimento das investigações e de como algumas destas moedas foram parar, inexplicavelmente, num cofre privado, onde seus herdeiros sequer sabiam o tesouro que continha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;Mas deixemos de lado as considerações e passemos diretamente a esta fantástica narrativa ! A incrível e verdadeira história de uma moeda que jamais deveria ter existido. Boa leitura a todos !&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Por Rogério Stanglini de Cronaca Numismatica (Revista italiana de publicação mensal distribuída em toda Europa).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Traduzido do original&lt;/strong&gt; (Cronaca Numismatica nr. 193 de fevereiro de 2007) italiano para os idiomas inglês e português por Bentes Numismática e leilões.&lt;br /&gt;Todos os direitos reservados à Cronaca Numismatica, autora do presente texto com original em italiano, escrito por Rogério Stanglini.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #333333; font-size: 130%;"&gt;A fascinante história de uma raríssima moeda. O US Saint Gaudens Double Eagle de 1933.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152373784150950834" src="http://1.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R4DoqIJaQ7I/AAAAAAAAAL8/dEOMXSK8C1c/s400/1.jpg" style="cursor: hand; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;O US Saint Gaudens Double Eagle de 1933 vendido no leilão de Stack's e Sotheby's em 30/07/2002.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O martelo do leiloeiro da venda sob ofertas organizada pela Stack’s e Sotheby’s em Nova York no dia 30 de julho de 2002 para vender uma única moeda – aparentemente a mais rara, e com certeza a mais disputada – parou no valor recorde de 6,6 milhões de dólares, uma soma nunca alcançada precedentemente, e que sobe a 7,59 milhões, se levarmos em conta também a comissão do leiloeiro. Mas o que levou um colecionador anônimo a desembolsar esta incrível soma, pagando “tanto” por uma única moeda de ouro de 20 dólares cunhada apenas 70 anos atrás. E, ainda, por qual razão uma moeda cunhada em quase meio milhão de exemplares se tornou tão rara e disputada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/rug5UXMUP-o?fs=1&amp;amp;hl=it_IT&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/rug5UXMUP-o?fs=1&amp;amp;hl=it_IT&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta última pergunta já havia sido feita em 1944 por Ernest Kehr, jornalista responsável pela sessão de filatelia e numismática do New York Herald Tribune que, notando em uma lista de leilão o anúncio da venda de um extraordinário “double eagle de 1933”, pelo qual seu antigo proprietário havia pago um pouco mais de 2000 dólares (valor considerado altíssimo para a época em que foi adquirida), pensou que seria uma boa idéia dirigir-se à Casa da Moeda americana para saber quantos exemplares teriam sidos postos em circulação, e o que poderia justificar uma cotação do gênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi justamente a curiosidade de Kehr a dar início a uma das mais complexas aventuras numismáticas dos últimos tempos, rica de surpresas, decepções, euforia e desilusões. Uma história que depois de se perder nos anais do colecioismo por mais de 70 anos, ainda hoje não se concluiu definitivamente, e que teve como protagonistas colecionadores ricos e facultosos, comerciantes inescrupulosos, funcionários desonestos da casa da moeda de Filadélfia , agentes do serviço secreto americano, o rei Farouk do Egito , casas de leilão, e, por último, os herdeiros de um dos personagens originalmente envolvidos no “furto” e na venda de alguns exemplares desta moeda, mantidos entre seus bens herdados e trancados num cofre que continha 10 destas raríssimas e “proibidas” moedas. Mas procedamos com ordem. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O FIM DE UMA ÉPOCA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R4Do-oJaQ8I/AAAAAAAAAME/NMBHbjpkQ4I/s1600-h/2.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152374136338269122" src="http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R4Do-oJaQ8I/AAAAAAAAAME/NMBHbjpkQ4I/s400/2.jpg" style="cursor: hand; float: left; margin: 0px 10px 10px 0px;" /&gt;&lt;/a&gt;OS 445.500 exemplares do “Double Eagle de 1933” – última cunhagem em ouro das casas da moeda da Filadelfia, de San Francisco e de Denver que desde 1907, colocou em circulação mais de 70 milhões de moedas com desenhos do admirável escultor “Augustus Saint-Gaudens” (na foto ao lado, em seu atelier)– foram cunhadas em Filadélfia em 3 sessões, entre 15 de março e 19 de maio. O contingente tinha sido estabelecido pelo Tesouro Americano em base ao quantitativo de moedas de 20 dólares postas em circulação no ano anterior pelo Federal Reserve Bank, e a abertura dos cunhos se deu em Filadélfia, a partir de 18 de fevereiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em teoria, a cunhagem dos 20 dólares com data 1933 sequer deveria ter sido processada. Logo após a sua eleição em 4 de março de 1933, de fato, o presidente “Franklin Delano Roosevelt” proibiu o uso do ouro (sob forma de moeda ou certificado) em pagamentos, na tentativa de por fim a grave hemorragia de metal amarelo que arriscava comprometer a credibilidade do sistema bancário americano (na semana ente o fim de fevereiro e início de março de 1933, companhias e privados tinham retirado dos bancos, para estocá-los ou transferi-los ao exterior, mais de 200 milhões de dólares em ouro, perfazendo um total - na cotação atual do ouro - cifra que supera os 6 bilhões de dólares).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Roosevelt anunciou a sua decisão (em vigor a partir do dia sucessivo) domingo, 5 de março, decretando ao mesmo tempo o fechamento de todos os bancos por quatro dias, enquanto o Secretário do Tesouro William H. Woodin (retratado a seguir) telegrafava as casas da moeda de Denver, Filadelfia e&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R4DpG4JaQ9I/AAAAAAAAAMM/Vi5y4Io4rvk/s1600-h/3.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152374278072189906" src="http://4.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R4DpG4JaQ9I/AAAAAAAAAMM/Vi5y4Io4rvk/s400/3.jpg" style="cursor: hand; float: right; margin: 0px 0px 10px 10px;" /&gt;&lt;/a&gt; San Francisco, ordenando que fossem suspensos quaisquer pagamentos em ouro. O Congresso, convocado urgentemente no dia 9 de março, aprovava no mesmo dia a decisão do presidente. A diretiva de Roosevelt proibia também o acumulo de ouro amoedado por parte dos privados e, mesmo que não especificasse qual fosse o limite quantitativo que fizesse com que um acúmulo chegasse a ser considerado um reato, sancionava a posse não autorizada de ouro em moedas ou certificados, com uma multa de até 10.000 dólares e uma pena de detenção de até 10 anos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A provisão não impunha explicitamente aos cidadãos americanos de restituir o ouro amoedado, que estivesse em sua posse, ao Federal Reserve Bank, mas que este fosse o seu preciso objetivo, nao restava qualquer dúvida, tanto que o público, respondendo ao apelo do presidente, do Congresso e das autoridades monetárias, e uma única semana fez afluir aos bancos mais de 300 mihões de dólares em ouro. A adesão inicial bem cedo perdeu parte do seu vigor e no dia 5 de abril, um mês depois da divulgação da provisão, o ouro “restituído” ao Tesouro chgava a um total de apenas 633 milhões de dólares. Segundo a estimativa do governo, ao apelo presidencial faltavam, pelo menos, mais um outro bilhão de dólares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R4DpXoJaQ-I/AAAAAAAAAMU/bd8H8JXi4Cs/s1600-h/4.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R4D4DoJaRJI/AAAAAAAAANs/eYzYuJH3Nl4/s1600-h/4.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152390714912031890" src="http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R4D4DoJaRJI/AAAAAAAAANs/eYzYuJH3Nl4/s400/4.jpg" style="cursor: hand; float: left; margin: 0px 10px 10px 0px;" /&gt;&lt;/a&gt;Para acelerar o retorno do metal, que ainda estava circulando, aos cofres do Federal Reserve, no dia 5 de abril Roosevelt (foto ao lado) emanou uma nova diretiva que depois de ter precisado o teto cumulativo (100 dólares), impôs explicitamente aos privados a obrigação de restituir ao Tesouro Americano o ouro de que mantinham posse; uma exceção era consentida somente para as moedas de ouro “raras e inusuais” procuradas pelos colecionadores. As pressões pelo retorno do ouro nos cofres do Federal Reserve continuaram até que o Gold Reserve Act, aprovado pelo Congresso e assinado por Roosevelt no dia 30 de janeiro de 1934 estabelecesse definitivamente que todo o ouro amoedado (revalutado de 20,67 a 35 dólares a onça) pertencia ao governo dos E.U.A., que o transformaria em lingotes de peso e título estabelecidos pelo Secretário do Tesouro (refundindo portanto as moedas) destinando o produto final a ser estocado no novo depósito em construcão em Fort Knox.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já depois do primeiro decreto de 5 de março de 1933, a Casa da Moeda de Filadélfia poderia ter suspendido a cunhagem das moedas de ouro, não mais admitidas como instrumento de pagamento. Como a burocracia, porém, tem seus próprios tempos e inércias, um primeiro quantitativo de double eagles de 1933 foi cunhado entre 15 e 24 de março, seguidos por mais 200.000 entre 7 e 27 de abril e pelos últimos 145.500 entre 8 e 19 de maio. A inteira cunhagem, embalada em sacos de 250 moedas, cada um pesando cerca 8,4 quilos, foi trancada no cofre F da Casa da Moeda, de onde nunca mais sairia se não 3 anos depois para a refusão. A única exceção foram dois sacos contendo 500 peças ao todo de onde deveriam ser retirados os exemplares destinados ao laboratório da Casa da Moeda e à Comissão de análise para que fossem verificados o peso e o título do metal, tendo sido confiados aos cuidados do tesoureiro e fechados na sua caixa-forte. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152378581629420642" src="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R4DtBYJaRGI/AAAAAAAAANU/sDtxZBlmB7A/s400/10.jpg" style="cursor: hand; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;em&gt;Monumento de Augustus Saint Gaudens ao general William T. Sherman.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ESPERANDO PELA FUSÃO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É sobre as 500 peças que ficaram sob o controle direto do tesoureiro-caixa - cargo que, depois da aposentadoria de Harry Powell no fim de 1933 e a saída de cena de seu sucessor designado Hibberd Ott, por motivos de saúde, foi assumido no dia 20 de março de 1934 por George McCann, figura chave nos acontecimentos sucessivos - que devemos voltar a atenção para entender como, quando e quantos “double eagles de 1933” tenham saído ilegalmente da Casa da Moeda de Filadélfia e alcançado o mercado, sempre à espera de oportunidades, por novidades e, com estas, as chances de lucro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como resulta da documentação do arquivo da casa da moeda de Filadélfia, 20 das 500 moedas foram enviadas a Washington, mais especificamente ao laboratório da casa da moeda dos EUA para o controle do título, exigência para a qual fossem todas refusas. Das que sobraram, 446 foram mantidas à disposição da Comissão de Análises, convocada na metade de fevereiro de 1934, enquanto outras 34 foram pegas por Edward McKernan, responsável pela câmara de segurança, em 2 de fevereiro. Nao ficou claro se estas moedas foram depositadas novamente nos cofres junto com o grosso do contingente ou se (hipótese mais provável, levando em consideração o reduzido quantitativo e as verificações ainda em curso), se tenham unido as outras em contemporânea custódia do caixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Comissão de Análise, reunida no dia 14 de fevereiro de 1934, destruiu 9 moedas para determinar o peso e o título, resultados ambos regulares segundo quanto o certificado do dia 15 de fevereiro, e no dia 20 as outras 437 foram restituídas a Hibberd Ott, caixa em função e que as repôs na própria caixa-forte junto aos 34 exemplares recebidos em precedência por McKernan (para um total de 471 peças).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152374754813559794" src="http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R4DpioJaQ_I/AAAAAAAAAMc/wRQDZGD9YIg/s400/5.jpg" style="cursor: hand; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;A reserva federal de ouro de Fort Knox.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O processo posto em movimento pelo Gold Reserve Act, enquanto isso continuava avançando inexoravelmente. No dia 4 de agosto de 1934 Nellie Tailoe Ross , diretora da Casa da Moeda dos EUA , telegrafou aos diretores dos estabelecimentos de Denver, Filadélfia e São Francisco para dar início à fusão de todo o estoque nacional de moedas de ouro, com a finalidade de tranformar o produto da fusão em lingotes de ouro 900‰ (mesmo teor das moedas, para “não perder temp e nem dinheiro”); uma missão que, devido aos consistência dos recursos e a capacidade das instalações, levaria mais de 2 anos, com uma previsão de conclusão que somente se daria em julho de 1937, com a chegada ao Fort Knox das cargas de lingotes escoltados pelas guardas armadas da Casa da Moeda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baseado na documentação oficial, entre 6 de fevereiro e 18 de março de 1937, na Casa da Moeda de Filadélfia foram fundidas e transformadas em lingotes, precedidas por milhares de outras moedas de ouro de 2,5; 5; 10 e 20 dólares, 445.000 “double eagles” de 1933, que nunca saíram do cofre F, mais as 471 em posse do caixa. Das 471 moedas qu erestaram das análises e testes, se devem subtrair os dois exemplares que em 2 de outubro de 1934 George McCann enviou, sob a disposição da diretora Nellie Tayloe Ross, ao Smithsonian Museum, para serem inseridas na coleção numismática do referido museu. A conta, formalmente, estaria correta: das 445.500 moedas cunhadas, 29 foram hipoteticamente destruídas em testes, duas foram doadas ao Smithsonian (fato comprovado), e as outras 445.469 foram fundidas (?). Mais nenhum exemplar do double eagle de 1933 – nunca posto em circulação pela Casa da Moeda Americana – deveria ou poderia ter “sobrevivido”. Mesmo assim..... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152380754882872434" src="http://4.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R4Du_4JaRHI/AAAAAAAAANc/q5ztS5jYmHU/s400/6.jpg" style="cursor: hand; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;A ordem executiva de 5 de abril de 1933&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;COMEÇA A CAÇA AO TESOURO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros indícios que mostravam que as coisas não tinham ocorrido em conformidade com os documentos oficiais afloraram a partir de abril de 1937, quando um periódico numismático declarou, indicando rumores dos ambientes do colecionismo, que alguns exemplares teriam escapado à fusão, e os que terminaram nas mãos de colecionadores e comerciantes vinham sendo tratados a preço “de afeição”. A notícia não suscitou particular estupor, nem reações por parte das autoridades monetárias. O mundo do colecionismo e do comércio numismático nao era tido sob particular consideração e nem mesmo quem havia desenrolado um papel importante durante a subtração das moedas destinadas à fusao, fazendo-as sair ilegalmente da casa da moeda teria qualquer interesse em “colocar lenha na fogueira”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um outro periódico reportou que, sempre em abril de 1937, o conhecido colecionador Fred Boyd teria mostrado algumas semanas antes, na reunião do New York Numismatic Club, um exemplar de double eagle de 1933 em sua posse. O próprio Boyd voltou a expor a moeda em 1938 em Columbus e no ano seguinte em Nova York. Nas revistas numismáticas começaram a aparecer os primeiros anúncios alusivos a quem gostaria de adquirir o último dos double eagles cunhados, e no número de fevereiro de 1941 de “Numismatist” apareceu a primeira proposta de venda; Smith &amp;amp; Son, comerciantes de Chicago, ofereciam (com várias fotos ilustrativas) um double eagle de 1933, “a mais rara da série - exceto pelo exemplar de 1849 - e um dos únicos 3 exemplares conhecidos até hoje. O preço só seria fornecido a pedido dos adquirintes interessados”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época o anúncio não suscitou particular interesse (talvez por causa do preço pedido), tanto que a oferta foi repetida em março e em junho, quando finalmente apareceu um comprador. Nenhuma reação porém, mais uma vez, partiu das autoridades monetárias. Para que isso se verificasse, foram necessários que se passassem outros três anos. De fato, em 18 de março de 1944, Enest Kehr, folheando o catálogo da Casa de Leiloes Stack’s - a ser realizado no dia 25 do mesmo mês - foi pego pela curiosidade de saber o que fazia do lote 1681 (double eagle 1933) uma raridade, e teve a idéia de se dirigir ao escritório do diretor da Casa da Moeda para um esclarecimento. Em 20 de março a questão chegou aos ouvidos da diretora Ross, que pediu a Filadélfia uma resposta. Esta chegou no dia 22 sob forma de um relatório detalhado de 10 páginas, nas quais resultavam os números de moedas cunhadas, destruídas nos testes e refusas, além obviamente das duas entregues ao museu Smithsonian. Nenhuma moeda tinha sido entregue ao Tesouro (e deste aos bancos) para ser distribuída, portanto nenhuma podia, oficialmente se encontrar em circulação. Se isto estava acontecendo, se supunha que o lote oferecido por Stack’s era de uma moeda “falsa” ou “roubada”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152381369063195778" src="http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R4DvjoJaRII/AAAAAAAAANk/aPlujkDyIxI/s400/7.jpg" style="cursor: hand; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Nellie Tayloe Ross, a primeira mulher americana a ser eleita ao cargo de governador (Wyoming em 1922) e primeira mulher a ser nomeada, pelo presidente Franklin Delano Roosevelt, diretora da Casa da Moeda, cargo que ocupou de 1933 a 1953.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Neste ponto, a Casa da Moeda colocou a questão aos cuidados do serviço secreto, competente nesta matéria por ser o responsável pela repressão à violação ao Gold Reserve Act. Do caso se ocupou pessoalmente o diretor do serviço, Frank J. Wilson, que confiou as investigações aos agentes especiais Harry w. Strang e James Haley. Como estavam efetivamente em presença de um reato, era necessária uma medida veloz, pois ao leilão Stack’s faltavam somente dois dias. No dia 24 os dois agentes foram a Nova York para encontrar o jornalista cuja iniciativa tinha dado início ao caso. Mas Kehr não conseguiu fornecer nenhum outro elemento que pudesse auxiliar nas investigações. Tudo o que sabia, já havia sido relatado. Os agentes então se dirigiram à sede da Stack’s para interrogar os titulares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerados totalmente estranhos a qualquer comportamento ilícito, os irmãos Joseph e Morton Stack não tiveram dificuldades em exibir a moeda em sua posse; além disso confirmaram que no catalogo do referido leilão havia um erro; diferentemente de quanto indicado, o precedente proprietário (o coronel Flanagan) não havia pago 2200 dolares pela moeda, mas sim 1250, como vieram a saber uma semana antes. Os irmãos Stack disseram também aos agentes que um outro exemplar da mesma moeda estava notoriamente em posse de Max Berenstein, um joalheiro cuja loja se encontrava a alguns quarteirões dali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152375154245518370" src="http://4.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R4Dp54JaRCI/AAAAAAAAAM0/pN5m-WYEPps/s400/8.jpg" style="cursor: hand; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;As atuais instalações da Casa da Moeda de Filadélfia.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A este ponto o agente Strang explicou que, de acordo com as documentações do Tesouro, a moeda nunca teria sido posta em circulação, e portanto se tratava presumivelmente de um exemplar falso ou “roubado”, que o serviço secreto teria que sequestrar diante da expectativa de desenvolvimentos posteriores. Durante a tarde, após entregarem aos irmãos Stack, como seu álibi regular, uma fatura pelo double eagle de 1933, os dois agentes saíram da casa de leiloes dos irmãos para se dirigirem à joalheria de Berenstein. A caça ao tesouro ilegalmente “roubado” tinha começado. &lt;/div&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;UMA INCRÍVEL COINCIDÊNCIA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R4DqhYJaRFI/AAAAAAAAANM/I2tNwIX1xDc/s1600-h/11.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152375832850351186" src="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R4DqhYJaRFI/AAAAAAAAANM/I2tNwIX1xDc/s400/11.jpg" style="cursor: hand; float: left; margin: 0px 10px 10px 0px;" /&gt;&lt;/a&gt;Aqui é oportuno dar alguns passos atrás. Exatamente um mês antes, dia 25 de fevereiro de 1944 (o que ainda não era do conhecimento dos investigadores), um funcionário da embaixada egípcia em Washington tinha ido ao escritório da Casa da Moeda, no Ministério do Tesouro, para pedir a permissão de exportação de uma moeda que o seu soberano, o rei Farouk (foto ao lado), havia comprado dois dias antes, de um comerciante de Fort Worth, Texas, pagando 1575 dólares; tratava-se de um double eagle de 1933. Baseado no Gold Reserve Act, a exportação de moedas de ouro dos EUA era permitida somente se se tratava de exemplares de interesse especial para os colecionadores, “status” delegado pelo referido escritório da Casa da Moeda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um funcionário compilar o pedido e receber o double eagle de 1933, o escritório da Casa da Moeda entrou em contato com Theodore Belote, curador da coleção numismática do Smithsonian que, recordando, possuía os dois únicos exemplares “legais” do s20 dólares de 1933, entregues a este pela Casa da Moeda de Filadélfia. Isto a fim de obter um parecer necessário aos procedimentos formais, o que foi ultimado, sem dificuldades, como favorável à exportação.&lt;br /&gt;Completadas as formalidades burocráticas, em 29 de fevereiro a licença de exportação estava pronta e em 11 de março de 1944, o funcionário da embaixada do Egito retornou ao escritório da Casa da Moeda, a fim de retirar a moeda, acompanhada da referida licença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido a uma fortuita e incrível coincidência temporal, a moeda adquirida pelo rei Farouk obtinha, desta forma, a permissão necessária para deixar legalmente o território dos EUA sendo que duas semanas mais tarde, tal procedimento teria sido certamente impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 24 de março de 1944, depois de terem deixado a sede da Stack’s, o sagentes do serviço secreto providenciaram o sequestro da moeda que estava na posse de Berenstein e depois de uma primeira perícia realizada na Assay Office de Nova York, as duas moedas foram confirmadas como autênticas e, coisa ainda mais importante, obtiveram do joalheiro os elementos necessários para iniciarem a reconstruir um quadro detalhado de toda situação; quantos eram os exemplares conhecidos no mercado, quem os possuía pelas mãos de quem haviam passado.&lt;br /&gt;Nas três semanas sucessivas, assistidos por alguns colegas, Strang e Haley interrogaram colecionadores, numismatas, comerciantes e funcionários da Casa da Moeda em diferentes localidades dos EUA, e em 14 de abril já estavam prontos para apresentar ao seu superior um primeiro balanço das investigações; um elenco dos 10 primeiros exemplares dos 20 dólares de 1933 já haviam aparecido no mercado até aquele momento (três dos quais haviam sido sequestrados pelos agentes no decurso das investigações e um exemplar levado ao Egito com regular licença de exportação) e mais uma concreta série de indícios que conduziam a Israel “Izzy” Switt, um grande joalheiro da Filadélfia, como sendo a fonte comum de todas as moedas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fim da 1ª Parte.&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não perca a 2ª e última parte desta fascinante história que reserva momentos de emoção e surpresa em seu desfecho dramático e conclusivo, onde as pessoas envolvidas tramam, conspiram e elaboram estratégias para escaparem ao controle do governo federal dos EUA. Você vai conhecer a surpreendente história de um comerciante que pagou uma fantástica soma por esta moeda e viajou para fora do país, esperando que algum colecionador o contatasse, para tentar vendê-la pelo triplo do que havia pago. Os agentes secretos do tesouro americano irão armar uma estratégia digna de um filme de espionagem para botar suas mãos nesta moeda. Será que irão conseguir ?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não perca a segunda e última parte desta surpreendente e verídica história. Nela você ira conhecer o desenrolar final de "A incrível história de uma moeda que não deveria existir".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Em breve aqui, no blog de Bentes Numismática.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4048392998491244915-275426098107776812?l=numismaticabentes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=ed00c6ce8dd72a33&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/feeds/275426098107776812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2008/01/incrvel-histria-de-uma-moeda-que-no.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/275426098107776812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/275426098107776812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2008/01/incrvel-histria-de-uma-moeda-que-no.html' title='A incrível história de uma moeda que não deveria existir - 1ª Parte.'/><author><name>Numismatica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00777710822743300087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMB6SbT-k4I/AAAAAAAAAkY/_jVCRCEFThY/S220/blog.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R4DoqIJaQ7I/AAAAAAAAAL8/dEOMXSK8C1c/s72-c/1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4048392998491244915.post-4449471970997612939</id><published>2008-01-14T18:27:00.001+01:00</published><updated>2010-09-28T04:09:36.685+02:00</updated><title type='text'>A incrível história de uma moeda que não deveria existir - 2ª Parte.</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;...continuando...&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155393652966180002" src="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R4ujNoJaRKI/AAAAAAAAAN0/s3sNEOHvc40/s400/1-headline-saint-gaudens-history%5B1%5D.jpg" style="cursor: hand; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A colocar os agentes na pista justa foi James Macallister, um numismata de Filadélfia que afirmou ter adquirido o primeiro exemplar de “double eagle de 1933” (moeda que nunca tinha aparecido em precedência no mercado). Comprou-o de Switt, no dia 15 de fevereiro de 1937 por 500 dólares, revendendo-o logo em seguida a Max Berenstein por 1600 dólares. Assim, quatro dias depois, em 19 de fevereiro, Macallister voltou à loja de Switt e comprou um segundo exemplar por 500 dolares, também este em seguida revendido (por 1100 dólares). Uma terceira moeda, sempre por 500 dólares, foi adquirida no início de julho de 1937, seguido por outros dois (um em julho e outro em dezembro) pelo qual a quantia a ser paga tinha subido a 550 dólares. Depois ele parou – disse Macallister aos agentes – não porque a fonte se tivesse exaurido, mas porque se convenceu que existiam muitos exemplares no mercado para se dizer que era uma moeda de extrema raridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Switt foi interrogado pelo serviço secreto em 30 de março, mas mesmo assumindo a venda de 9 double eagles de 1933 no passado, declarou não se lembrar onde as adquiriu e de não ter conservado nenhuma documentação que pudesse ajudá-lo a identificar quando, de quem tivesse comprado, a quem tivesse vendido e por qual valor as tivesse adquirido. Mesmo sob pressão dos agentes, negou sempre de ter mantido contato com o pessoal da casa da moeda da Filadélfia, além do necessário requerido pela sua profissão (venda de restos de ouro para fundição), e declarou sob juramento que não possuia outros exemplares da moeda incriminada.&lt;br /&gt;Nas semanas sucessivas os investigadores examinaram as escrituras contábeis de Switt, sem porém concluir nada de útil para suas investigações que, sem descartar possíveis alternativas, se dirigiam agora a um objetivo bem preciso: a investigação de uma ligacão entre Switt e alguém que tivesse tido acesso às moedas saídas ilegalmente do estabelecimento onde foram produzidas.&lt;br /&gt;Na lista de suspeitos incluiu-se, em particular, o ex-caixa da Casa da Moeda de Filadélfia George McCann: um personagem que, além de ter sob sua custódia - por vários anos e na própria caixa-forte - centenas de exemplares do double eagle incriminado, tinha precedentes discutíveis, tendo sido preso em 1940 sob acusação de ter “roubado” do caixa 339,90 dólares em “trocados” retirados de circulação, levados à Casa da Moeda por privados e comerciantes para serem substituídos por moedas novas do cunho. Mccann se assumiu culpado, e foi condenado a um ano e um dia de prisão, mais uma multa de 500 dólares.&lt;br /&gt;Mesmo não conseguindo provar um contato direto entre McCann e Switt, os agentes descobriram que quase seguramente existia um entre McCann e Edward Silver, cunhado e sócio de Switt cuja assinatura aparecia, entre outros, nos cheques girados por Macallister para pagar as moedas compradas pelo primeiro. Novamente interrogado, Macallister adicionou novos particulares ao caso: em ocasião de cada compra, Switt pretendia que o preço fosse primeiro aprovado por Silver e em num certo momento disse, a propósito dos double eagles de 1933, que “seu sócio Ed(ward Silver) poderia arrumar quantas quisesse”, já que tinha comprado 25 e revendido até então somente 14.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras confirmações aos suspeitos vieram da análise da situação financeira de McCann, que entre fevereiro e junho de 1936 tinha registrado, sem uma justificativa aparente, entradas de mais de 9.800 dólares, uma soma equivalente a mais do triplo do seu salário anual, e quase coincidente com quanto retirado no mesmo período por Edward Silver de uma conta bancária sua. McCann, segundo a teoria desenvolvida pelos agentes do serviço secreto teve, por um longo tempo, acesso às moedas que provavelmente conseguiu fazer sair da Casa da Moeda, de pouco em pouco (na época não existiam detectores de metal), substituindo os double eagles de 33 com outros de data comum, para que pesos e números resultassem sempre regular no caso de um eventual controle; tinha mantido contato com Silver; tinha registrado em 1936 uma entrada conspícua e não justificada, contemporaneamente a uma equivalente saída de dinheiro da conta de Silver: os indícios era mais do que consistentes, mesmo se em ausência de uma confissão por parte dos suspeitos.&lt;br /&gt;No final de 1944 o trabalho dos investigadores já havia terminado, e os agentes tiveram uma conferência com o chefe dos Serviços Secretos, Frank Wilson, confiantes de poder começar a fase do plano que levaria os suspeitos para a cadeia. Em dezembro, Wilson mandou a própria relação ao Procurador Federal com o pedido de proceder, mas a resposta, que chegou em janeiro de 1945, foi negativa: os indícios eram sólidos, mas a decorrência dos termos punha os suspeitos ao reparo de qualquer tipo de incriminação.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155394129707549890" src="http://1.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R4ujpYJaRMI/AAAAAAAAAOE/StROJuYQXms/s400/nuovo-1.jpg" style="cursor: hand; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;em&gt;Medalha prêmio realizada por Augustus Saint Gaudens e Barber para a Exposição Colombiana de 1892-1893.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A impossibilidade de perseguir os culpados pela subtração das moedas não mudava todavia uma coisa: os double eagles de 1933 em circulação nunca tinham sido emitidos, por isso eram propriedade do governo, do qual foram roubadas; o governo tinha portanto o direito de exigir a restituição e, caso o atual proprietário se negasse em fazê-lo, o governo poderia confiscá-las.&lt;br /&gt;Nem sempre os colecionadores - que para terem a moeda tinham desembolsado os “olhos da cara” - estavam dispostos a aceitar tal imposição. Entre junho de 1944 e agosto de 1952 o serviço secreto conseguiu todavia sequestrar , ou receber por “livre e espontânea restituição”, outros seis doubles eagles de 1933 que se encontravam na posse de cidadãos americanos: o único exemplar conhecido em circulação permanecia a tal ponto a moeda adquirida em 1944 pelo rei Farouk do Egito, transferida ao Cairo. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;A MOEDA QUE FALTAVA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Enquanto internamente os pedidos de restituição das moedas sequestradas, encaminhados pelos colecionadores ao governo, eram negados, o Governo americano decidiu colocar as coisas em dia com o governo egipcio, onde o rei Farouk tinha perdido o trono no dia 23 de julho de 1952 depois de um golpe de estado. O novo governo fez saber imediatamente que tinha intenção de leiloar os bens do ex-soberano, e que o lucro deveria ser utilizado em benefício do povo. Entre tais bens constava a coleçao numismatica do ex-soberano, composta de mais de 8.800 moedas de ouro, sendo que entre as raridades estava o “double eagle de 1933”. A responsabilidade de cuidar do leilão, executado no dia 24 de fevereiro de 1954, foi dada a casa inglesa Sotheby’s, cujo catálogo denominado “Palace Collections of Egypt” (o nome do rei tinha sido retirado em consideração ao novo governo), reportava no lote número 185, junto com outros 16 double eagles, o exemplar “único” de 1933. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155393893484348594" src="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R4ujboJaRLI/AAAAAAAAAN8/JxkfwbTjg38/s400/Cus10198.jpg" style="cursor: hand; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;em&gt;Página do catálogo da coleção Farouk, onde se vê o lote 185. Sublinhado em vermelho a data 1933, correspondente ao cobiòado Double Eagle Saint Gaudens .&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma cópia do catálogo acabou nas mãos do serviço secreto americano, que através do Departamento de Estado fez intervir a Embaixada do Cairo para retirar a moeda de venda. Somente 36 horas antes da realização do leilão a Embaixada conseguiu confirmar que o presidente egípcio Naguib tinha acolhido o pedido, se resevando todavia o direito de decidir sobre a sorte da moeda. Em 25 de fevereiro o lote 185, reduzido de 17 a 16 moedas, foi regularmente vendido por 2.800 libras; mas enquanto nos EUA a Casa da Moeda da Filadélfia começava a refundir, em agosto de 1956, em base as disposições do Gold Reserve Act, as nove moedas sequestradas pelo serviço secreto, a peça que pertenceu a Farouk desaparecia no nada.&lt;br /&gt;Todas as pistas seguras do double eagle que faltava (aparentemente permanecia no Egito, com quem tinha acesso aos bens sequestrados de Farouk pelo governo nacionalista de Naguib e de seu sucessor Nasser), se perderam por quase quarenta anos, até 1994, quando André de Clermont, um ex-funcionário da Casa de Leilões inglesa Spink’s e por época já trabalhando pro conta própria, comentou com seu novo sócio Stephen Fenton, dono de uma loja numismática em Duke Street, de uma supreendente oportunidade: uma sua fonte egípcia (da qual já tivera a oportunidade de adquirir muitas moedas raras, algumas das quais certamente proveniente da coleção de Farouk), tinha mencionado a possibilidade de dispor também do 20 dólares de 1933.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A negociação – iniciada com um pedido do interlocutor egípcio de 325.000 dólares – começou a “esquentar” no tardo verão de 1995, e no dia 3 de outubro a negociação chegava ao seu clímax. Fenton transferiu para a conta do egípcio - um joalheiro do Cairo – 220.000 dólares, e, depois de 41 anos, entrou em posse da moeda retirada do leilão em 1954 (deste fato não se tem certeza absoluta, dado que a licença de exportação concedida em favor de Farouk não era acompanhada por uma documentação fotográfica, e nem no catálogo do leilão Sotheby’s de 1954 aparecia uma imagem da moeda; mas todas as circunstâncias levam a crer que a moeda nas mãos de Fenton fosse efetivamente a que pertenceu ao soberano egipcio).&lt;br /&gt;Quando a adquiriu, o comerciante britânico tinha passado por um grande risco, ligado tanto a quantia paga, quanto ao “estado” ilegal da moeda (pelo menos, assim era, aos olhos do governo americano). O problema agora era encontrar um comprador, de preferência nos Estados Unidos, que pudesse garantir a ele e ao seu sócio De Clermont um lucro adequado.&lt;br /&gt;Para resolver essa situação Fenton se dirigiu a um amigo na Alemanha que, depois de algumas tentativas em vão, obteve uma resposta interessada da parte de Jasper Parrino, titular de uma loja especializada em moedas raras em Kansas City, que acreditava haver um potencial cliente para a moeda na pessoa de Jack Moore, um mediador sempre a procura de moedas de ouro para um facultoso industrial em Oklahoma. No fim de 1995, Fenton começou a discutir com Parrino sobre a venda do double eagle em sua posse, pelo qual pretendia pedir 750.000 dólares. Parrino pediu a Moore o dobro, mas o caminho pelo qual se desenrolava o negócio conduzia na verdade a uma perigosa armadilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moore, em parte incentivado por motivos de “vingança” (dizia que tinha sido enganado no passado por Parrino, com relação a algumas comissões de venda), se dirigiu a um agente do FBI informando-o que um comerciante estrangeiro estava oferecendo na praça um double eagle de 1933 por 1.500.000 dólares. O FBI o colocou prontamente em contato com o Serviço Secreto, que decidiu montar uma isca com o objetivo de sequestrar a moeda. Moore teria que fazer uma contra-oferta a Parrino, para ganhar tempo, mas sobretudo tinha que pedir que a transação ocorresse nos EUA onde o comprador poderia verificar a autenticidade da peça (na verdade, para o serviço secreto se apropriar da moeda).&lt;br /&gt;Depois de um vai-e-vém de contatos e negociações, Fenton – que havia firmado o preço em 750.000 dolares - concordou em encontrar Parrino e o cliente final em 8 de fevereiro de 1996, em Nova York, em um apartamento do hotel Waldorf Astória que, a esta altura, já havia sido posto sob total vigilância pelo serviço secreto, com videocâmeras e registradores, com agentes que ocupavam um apartamento adjacente.&lt;br /&gt;Uma vez acertado que Fenton tinha efetivamente consigo a preciosa moeda, os agentes irromperam no apartamento onde a negociação estava em curso, e prenderam o numismata inglês, caído na armadilha sem haver levantado a menor suspeita, tanto é que, no início, temeu de ser vítima de um roubo.&lt;br /&gt;Enquanto os agentes sequestravam o double eagle, Fenton foi algemado como um criminoso comum e levado ao subsolo do hotel, onde um automóvel o aguardava para conduzi-lo ao escritório do serviço secreto de Nova York, situado em uma das torres do World Trade Center. Fenton, convocado a se apresentar diante do juiz com a acusa de ter tentado vender uma propriedade roubada ao Governo dos EUA, foi solto graças ao intervento do advogado, e no fim de um dia alucinante, saiu das dependências do Serviço Secreto profundamente abalado com o acontecido, tendo em seu bolso uma fatura de um “artigo de contrabando” sequestrado pelo governo dos EUA, o double eagle no qual tinha investido 220.000 dolares (e com o qual esperava ganhar muito mais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A disputa aberta entre Fenton (determinado a fazer prevalecer a propria boa fé e seus direitos) e a Casa da Moeda americana (também decidida a reentrar em posse da moeda roubada sessenta anos antes) se fechou somente cinco anos mais tarde, em 15 de janeiro de 2001, com um acordo extra-judicial em base ao qual Fenton cedia a moeda à Casa da Moeda e que essa se empenhava em colocá-la em venda, sendo o lucro relativo a esta venda dividido em partes iguais. A Casa da Moeda insistiu em inserir uma cláusula na qual se especificava que o compromisso feito com Fenton não teria se constituído num precedente para outro exemplar, eventualmente existente, do “20 dolares de 1933”. Caso aparecessem outros, seriam efetivamente sequestrados. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155394353045849298" src="http://1.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R4uj2YJaRNI/AAAAAAAAAOM/FIlACsoaNv0/s400/LM-reserve%5B1%5D.jpg" style="cursor: hand; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;O Federal Reserv Bank de Nova York.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enquanto a moeda estava sendo temporaneamente transferida por seguranças ao Fort Knox, ocorreu uma outra singular e trágica coincidência: se tivesse permanecido por alguns meses mais no escritório do serviço secreto em Nova York, a moeda se teria perdido seguramente devido ao atentado terrorista de 11 de setembro que destruiu as Twin Towers).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sotheby’s e Stack’s estavam sendo selecionadas para organizar o leilão onde, segundo as estimativas, a peça poderia chegar a um valor entre 4 e 6 milhões de dólares. O leilão público teve início às seis da tarde de 30 de julho de 2002 partindo de um preÇo inicial de 2,5 milhões de dólares. Exatos 6 minutos mais tarde, um colecionador anônimo arrematava a moeda mais disputada da história por 7.590.020 dólares.&lt;br /&gt;Aos 6,6 milhoes do preço de compra tinham que ser adicionados outros 990.000 dólares de direitos e outros 20 dólares devidos ao departamento do tesouro para “monetizar”, pela primeira e única vez, o double eagle de 1933. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;FIM DA HISTÓRIA?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nem por sonho!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Prova disso é o novo “golpe de cena”, ocorrido em setembro de 2004. Pouco mais de dois anos depois do leilão que parecia ter posto um fim a longa e aventurosa história desta fantástica e bela moeda, se começava a desenrolar um novo (e imprevisto) capítulo. As declarações feitas por Switt a Macallister, e por este, em 1944, referida ao agente Strang, sobre o número total de double eagles de 1933 saídos ilegalmente da Casa da Moeda, deram uma tardia mas sensacional confirmação quando a casa da moeda reentrou em posse, de uma única vez, de outros 10 exemplares da mítica moeda. Isso mesmo ! Dez exemplares de uma só vez, encontrados apenas dois anos após do leilão milionário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A se mostrar viva as autoridades foi Joan Switt Langbord, filha e herdeira do joalheiro Israel Switt (morto em 1990 com 95 anos), que através de seu advogado Barry H. Berke (o mesmo que tinha defendido os interesses de Fenton durante a longa disputa com a Casa da Moeda entre 1996 e 2001), informou ao governo e à Casa da Moeda americana do achado de 10 moedas entre os bens do pai, acreditando desta forma poder fazer o que bem quisesse e entendesse com os 10 exemplares. Os representantes da Casa da Moeda solicitaram então que a senhora Langbord entregasse as moedas com a desculpa de poder controlar a autenticidade das mesmas; um pedido que a senhora Langbord prontamente aceitou, em acordo realizado através de seu advogado, em troca de um documento no qual a Casa da Moeda se empenhava em reconhecer todos os direitos que Joan Switt Langbord e seus familiares poderiam ter sobre as moedas.&lt;br /&gt;Depois de te-las tranferidas a Washington em junho de 2005 para garantir a autenticidade, confirmada tanto pelas provas de laboratório quanto pela comparação com os exemplares do Smithsonian Institute, a Casa da Moeda anunciou publicamente em 11 de agosto, com grande tristeza para a senhora Joan Switt Langbord, a “recuperação” das moedas (retendo-as como propriedade do governo - a Casa da Moeda decidiu, obviamente, não usar os termos “sequestro” ou “requisição”), que foram mais tarde tranferidas ao Fort Knox, devendo ali permanecer, aguardando uma decisão sobre seus destinos. Três coisas são, de qualquer modo, certas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Que as moedas não serao destruídas (o Gold Reserve Act foi abrogado por Nixon em 1971);&lt;br /&gt;2) Que não serão monetizadas (portanto o double eagle de 1933 vendido em leilão em 2002 será o único legal em posse de um cidadão privado);&lt;br /&gt;3) Que nao serão restituidos aos herdeiros de Switt.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se por um lado a Casa da Moeda pensa em valorizar os double eagles de 1933 recentemente recuperados como “manufatos históricos” em ocasião de mostras ou exposições, ou consignado-os a um certo número de museus, por outro lado o advogado da senhora Langbord proclama batalha; uma batalha que se mostra toda em subida, tendo em vista os precedentes invariavelmente a favor do governo (mesmo se o valor das moedas disputadas, estimável em muitos milhões de dolares, é tal que não justifica uma desistência incondicionada por parte dos Switt). &lt;/div&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155421093512234210" src="http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R4u8K4JaROI/AAAAAAAAAOU/-Bm-4hwfllo/s400/Ch30RichardNixon%5B1%5D.jpg" style="cursor: hand; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;O presidente americano Richard Nixon.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esperando para conhecer qual será o destino das 10 peças depositadas em Fort Knox, um outro interrogativo espera uma resposta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Afinal, quantos são os double eagles de 1933 em circulação?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Até 2004 eram conhecidos somente 3 exemplares: os dois do Smithsonian, e o vendido em 2002 em leilão. Com o “achado” de 2004 o total sobe para 13, mas Israel Switt afirmou, na época das investigações, que teve à disposiçao 25 moedas, um número que hoje é impossível de se verificar, mas em conformidade com os 9.800 dólares embolsados pelo caixa Mc Cann em 1936 (mesmo sendo possivel que parte desta cifra tenha servido para pagar outros “favores” feitos ao dueto Switt-Silver).&lt;br /&gt;Levando a sério as afirmações de Switt, e levando em conta que das 25 moedas passadas, segundo ele, pelas suas mãos, se devem subtrair nove fusas em 1956, uma vendida em leilão em 2002, e dez encontradas em 2004; isto significa que existem, em posse de um ou mais cidadãos, ainda desconhecidos graças a “prudência” ou simplesmente a sorte, outros 5 double eagles “proibidos”. Uma “presa” que permanece, em todos os casos, sob mira dos agentes do serviço secreto americano , prontos a confiscá-las assim que elas surjam da neblina que a sorte as circundou até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da próxima vez que você for a uma numismática e verificar que existe um Double Eagle Saint-Gaudens à venda, certifique-se de que não seja o de data 1933. Afinal, ainda existem no mínimo 5 destes exemplares “perdidos” por aí. Talvez sejam bem mais do que apenas cinco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FIM&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt;Bibliografia:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt;Livros:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt;Don Taxay&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt;: The Us Mint and Conaige, Arco Publishing Co., New York 1966.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt;David Tripp&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt;: Illegal Tender - Gold, Greed, and the Mistery of the lost 1933 Double Eagle, Free Press, New York 2004.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt;Allison Frankel&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt;: The epic story of the world's most valuable coin, W.W. Norton, New York 2006.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt;Revistas:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt;Leon Worden&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt;: Barry Barke: 1933 double "legal", in COINage Magazine, gennaio 2006.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt;Catálogos de leilões&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt;:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt;Sotheby's:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt; Palac Collection of Egypt, O Cairo, 25 de fevereiro de 1954.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #99ff99;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt;Sotheby's New York, Stack's:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt; The 1933 Double Eagle, - July 30, 2002.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4048392998491244915-4449471970997612939?l=numismaticabentes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/feeds/4449471970997612939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2008/01/incrvel-histria-de-uma-moeda-que-no_14.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/4449471970997612939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/4449471970997612939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2008/01/incrvel-histria-de-uma-moeda-que-no_14.html' title='A incrível história de uma moeda que não deveria existir - 2ª Parte.'/><author><name>Numismatica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00777710822743300087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMB6SbT-k4I/AAAAAAAAAkY/_jVCRCEFThY/S220/blog.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R4ujNoJaRKI/AAAAAAAAAN0/s3sNEOHvc40/s72-c/1-headline-saint-gaudens-history%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4048392998491244915.post-851337563338389616</id><published>2008-01-05T16:40:00.001+01:00</published><updated>2010-09-28T04:10:08.319+02:00</updated><title type='text'>Leilões - records</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi batido mais um record e desta vez para um raríssimo exemplar de 1000 dólares de 1890 vendido em leilão na cidade de Dallas por comprador desconhecido que provavelmente preferiu parmanecer no anonimato.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo experientes analistas, existe apenas um outro exemplar em todo mundo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;strong&gt;O preço ? US$ 2.300.000,00 (dois milhões e trezentos mil dólares)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R3-l2oJaQ6I/AAAAAAAAAL0/2MsbILzvUPA/s1600-h/us18fx%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152018856643543970" src="http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R3-l2oJaQ6I/AAAAAAAAAL0/2MsbILzvUPA/s400/us18fx%5B1%5D.jpg" style="cursor: hand; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R3-lw4JaQ5I/AAAAAAAAALs/rUjygJDftPI/s1600-h/us18bx%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152018757859296146" src="http://3.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R3-lw4JaQ5I/AAAAAAAAALs/rUjygJDftPI/s400/us18bx%5B1%5D.jpg" style="cursor: hand; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt; &lt;em&gt;Figura: EUA - Cédula de 1000 dólares 1890 em excelente estado de conservação, adquirida em leilão na cidade de Dallas por 2,3 milhões de dólares.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4048392998491244915-851337563338389616?l=numismaticabentes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/feeds/851337563338389616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2008/01/leiles-records.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/851337563338389616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/851337563338389616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2008/01/leiles-records.html' title='Leilões - records'/><author><name>Numismatica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00777710822743300087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMB6SbT-k4I/AAAAAAAAAkY/_jVCRCEFThY/S220/blog.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R3-l2oJaQ6I/AAAAAAAAAL0/2MsbILzvUPA/s72-c/us18fx%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4048392998491244915.post-5737000722402048553</id><published>2008-01-04T02:44:00.000+01:00</published><updated>2008-01-04T02:48:24.560+01:00</updated><title type='text'>PCGS Grading Process</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/hAQv6qmGcis&amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/hAQv6qmGcis&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4048392998491244915-5737000722402048553?l=numismaticabentes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/feeds/5737000722402048553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2008/01/pcgs-grading-process_03.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/5737000722402048553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/5737000722402048553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2008/01/pcgs-grading-process_03.html' title='PCGS Grading Process'/><author><name>Numismatica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00777710822743300087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMB6SbT-k4I/AAAAAAAAAkY/_jVCRCEFThY/S220/blog.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4048392998491244915.post-7840149124488742180</id><published>2007-12-29T13:47:00.011+01:00</published><updated>2010-10-31T20:45:05.637+01:00</updated><title type='text'>Por que investir em ouro ?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TM2_FS4kYjI/AAAAAAAAAnQ/NdkrXMUy0rQ/s1600/monete_d_oro.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="161" src="http://1.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TM2_FS4kYjI/AAAAAAAAAnQ/NdkrXMUy0rQ/s200/monete_d_oro.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Os motivos que levam as pessoas a investirem em ouro permanecem inalterados no curso da história:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Reserva de valor no tempo;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;strong&gt;- Bem de refúgio;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;strong&gt;- Alta liquidez;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;strong&gt;- Diversificação.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ouro tem sido utilizado como reserva monetária porque assumiu a função de dinheiro, estabelecendo-se como moeda nas negociações comerciais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- é fácil de portar e divisível. O seu peso determina facilmente o valor do objeto;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;- é indestrutível; &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;- é facilmente reconhecido e aceito como forma de pagamento. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 180%;"&gt;Reserva de valor no tempo:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Seja em tempos de crise que em tempos de prosperidade, o ouro resiste. Apesar dos altos e baixos do mercado financeiro, com investimentos que muitas vezes não garantem o retorno desejado, o ouro é o único que consegue manter seu valor no tempo. Em contrapartida, investimentos e reservas consideradas seguras no passado (como exemplo, o dólar americano) e as matérias primas industriais perderam muito do seu valor. Isto porque o ouro è frequentemente negociado por investidores que desejam se proteger dos riscos da inflação e das flutuações dos títulos do mercato financeiro e também porque muitos investidores em todo mundo vêem no ouro um bem de refúgio seguro, constituindo-se em parte importante de seu portfoglio de investimentos. O gráfico a seguir demonstra que o ouro vem mantendo o próprio valor, acompanhando os índices de inflação nos EUA, nos últimos 200 anos. &lt;/div&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5149376850461081490" src="http://1.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R3ZC9oJaP5I/AAAAAAAAADQ/HYQ7FyQtl6U/s400/Grafico+1.JPG" style="cursor: pointer; display: block; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: 0px; text-align: justify;" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em outras palavras, o valor do ouro tem-se mantido estável no tempo. Por exemplo, um “hábito” masculino no século XVI na Inglaterra, ao tempo do Rei Henrique VIII, custava o equivalente a uma onça de ouro (31,1gr de ouro fino), o que corresponderia hoje a 580 euros (1500 reais aproximadamente) e hoje podemos pagar bem menos por um “hábito” moderno. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 180%;"&gt;Bem de refúgio:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ouro è reconhecido como bem de refúgio. Na história, os títulos do governo sofreram oscilações e perdas consideráveis, enquanto o ouro permaneceu estável. Não é diretamente influenciado por políticas econômicas dos vários países e não pode ter seu preço congelado (o que é importante) como de alguns bens, inclusive o próprio dinheiro, pois a política monetária do Brasil já demonstrou que isto é possível.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por estas e outras razões, ¼ de todo ouro esistente no mundo è armazenado pelos governos dos países mais ricos, bancos centrais e outras instituições oficiais sob a forma de “reserva monetária internacional”. Nada, em todos estes anos (e falamos desde os remotos tempos das grandes civilizações do passado) sugere que a capacidade do ouro em se manter estável possa ser alterada e mesmo com a queda do dólar no mercado mundial, o ouro tem-se mostrado fiel a quem sabe reconhecer nele um bem de refúgio incomparável.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 180%;"&gt;Alta liquidez:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ouro è um dos bens econômicos que figuram entre daqueles de maior liquidez Pode ser prontamente negociado, a qualquer tempo, a qualquer hora, 24 horas por dia em um ou vários mercados financeiros de todo o mundo. O mesmo não pode ser dito em relação a outros tipos de investimento, incluindo bônus e as ações das maiores sociedades comerciais mundiais. Inclusive, as comissões sobre negociações do metal nobre são praticamente as mesmas cobradas na compra e venda de ações e obrigações, títulos considerados de boa liquidez, mas nada comparável à liquidez do ouro. Enfim, o tempo necessário para que uma negociação com ouro è o mesmo que aquele necessário na negociação de títulos acionários e obrigações. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 180%;"&gt;Patrimônio diversificado:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seja o seu perfil como investidor, aggressivo ou moderado, o ouro sempre irá jogar um papel muito importante na diversificação do seu portfoglio. Por esta razão, muitos investidores são cautelosos em suas aplicações reservando boa parte de seus investimentos para aplicação em ouro. Mesmo que grande parte dos seus investimentos sejam dedicados a títulos do mercado financeiro, a parte dedicada ao ouro terá sempre seu lugar de destaque e um peso enorme nos resultados, pois este proporciona a segurança que até mesmo o investidor agressivo não abre mão. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A diversificação do portfoglio nasce da necessidade de proteção contra as eventuais flutuações e perdas existentes nos vários setores do mercado de investimentos financeiros. O ouro faz justamente isto ! Dá ao investidor a segurança, um porto seguro em momentos de crise, podendo ser armazenado e transportado, possuindo o mesmo valor em qualquer parte do mundo. A característica do ouro como “diversificador” se deve à sua estreita correlação como andamento dos títulos acionários e obrigações, sem no entanto correr o risco de perda de valor, pois dentro da lei oferta/procura, o ouro sempre irá se manter estável, pois as reservas auríferas são limitadas e os especialistas no assunto afirmam que todo o ouro existente no mundo (incluindo o que ainda se encontra “in natura”) se fundido e agrupado seria suficiente apenas para formar um cubo de 17 metros de aresta. Em outras palavras, irá chegar o tempo em que as reservas de ouro na natureza se extinguirão e o metal nobre irá assumir valores jamais vistos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As variáveis econômicas que determinam o preço do ouro são diferentes e em muitos casos contrárias àquelas que determinam os preços de outros bens. A exemplo, o preço das ações dependem da velocidade de crescimento de uma companhia ou das especulações que todo dia assolam o mercato financeiro, deixando os pequenos e médio investidores mergulhados num mar de incertezas por não terem acesso à informações que grandes investidores possam ter. Por outro lado, o preço real de uma ação nasce da estabilidade da sociedade que a representa e do rendimento dos fundos de investimentos. O preço do ouro depende de diversos fatores como a lei da oferta e procura, das oscilações de valor do dólar americano, dos índices de inflação e das taxas de juros do mercado internacional, e mesmo que estes índices sejam suscetíveis de flutuações e perdas para o investidor, o ponto fundamental que deve ser recordado é que o preço do ouro sempre se move no sentido de compensar as perdas absorvidas nos outros investimentos, tanto é que quando as coisas vão mal no mercado acionário, os investidores experientes correm para o ouro, pois sabem que ali, seu investimento está seguro. O gráfico a seguir mostra como o ouro – apesar de “depender” de variáveis do mercado financeiro - não está atrelado aos outros investimentos, mostrando a força que tem em um portfoglio. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5149378718771855266" src="http://4.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R3ZEqYJaP6I/AAAAAAAAADY/ZX0ukR9O2t8/s400/Grafico+2.JPG" style="cursor: pointer; display: block; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: 0px; text-align: justify;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ouro è o único bem que se comporta contrariamente, ao ser comparado a outros tipos de investimentos (ver gráfico acima). Desta forma, o seu preço se move geralmente em direção oposta em respeito aos outros bens como o mercato acionário americano, bônus do tesouro e obrigações. &lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Fonte: World Gold Council &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 180%;"&gt;Ouro de investimento:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Neste período de globalização total,”new-economy”, e “trading on-line”, houve uma revolução mundial no setor de investimentos financeiros, de notável importância.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na Itália (país onde concentramos os nossos negócios), desde fevereiro de 2000, seguidamente à lei nr.7/2000, foi abolido o monopólio estatal sobre as negociações com o metal nobre, possibilitando finalmente a pequenos e médios investidores privados de adquirir moedas e lingotes de ouro fino, com isenção de pagamentos de impostos. Até este momento, investir no bem de refúgio por excelência era considerado por muitos investidores uma miragem, símbolo de riqueza e luxo. Hoje, felizmente, não è mais assim e qualquer pessoa que tenha a possibilidade de poder entrar na posse do metal nobre (bem que mantém seu valor intacto no curso de séculos), poderá fazê-lo mesmo com pouco investimento, adquirindo moedas de ouro e lingotes de peso reduzido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Lei italiana nr. 7/2000, possibilita o comércio do ouro de investimento à sociedades que preencham determinados requisitos. A Numismática Bentes possui todos estes requisitos para operar junto a investidores que queiram garantir seus investimentos, dedicando parte do seu portfoglio ao único bem que tem-se mostrado seguro e confiável em toda a história da humanidade. O ouro !&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Invista em ouro e fique tranquillo ! Nós da Numismática Bentes estamos prontos a atendê-lo, qualquer que seja a sua necessidade de investimento em moedas e lingotes de ouro, prata e platina.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 180%;"&gt;Uma forma de investir com segurança:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O preço de um Libra Esterlina Inglesa há 10 anos era de US$ 65,00, o equivalente a € 45,00 ou R$ 116,00. Imagine que durante estes 10 anos, ao invés de gastar seu dinheiro em bens de consumo e supérfluos que poderiam ser evitados, você tivesse comprado uma única esterlina a cada mês, uma única e pequena moeda de ouro de aproximadamente 8 gramas, com 7,31 gramas de ouro fino e cerca 22 mm de diâmetro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passados 10 anos (120 meses), você estaria em posse de 120 Libras de ouro !&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 180%;"&gt;O que significa isso ?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Significa que se você resolvesse vendê-las a nós ou a qualquer empresa estatal ou privada que negocie com ouro, iria receber uma quantia, em dinheiro, equivalente a € 15.000 euros ou US$ 22.000 dólares americanos, o equivalente a R$ 39.000,00 (Trinta e nove mil reais) o que é uma boa soma. Imagine que hoje você poderia passar a mão nas suas Libras e dar entrada (ou mesmo comprar à vista) um pequeno apartamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se por acaso tivesse investido esta mesma quantia mensal em uma caderneta de poupança, não teria hoje nem a metade do investimento em ouro, além de correr riscos desnecessários como congelamento de preços e aplicações, como já aconteceu no passado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Aplicações em ouro Numismática Bentes&lt;/span&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5149385040963715010" src="http://4.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/R3ZKaYJaP8I/AAAAAAAAADo/UbrFjFCEBHw/s400/blog+double+eagle.jpg" style="cursor: pointer; display: block; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: 0px; text-align: justify;" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4048392998491244915-7840149124488742180?l=numismaticabentes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/feeds/7840149124488742180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2007/12/por-que-investir-em-ouro_29.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/7840149124488742180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4048392998491244915/posts/default/7840149124488742180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://numismaticabentes.blogspot.com/2007/12/por-que-investir-em-ouro_29.html' title='Por que investir em ouro ?'/><author><name>Numismatica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00777710822743300087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TMB6SbT-k4I/AAAAAAAAAkY/_jVCRCEFThY/S220/blog.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-wDwjPGh1yA/TM2_FS4kYjI/AAAAAAAAAnQ/NdkrXMUy0rQ/s72-c/monete_d_oro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4048392998491244915.post-7965788653202321542</id><published>2007-12-28T17:09:00.003+01:00</published><updated>2010-09-29T10:48:52.121+02:00</updated><title type='text'>Dúvida: O critério na hora da escolha.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São frequentes às vezes que nos perguntamos: Qual critério devo adotar ao adquirir uma nova moeda para minha coleção ?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É fato que em primeiro lugar está o amor pelo nosso hobby, mas devemos, e temos obrigação de ser honestos, em dizer que o aspecto investimento é bastante relevante ao adquirirmos um novo exemplar. Ninguém gosta de “jogar dinheiro fora” ou ter a sensação de que, anos mais tarde, aquilo que possuímos possa valer menos do que pagamos, proporcionalmente, na época. Adquirir moedas para nossa coleção é assunto sério e, de forma alguma, deve ser feito improvisamente e sem critério.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitas vezes nos perguntam qual a melhor forma de escolher uma moeda que deverá assumir posição de destaque em uma coleção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os critérios são muitos, começando por adquirir moedas que façam parte de um tema, período ou metal que nos agrade. Mas sobre isto devemos pensar antes mesmo de iniciarmos uma coleção, de forma que possamos estabelecer uma lógica dentro daquilo a que nos propomos. Assim sendo, podemos colecionar moedas por metal (ouro, prata, cobre, etc), por tamanho (moeda tamanho dólar, piastra, etc), pela cronologia (período em que reinou determinado soberano) em um determinado país, etc.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ninguém seria humanamente capaz de colecionar todas as moedas imperiais romanas ou moedas gregas, por exemplo, caso fosse um destes o critério adotado inicialmente (moedas romanas ou gregas). Por isso, quem se dedica a esta forma de colecionismo, o faz, escolhendo um determinado período da antiga Roma. Como exemplo, podem ser áureos e denários dos primeiros imp
